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CONVOCATÓRIA - Reedição

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Eu, fotografada por meu pai, na varanda da casa do Dafundo * CONVOCATÓRIA * Convoco-te, poema, em cada verso, em cada estrofe, enquanto não tecida, em cada afirmação, no seu reverso, no sopro que conduz o verbo à vida * E sempre que comigo, em mim disperso, te encontro e te desfolho, já rendida, perder-te-ei depois, depressa imerso num mar cuja maré me traz perdida * Mas essa sensação de, em tempo adverso, estar presa, acorrentada e sem saída num beco já distante e bem diverso * Quando olhada de frente, foi vencida mal pus um fim ao fim deste universo no qual me multiplico dividida. *   Maria João Brito de Sousa 20.07.2015 – 14.34h ***  

CONVOCATÓRIA - Reedição

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CONVOCATÓRIA * Convoco-te, poema, em cada verso, Em cada estrofe enquanto não tecida, Em cada afirmação, no seu reverso, No sopro que conduz o verbo à vida, * E sempre que comigo, em mim disperso, Te encontro e vou moldando, já rendida, Perder-te-ei depois, depressa imerso Num mar cuja maré me traz perdida * Mas essa sensação de, em tempo adverso, Estar presa, acorrentada e sem saída Num barco naufragado e já submerso, * Foi olhada de frente, foi vencida E acabou sorrindo neste verso No qual (des)multiplico a dor sentida. * Maria João Brito de Sousa Março 2016 * In A CEIA DO POETA (inédito)

CONVOCATÓRIA

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CONVOCATÓRIA * Convoco-te, poema, em cada verso, Em cada estrofe ainda não tecida, Em cada afirmação, no seu reverso, No sopro que conduz do verbo à vida * E sempre que comigo, em mim disperso, Te encontro e vou moldando, já rendida, Perder-te-ei depois, depressa imerso Num mar cuja maré me traz perdida... * Porém, a sensação de, em tempo adverso, Estar presa, acorrentada e sem saída Num barco naufragado e já submerso * Quando olhada de frente foi vencida Pela mão com que embalo o velho berço Da dor que em cada verso é redimida. * Maria João Brito de Sousa - Março 2016 In A CEIA DO POETA (inédito)

CONVOCATÓRIA (Adiando tanto quanto puder)

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(Soneto em decassílabo heróico)   Convoco-te, poema, em cada verso, em cada estrofe enquanto não tecida, em cada afirmação, no seu reverso, no sopro que conduz do verbo à vida,   E sempre que comigo, em mim disperso, te encontro e vou moldando já rendida, perder-te-ei depois, depressa imerso num mar cuja maré me traz perdida,   Mas essa sensação de, em tempo adverso, estar presa, acorrentada e sem saída num beco já distante e bem diverso,   Quando olhada de frente, foi vencida no desdobrar final deste universo que em versos multiplico, dividida...     Maria João Brito de Sousa – 20.07.2015 – 14.34h