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A mostrar mensagens de março, 2008

A CHAVE DE OURO

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  Chave-de-Ouro:   - Eu fecho-te onde o sonho recomeça E volto onde outro sonho, adormecido, Fizer soar um tímido vagido Pr´a resolver o puzzle, peça a peça.   Serei a Chave de Ouro de um soneto, A que encerra o poema e tudo explica, A que o torna soneto, o justifica E por fim lhe dirá que estácompleto.   Soneto:   - Sendo aberto com chave que é de prata, Sigo em harmoniosas, curtas linhas Até que a Chave de Ouro enfim me feche   E, tendo o seu segredo, o que me mata Neste tecer-me assim de rimas minhas, É que onde ela me encerra, o sonho cresce...     Maria João Brito de Sousa - 31.03.2008 - 12.49h   (Reformulado a 10.03.2016)  

EXISTIR NO SISTEMA II

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                 Eu, híbrido, produto inacabado, Farinha-de-segunda em berço de oiro, Sou farelo de um trigo honesto e loiro, Sou cimento de escória... e mal armado,   Mas se um de vós me entende e me quer bem, Em tudo o que fizer porei a alma E, mesmo sendo joio, enfrento, calma, As mais vis coisas que este mundo tem...   Eu, não-importa-o-quê, hei-de ser eu, No fundo da cadeia alimentar A alimentar de mim o sonho alheio,   Mimetizando o Fogo em Prometeu - que Zeus um dia ousou sacrificar... -, Atiçando esta chama no meu seio...     Maria João Brito de Sousa - 30.03.2008 -12.19h .

ARTE?

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Meus amigos, esta imagem, retirada da Net, é a de um cão que um "artista" Porto Riquenho, de nome Guillermo Habacuc Vargas, utilizou numa exposição de "Arte". O animal foi amarrado a uma coluna da Galeria de Arte e ali esteve, sem comer nem beber durante semanas até que a morte o levasse. Esta situação pode parecer um delírio mas foi real. Guillermo Vargas não só foi premiado pela sua "obra" como convidado a participar na próxima "Bienal Centroamericana das Honduras, 2008". Centenas de pessoas assistaram, diaramente, à agonia do animal, sem que, dentre elas, um único ser humano se levantasse e tentasse arrancar o animal da sua agonia. Passou-me pela cabeça ir, na minha Jangada de Imaginário, até às Honduras, mas  fui forçada a concluir que não conseguiria chegar lá viva. Se algum de vós tiver dúvidas acerca desta macabra exposição, introduzam o nome do "artista" e encontrarão numerosos links com as mais diversas descrições sobre algo qu...

ESTE PEQUENO DOM QUE DEUS ME DEU...

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  O dom que Deus me deu é natural, Não precisa de vestes nem roupagens, Dispensa fingimentos, maquilhagens, E exibe uma nudez que é virginal...   Não gosta do Sistema e sofre, às vezes, Com coisas que este mundo valoriza E que vão destruindo o chão que pisa Em guerras de poder e mais revezes   Que a ganância do lucro acende aqui... Depois... ergue-se, ri-se e acredita Que a Paz há-de alcançar o apogeu...   Renova, nesse amor que existe em si, Toda a luz natural que nele habita, Este pequeno dom que Deus me deu...     Maria João Brito de Sousa - 29.03.2008 - 11.56h   A pedido da minha amiga Rosa Silva, Azoriana, com o Alto patrocínio do Grande Arquitecto.

ESTRANHA SORTE...

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  Olhai! Reparai bem... eu sou só "isto"; Uma mulher que um dia foi bonita... Ninguém que olhe de perto `inda acredita Que um dia fosse bela a pel` que visto...   Mas... olhai! Quantos anos, quantas marcas, Quanto cabelo branco... este cigarro Que NÃO QUERO largar, a que me agarro Mesmo num tempo duro e de horas parcas...   Olhai a minha corte: a bicharada! Meus amigos do peito e meus irmãos Que, inteiras, me confiam vida e morte...   Ah, vede a minha face maltratada Por dias que engendraram sonhos vãos... E sou feliz, contudo. Estranha sorte...  :)       Maria João Brito de Sousa - 28.03.2008 - 10.54h (Ontem, no elétrico, a caminho do hospital)

DIÁLOGO (A "SOLO"...)

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  Sobra-me, de mim mesma, um ego e meio, Mil coisas que volitam por aí E neste "transbordar" sinto-me, aqui, Ao comparar-me a vós, "patinho-feio"...   Transposta esta barreira, o que granjeio É a amizade de quem nunca vi Neste "prémio" a que, em tempos, concorri; Desvendar-me em poemas, sem receio...   Sobra-me, em cada abraço, o vosso aplauso, Se mão que me estendeis é sempre amiga E se acende a palavra a arder em mim...   Perdão, se alguns incómodos vos causo; Sois vós quem me alimenta e quem me abriga E é por vós que, afinal, eu escrevo assim...     Maria João Brito de Sousa - 27.03.2008 - 08.16h   (Na estação dos CTT, aguardando a vez da minha senha...)   NOTA - Sei perfeitamente quão mal pode soar este título. Na realidade, um "diálogo a solo" é um perfeito disparate, deveria ter escrito "Monólogo", mas... foi um disparate muitíssimo propositado e intencional... Nesta minha viagem reformulativa até aos meus primeiros sonetos, tenho...

