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A BARRA DA SAIA

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A BARRA DA SAIA * Foi na barra da saia de Lisboa Que lancei a raiz a que me prendo, A voz silenciosa que em mim soa Nesta força que diz que me não rendo * Nem a quem me jurar que me perdoa E me entregar a luz em que me acendo, Ou renovar a água que se escoa Enquanto a minha sede vai crescendo... * Se desço um pouco mais, a barra em renda Desta saia bordada e colorida Prende-me mais sem me exigir que aprenda * Mais do que sei, conquanto a minha vida Seja, pra si, não mais que uma oferenda, Nem menos que um adeus, à despedida. *   Mª João Brito de Sousa 14.05.2023 - 22.45h ***  

OEIRAS

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  (Soneto em verso eneassilábico) Tens a sorte, ou a graça divina, de o teu corpo crescer debruçado sobre um Tejo que corre à bolina pelas ondas de um mar já salgado, Que te acena e te chama menina, ou te abraça e te encharca - cuidado, que ele é mestre nas voltas que ensina, mas depressa te afoga, se irado! - Nos teus braços nasci. Pequenina, fui crescendo contigo, a teu lado, e hoje abraço esta casa de esquina, Onde evoco presente e passado, quando nela relembro essa sina devolvendo-te ao sonho encantado. Maria João Brito de Sousa - 11.10.2015 - 21.31h    

POETAS DA MINHA TERRA!

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    Poetas da minha Oeiras, Gente viva, como eu estou, Partilhando estas canseiras, Dando-se como eu me dou,   Poetas de ontem e de hoje, Uns ainda produzindo, Outros – como o tempo foge… - Na tela, ainda sorrindo…   Que absurda força nos move? Que inércia é esta – e não pára! – Que surpreende, comove, Faz de nós gente assim rara?   E enquanto vou perguntando, As questões, já respondendo, De novo me vão explicando Razões que eu mal compreendo…       Maria João Brito de Sousa – 11.07.2010 – 18.47h       Imagem de Cesário Verde, retirada da internet       NOTA - Excepcionalmente publico, neste blog, um poema em redondilha maior. Este poema "nasceu-me" do evento promovido pelo Centro Cultural de Oeiras, no sábado passado.  Os sonetos retomarão, amanhã, o seu lugar habitual. Se Deus quiser.                     

OEIRAS, HISTÓRIA DE ONTEM, ESTÓRIAS DE HOJE

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      " Integrado na programação do CENTRO HISTORICO DE OEIRAS, o CENCO - Centro Cultural de Oeiras, vai estar  presente nestes eventos, a convite do Sr. Presidente.   Na noite do próximo dia 10, pelas 21.30, apresentaremos uma Noite de Poesia (com um pouco de teatralização) subordinada ao tema: Oeiras, História de Ontem, Estórias de Hoje.    Entre os vários poetas que selecionámos, será dita poesia da Maria João Brito de Sousa,  bem como do António de Sousa.   O Evento Cultural será no 1º andar da Livraria-Galeria Verney e teremos imenso prazer em contar com a sua presença."                                                                                           ------------ ----------- ---------     Transcrevo e publico o convite que a  Dra. Glória Torrado me enviou por email  e aproveito para deixar os meus  mais sinceros agradecimentos a todos os elementos do CENCO bem como à Direcção da Galeria Livraria Municipal Verney.    Livraria-Galeria Municipal Verney - Rua Cândid...

ACTIVIDADES CULTURAIS EM OEIRAS

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  ACTIVIDADES CULTURAIS EM OEIRAS     No dia 27 do corrente mês – quinta-feira – pelas 18h, a Associação de Moradores de Nova Oeiras, AMNO, inaugura, na Galeria Livraria Municipal Verney, uma exposição onde estarão patentes, entre muitas outras, duas telas de minha autoria; “Os Guardadores de Luas” e “Anunciação do Cristo Amarelo a Paul Gauguin”. As obras estarão expostas até às 18h do dia 30.       No dia 29, Sábado , pelas 15h, a COMISSÃO EDUCAÇÃO E CULTURA da Assembleia de Freguesia de Oeiras, inaugura, no Jardim Municipal de Oeiras, um projecto da autoria de Gabriela Bessa, da CDU que contará com a presença do Presidente da Junta de Freguesia, Dr. Carlos Morgado. ESPANTALHOS. DÊ-LHES VIDA!; o projecto de animação cultural, eleito por maioria na Assembleia de Freguesia, contou com o apoio das voluntárias dos Centros Sociais Paroquiais de Stº António de Nova Oeiras, S. Julião da Barra e Bairro do Pombal que colaboraram no processo de elaboração das figuras. Os Espantalhos “dialogarão...

