PUNHAIS
Quero contar-vos quanto dói viver e não desisto mesmo que me calem que, desta raiva aos monstros do poder, nascerão versos, quando em raiva estalem! Quero mostrar-vos que não sei perder sempre que as perdas de medos me falem e que, em vez de vergar, hei-de acender as chamas destes versos que me valem, Que posso e vou falar, porque assim quero, dos tantos, destes tantos que procuram, no lixo, e com crescente desespero, O pão que vai sobrando aos que o descuram... e mais não cantarei pois, se me esmero, aguço os mil punhais que me perfuram! Maria João Brito de Sousa – 03.03.2015 – 20.07h