EXISTIR, NO SISTEMA...

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      Eu, obra do meu mar em maré alta, Sou rocha em erosão, matéria-prima, E vejo além do sol e voo acima De um horizonte ao qual sei fazer falta   Porque obreira do pão que há num poema Que gasta muito pouco ou quase nada Nestas palavras, quando sou poupada... Posso não ser herói...(mas tenho pena!)   Idosa quanto baste... Ó pobre imagem Gritando em voz bem alta aquela idade Que a pátina do tempo enfeitou já;   Cinquenta e cinco anos de viagem! E nem vislumbro, ainda, a qualidade, Ou Estado que não chore o que me dá...     Maria João Brito de Sousa - 26.03.2008 - 11.56h     (No comboio, à vinda do Centro de Emprego...) .

http://ajudafabio.blogspot.com

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Respondo ao teu sorrir, não digo não! Quanto pudera em mim `inda engendrar Seria muito pouco pr`a pagar Teu límpido sorriso, ó meu irmão! . Com pouco, com tão pouco, se faz tanto! Ainda um ser humano, uma criança, Nos mostra este sorriso aberto em esp`rança Que faz ruir o nosso desencanto! . Num Blog ao pé de ti, que me visitas, Há um menino alegre e sorridente Que sabe o que é viver, o que é sonhar! . Por ele traço as palavras mais bonitas E aponto o caminho a toda a gente Para que o possam ver e acreditar! . 14.20h

A MONTANHA DAS CONFUSÕES

Dispersa em tantas coisas que já fiz, Remendo, humana peça desigual, Impregno o que não fiz dum sonho tal Que bem posso dizer que sou feliz...   Mas tantas coisas fiz, do que não quis, Que assumir frustrações deu-me, afinal, O pão que alimentou o Eu real Daquilo que é carnal, mas nunca o diz...   Cada Centro de Emprego é, no país, A estação derradeira, o terminal Do reino de um sistema em disfunção   E a  porta - que se fecha no nariz... - O trambolhão do último ideal Do alto da montanha, em confusão...     Maria João Brito de Sousa - 25.03.2008 - 12.46h     No comboio, às 14.06h . Peço a todos os amigos que tenham a bondade de me visitar hoje, que dêem uma vista de olhos ao Post anterior e vão ao  http://ajudafabio.blogspot.com partilhar o mais bonito de todos os sorrisos!

VAMOS AJUDAR O FÁBIO!

Meus amigos, há grandes causas com pequenos nomes. Esta chama-se Fábio, tem doze anos de idade e um sorriso maravilhoso. Não acreditam? Façam uma visitinha ao http://ajudafabio.blogspot.com   e vejam com os vossos próprios olhos. .

HUMANO AMOR II

Eu quis-te, ó meu carnal, humano amor, Quis-te até me perder nesse apetite... Só não sei se há alguém que me acredite Depois de ultrapassada a antiga dor...   Quis-te mais do que ao verso e do que à cor, Levei-te muito além do teu limite E mesmo havendo alguém que não hesite Em confirmar que dei o meu melhor,   Quem mais pecou fui eu, que sei de cor Ter-te exigido mais do que o que tinhas Sem ter em conta a tua dimensão...   Mas sei que era menina, estava em flor, E te não soube ler nas entrelinhas Porque ceguei de amor... (peço perdão...)     Maria João Brito de Sousa - 24.03.2008 - 10.59h   Maria João Brito de Sousa - 24.03.2008 - 10.59h .  

RESSURREIÇÃO

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  Renasço à luz do sonho vertical E o mundo é esse instante eternizado Em cada verso escrito aqui deixado No rasto da palavra intemporal...   Relâmpago, partícula, segundo, Este viver por cá... e, no entanto, A vida continua a ter encanto Enquanto se propaga pelo mundo...   A cada madrugada o dia nasce E ressuscita em nós esta alegria De aqui permanecer, de aqui morar,   Pois reconstrói-se o ser, o sonho faz-se E eis, desse amanhã, a utopia De onde nos recomeça o caminhar...     Maria João Brito de Sousa - 23.03.2008 - 11.33h   Domingo de Páscoa  

SER AS PALAVRAS

Perco-me na Palavra e sou Palavra... Na lucidez do Verbo encontro enfim Tudo o que vem de fora e nasce em mim, Tudo aquilo que surge e em mim se gera... . Palavras como coisas, mais que ideias, A emergir de mim espontaneamente Como se fora um fruto, uma semente, Que me corresse dentro destas veias... . Eu sou cada palavra que aqui escrevo E depois de partir hei-de deixar Por cá, tantas palavras, quantas nascem, . Mas. antes de partir, bem sei que devo Escrever até a força me faltar, E até chegar o fim desta viagem... . Sábado de Aleluia . 12.00h  

ACREDITAR II

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  Sobre todas as coisas em que creio, Creio no amor e creio acreditar No poder infinito de sonhar E no que as aves dizem num gorgeio... . Creio na morte e na ressurreição, Creio numa vontade mais urgente, