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A mostrar mensagens de maio, 2015

PUNHAIS

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    Quero contar-vos quanto dói viver e não desisto mesmo que me calem que, desta raiva aos monstros do poder, nascerão versos, quando em raiva estalem!     Quero mostrar-vos que não sei perder sempre que as perdas de medos me falem e que, em vez de vergar, hei-de acender as chamas destes versos que me valem,     Que posso e vou falar, porque assim quero, dos tantos, destes tantos que procuram, no lixo, e com crescente desespero,     O pão que vai sobrando aos que o descuram... e mais não cantarei pois, se me esmero, aguço os mil punhais que me perfuram!         Maria João Brito de Sousa – 03.03.2015 – 20.07h          

SONETO COM EFEITOS SECUNDÁRIOS

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  (Em verso heróico)   Da mesmíssima massa em que sois feitos, por percorrer-me a carne um sangue igual, assumo como vós certos defeitos que expresso num poema acidental   Tenho, decerto, humanos preconceitos, infimos medos que disfarço mal, gestos azedos, duros, imperfeitos, que se me escapam sem que eu dê por tal,   Mas... como todos vós, tenho direitos; venha o que venha, do que é virtual, piso os atalhos, muito embora estreitos,   Que ousei escolher sem previsão geral do que sabemos serem os efeitos de amar-se a vida e ser-se, assim, mortal.     Maria João Brito de Sousa – 02.05.2015 -19.48h         Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia