(DES)ENTENDIMENTOS DE UM JOVEM CASAL
(DES)ENTENDIMENTOS DE UM JOVEM CASAL * (Soneto muito, muito ligeireirinho, em verso alexandrino) * Depois da tarde mansa em que a conversa azeda Quando o verbo leveda e a (des)conversa rança O impropério avança embora nenhum ceda Ao outro a confiança e a paz que se arremeda * E o insulto suceda antes de haver bonança, Que o "chinelo de trança" às vezes não se queda Caso o gesto se exceda ousando a destemp`rança E emerja como lança a altear a labareda. * Depois hão-de acalmar. Sentados no poial Saberão que afinal melhor fora calar Do que tanto rabiar por um punho de sal * Briguinhas de um casal que acabou de casar Dissipam-se ao luar que banha o seu quintal; Ninguém as leva a mal e um beijo as vem selar. * Maria João Brito de Sousa - 06.07.2020 - 11.30h