OEIRAS SOMOS TODOS!

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  Um bom fim-de-semana para todos vós! Aproveito o facto de me não ter nascido, hoje, nenhum soneto para vos desejar um fim-de-semana em grande! E já que a minha terra está em festa, que tal virem todos às comemorações do ducentésimo quinquagésimo aniversário do município?  

METÁFORA II

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Serenamente fui quem já não sou, Serenamente dei, sem nada ter, Serenamente deixo de poder Trilhar os trilhos do que em mim morou.   Serenamente passo, sem passar, E digo adeus, ao longe, a quem lá vem. Serenamente só, sem mais ninguém, Descubro a minha ilha de luar.   Serenamente parto sem partir E alcanço nova forma de florir… [sei lá se isto é verdade ou se é mentira…]   Serenamente sinto, e de sentir Encontro [ou não encontro…] o que há-de vir Na estranha lucidez da minha lira.       Perspectiva do Estuário do Tejo retirada do Boletim INFOMAIL, da Câmara Municipal de Oeiras.       Aproveitando esta temática dos regionalismos, convido-vos a passarem pelo http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/ onde vos esperam algumas inconfidências...  

QUERO-ME!

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Eu quero-me da cor destas palmeiras! Quero este tronco esguio, estas raízes, Quero-me assim feliz entre os felizes Vivendo as minhas horas derradeiras!   Eu quero-me primeira entre as primeiras E, tal como tu pensas, mas não dizes, Quero-me decomposta em mil matizes Sendo igual ao que sou, de mil maneiras!   Assumo esta total imperfeição De quanta perfeição em mim houver, Sem ter falsas modéstias ou segredos!   Eu quero-me uma só, mas dividida Por cada átomo alheio à minha vida, Sem loucas ambições, sem dor, sem medos!     Fotografia (via mms) tirada, agora mesmo, da janela da minha sala-atelier. O cãozito lá embaixo é a minha amiga Lupa.

O PRÓXIMO POETA

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    Conjuro-vos cigarras por nascer! Crescei, multiplicai-vos e cantai! Sede o que sois como chuva que cai Sobre terra que a saiba a receber.   Sede, apesar de não vos entender O mundo, o mundo inteiro que não vai Aceitar quanto sois porque vos sai Da alma insatisfeita o que não quer.   Mas sede, mesmo quando injustiçados, Pois será vossa voz pão do futuro Que, ao erguer-se de vós, canta inquieta   Nos versos que hão-de ser justificados Por aquilo que sois e que eu conjuro Na exortação do próximo poeta!     Maria João Brito de Sousa - 16.07.2008 - 17.10h   In Poeta Porque Deus Quer - Autores Editora - Janeiro de 2009   IMAGEM - Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia (Ilustração do LIVRO DE BORDO - António de Sousa - 2ª Edição - Publicações Europa-América- 1957)   Nota - Soneto muito ligeiramente reformulado a 09.11.2015  

A FEIRA

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      Na vila há uma feira à moda antiga, Cheínha de balões e carrosséis, Farturas embrulhadas em papéis E outras tentações para a barriga.     Na vila há uma feira, rapariga! Vê lá se desapertas os cordéis À bolsa e vens à feira ver os reis Que estão, agora mesmo, de partida!     A rapariga escreve. Irá depois! Irá se essoutro encanto o permitir, Talvez quando acabar de se encantar,     Pois sabe não poder juntar os dois; À feira nunca há-de ela optar por ir, Deu-lhe a vida outro sonho p`ra sonhar...       Maria João Brito de Sousa - 11.06.2008 -12.39h       Dedicado a mim, porque essa rapariga fui eu, à Ligeirinha que me acaba de contactar por telefone e manda muitos beijinhos para todos porque está sem computador, e à vila de Oeiras que tem, neste momento, uma Feira que se realiza todos os anos por altura dos Santos Populares.       Fotografia retirada do Google  

EU, A RIBEIRA

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  Pequena, alegre e sempre sonhadora, Nunca fui importante... isso que importa, Se o vosso olhar me vem bater à porta E fica preso a mim, se em mim demora?   De muito pequenina, eu passo agora Ao fio d`água que galga uma comporta E é sempre o vosso olhar quem me conforta, O vosso meigo olhar quem me enamora...   E fico, embora vá... nem sei explicar... Sou una e dividida em vidas mil, Ou força que se apressa e segue em frente,   Que o destino, afinal, é sempre um mar Tão extenso quanto um céu de azul-anil Que  abraça a terra em flor, enxuta e quente...   Maria João Brito de Sousa - 28.04.2008 - 11.15h   Na foto - Ribeira da Lage, junto ao Palácio Marquês de Pombal - Oeiras