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A mostrar mensagens de junho, 2009

OVER REACTION...

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  Quem mente aqui? Porquê a acusação? Valha-te Deus, não sabes o que dizes! Estou pobre mas feliz entre os felizes E sabes muito bem que: - Mentir, não!   Porque hei-de demonstrar falsa ambição? No palco, entre os actores e as actrizes, Sou árvore a prender suas raízes No final desta última sessão.   Fico, contudo, em paz. Desabafei! De tudo o que já disse - e não retiro! - Confesso ter, decerto, exagerado...   Privada de aceder, logo pequei... Escrevi umas palavras como um tiro, Deixei o palco todo alvoroçado...   Maria João Brito de Sousa - 30.06.2009     Imagem retirada da internet - vulcão em erupção

Acesso condicionado

Não sei porquê nem como. Não faço ideia de quem poderia ter feito isto... ou faço, mas posso estar erradíssima e, por isso, é como se não soubesse. A verdade é que me bloquearam o acesso aos meus blogs. Primeiro foram as fotos e,agora, os blogs inteirinhos... pandemia sazonal ou "um caso isolado"? Não sei. Não faço a menor ideia... Sei que a brincadeirinha se está a repetir e que eu já "cresci" o suficiente para não ficar em pânico. Este post vai ser publicado por uma amiga e, se acaso eu não voltar a ter acesso à publicação, podem ter a certeza de que continuarei a trabalhar. Pode ser em ficheiro, em papel, em tela, em madeira... pode ser no que eu muito bem entenda, mas vou continuar a trabalhar :)  E não volto a pôr os Lellos em cima do 2008, nem fita cola na webcam... :)) Se houver uma forma de voltar a publicar, eu fá-lo-ei com a maior das certezas. Até quando Deus quiser e um abraço de cometa:) -- Maria João Brito de Sousa  

ESTE MEU MAR

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    (Soneto em decassílabo heróico)   O mar de que vos falo é todo meu, Nasceu dentro de mim em tempos idos E foi-se acrescentando aos meus sentidos Nesse excesso de mar que em mim cresceu   E me fez mar, nos sonhos concebidos Por vontade de um sonho onde nasceu... Se, acaso, esta ilação vos ofendeu E, nisto, vos sentis desiludidos,   Pedi ao mesmo mar que vos falou Da estranha descrição que, em vós, teceu Que deixe de gritar-vos aos ouvidos   Das praias e rochedos que galgou Nas marés em que a vida vos perdeu Em paixões de tamanhos desmedidos...     Maria João Brito de Sousa – 29.06.2009     NOTA - Soneto (mal) reformulado a 05.06.2014    

(TRANS)FIGURAÇÃO LINEAR

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Na vertical de mim, um ponto incerto A vacilar num vértice inseguro Sobre a horizontal de um risco puro Onde corre uma a lágrima, em directo.   Se, acaso, ali ficando, estabiliza, Logo outra aspiração o faz tremer, Como se fora inútil o seu querer Quando uma construção se idealiza.   Aqui estou; vertical, mas oscilante. Que estranha condição, a de aspirante À perfeição de ser-se o que é sonhado…   Sou árvore num ponto equidistante Entre a raiz de um sonho delirante E um tronco humanamente acomodado.     Maria João Brito de Sousa - Junho 2009  

OS RAMOS DOS PINHEIROS

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Ele há lá ramos como os dos pinheiros! Ascendem sinuosos, retorcidos, Invencíveis, ainda que vencidos, Distantes e, contudo, hospitaleiros.   Altos ou não, serão sempre altaneiros E cada um faz sempre o seu sentido… Independentes, sempre, embora unidos Como peças de um puzzle des-inteiro…   São braços que se alongam, terminando Em mil agulhas finas, rescendestes, Que acenam lá do alto e me fascinam.   Subo até lá, onde eles vão acenando, Neles me confundo em confissões urgentes E tento aprender tudo o que me ensinam.         Querem "cuscar" um bocadinho? Passem no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/ , "cusquem" à vontade e levem o desafio connvosco, se assim o entenderem... está dedicado a todos vós! :)

A CRIAÇÃO DO MAR - O Mar Na Minha Mão

  O MAR NA MINHA MÃO * Muitas vezes não sei o que dizer Sobre um mar tão imenso, tão profundo, Que reina sobre nós e sobre o mundo... Eu, que não sou ninguém, que hei-de fazer? * Como posso pensar em descrever Um mar a que não sei medir o fundo? Imaginar que vós, a quem infundo Tais dúvidas, houvesseis de o saber... * Explicar uma tão grande imensidão, O azul intenso, as ondas quais capelas, As marés e os mistérios que são seus, * É ter o próprio mar na minha mão E voltar a singrá-lo em caravelas; Não é crer-me poeta, é crer-me Deus... * Maria João Brito de Sousa - 22.06.2009   IMPORTANTE- Dêem um pulinho ao http://linhaseletras.blogs.sapo.pt/104633.html ! Nasceu um novo livro escrito por uma poetisa alentejana, a nossa amiga IDALINA PATA!

DANÇANDO NO SCALA... DE BALOIÇO E TUDO!

      Hoje, meus amigos, o meu post é muito especial! Se quiserem ver-me é só seguirem o link   http://free-stile.blogs.sapo.pt/     Abraço grande, grande! :)

FELICIDADE

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  Prognóstico de mim: - Serei feliz! Mais coisa, menos coisa, tudo tenho E embora sendo pobre - aqui convenho... - Sou produto da minha geratriz.   Esta minha aparência não condiz Com os padrões do mundo em que mantenho Mil braços que me sobem pelo lenho Mas que nunca se afastam da raiz.   Ele há tantos abalos! Terramotos, Furacões que hão-de, um dia, derrubar-me! Acreditem, só digo o que é verdade...   Assim foi desde os tempos mais remotos; Nascer, crescer, morrer sem condenar-me, Sem que comigo morra a felicidade!     Acabadinho de nascer para a http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/    :)   Imagem retirada da internet    

VÊ LÁ TU!

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Vê lá tu… é verdade o que me dizes Quando falas de tempos bem melhores, Quando evocas, saudoso, outros alvores Em que éramos, decerto, mais felizes…   Mas vê melhor! O tempo tem matizes Que sempre exibem renovadas cores E, destes tempos maus, outros piores Poderão só esperar que os concretizes…   Tenta, portanto, – menos pessimismo! Afastar-te depressa desse abismo Que teimas em escavar sempre a teus pés.   Aproveita este tempo que é tão teu! O outro, o que passou, já se perdeu E tu, até morrer, serás quem és…   Imagem retirada da internet

TENTAÇÕES

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Quiseram-me domar. Eu não deixei. Quiseram-me a palavra. Eu não vendi Pois não foi esse o preço que eu pedi Nem é esse o destino que eu lhe dei.   Quiseram-me calar. Eu não calei. Não sei se me ganhei, se me perdi… Só sei falar daquilo que vivi E não do que mais tarde viverei.   Tentaram – se tentaram! – condenar-me, Impor-me soluções, depois calar-me… Tentaram mas depressa desistiram.   Amanhã ou depois hão-de aceitar-me, Depois, quando não queiram mais tentar-me E não possam dizer que o conseguiram…        

SOLTAR AS PALAVRAS

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  Já emendei   PEDIDO DE DESCULPAS - Suponho que tenha havido um mistério qualquer - que pode muito bem ser fruto da minha proverbial distracção crónica - com o penúltimo verso da última estrofe deste soneto. Talvez o nosso batráquio tenha engolido algumas palavras  só para me contrariar... sei lá... já emendei. Melhor, já soltei as palavras que tinham sido "sequestradas"...   Soltemos as palavras sem   fronteiras Com o fogo, o calor de uma paixão, Com criatividade e correcção Mas sempre genuínas, verdadeiras.   Palavras. Mil palavras prisioneiras Esperando o mundo livre da ficção Ou, tão-somente, a simples descrição De um momento de fugas derradeiras.   Soltou-se uma palavra e mil se seguem Imparáveis, libertas, contundentes, Mas sempre susceptíveis de leitura…   Pessoais pois são elas que nos medem Quando em nós se tornarem mais urgentes, Mais ricas, mais fluidas e mais puras.                                                                                             ...

RECICLANDO...

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Sobravam-lhe, em segredo, mil segredos Mil luas, sóis e estrelas de papel, Aventuras mais doces do que o mel E, para além do mais, sobravam medos...   Sobravam-lhe mil coisas nunca feitas Tornando extemporânea essa partida E sonhos! Sonhos mil, pedindo vida Aonde o desespero emerge e espreita.   Sobrava-lhe, de si, alguma urgência De começar ainda, uma vez mais, Por pura teimosia ou extremo anseio   Alguém que não mais faz qualquer cedência E que só quer sentir, de novo, o cais Onde o medo que sente é só "receio"...     ATENÇÃO - Vou estar ausente por mais dois dias (ai,ai...). Entretanto passem pelo http://free-stile.blogs.sapo.pt/   . Prometo que também entro na dança! Pode ser de baloiço, mas danço!  BOM FIM-DE-SEMANA PARA TODOS!     

A FESTA DA CAROLINA

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QUALQUER OUTRA MARIA...

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  QUALQUER OUTRA MARIA   * Qualquer outra Maria vos diria Que preferia a morte a esta vida, Que está farta de tudo e que, perdida, Qualquer outro caminho serviria… *     Qualquer outra Maria pensaria   Que, às vezes, é melhor ficar escondida   Ou mesmo abreviar uma partida   Pois, decerto, bem mais lhe conviria. *     Qualquer outra Maria, que não esta,   Porque esta sabe bem que já não presta   E continua às lágrimas alheia, *     Qualquer outra Maria, na verdade,   Sentiria mais medo – ou mais saudade? -   De castelos que ruem como a areia... ***       Maria João Brito de Sousa - 08.06.2009 - 12.04h        

OEIRAS SOMOS TODOS!

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  Um bom fim-de-semana para todos vós! Aproveito o facto de me não ter nascido, hoje, nenhum soneto para vos desejar um fim-de-semana em grande! E já que a minha terra está em festa, que tal virem todos às comemorações do ducentésimo quinquagésimo aniversário do município?  

A ILHA II

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Aqui me sento e tento erguer a voz E desespero e sei que não consigo… Chego a fugir dos braços de um amigo Como quem foge às armas de um algoz.   Não mais maçã, assim converto em noz, Escondendo em grossa casca – o meu abrigo – Aquilo que me punha em maior p´rigo, Como afinal fazemos todos nós…   Ilha deserta, escarpa, alta montanha… Desvendo a solidão que me acompanha, Defendo-a com a vida até poder!   Mas deixo-me habitar e multiplico As sementes do verso. Eu frutifico! Ilha e Poeta enquanto Deus quiser!     NOTA - Um novo prémio no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/  

EU QUERO ESTE SONETO!

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Eu quero este soneto como quem Procura o dealbar de um horizonte! Negada, ainda, a Barca de Caronte, Retomo a estranha estrada de ninguém.   Eu quero este soneto e vou além, Descubro o germinar da nova fonte… Entre a Vida e a Morte há uma ponte Erguida entre Nenhures e mais aquém.   Não fora a dor, quase estaria bem… Não fora este cansaço, este esvair-me, Diria que já está, que já passou…   De tudo hei-de falar! Eu sou alguém E, antes de cantar, não quero ir-me! Depois, porque o cantar mal começou!  

SE EU PARTIR

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Há tanto por dizer… mas se eu partir Muito antes de falar do que pretendo Aviso-vos agora; eu não me rendo Enquanto, em mim, a vida o decidir.   Há tanto por falar, por aprender, Por partilhar, no meu entendimento, Que mesmo que me vá, eu só lamento As coisas que não disse e quis dizer…   Lamento ser pequena e limitada… De resto não lamento mesmo nada. Dou-vos o meu melhor. E mais não digo!   Quantas vezes alegre, a gargalhada Me salta da garganta, endiabrada, E só quer a partilha de um amigo?    

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA

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A VERDADEIRA COMPULSIVA   Tu pensarás, decerto, que te minto, Que nada do que eu digo faz sentido, Que este “ser-como-sou” é desprovido De verdade e razão... e eu consinto!   Consinto porque sei e porque sinto Que um dia ficarás arrependido Do dia em que fizeste o desmentido Da estranha condição que não desminto:   Eu sou a compulsão de uma vontade Que, ultrapassando tudo, irá impor A única razão de eu ser assim!   E, não importa sexo nem idade, Eu hei-de-me mostrar, seja a quem for, Pois toda essa verdade habita em mim....     MONTANHAS   No cume da montanha, outra montanha… E outra e outra ainda, por escalar. [nunca a minha escalada irá findar por muito que pareça dura e estranha…]   No cume da montanha, ali ao fundo, Avisto inesperados horizontes. Respiro fundo e vou subindo os montes Que alcanço na escalada deste mundo…   Um pouco além - quem sabe? - outro caminho Me levará, enfim, de novo ao ninho Onde sei pertencer desde o começo.   Comanda-me a vo...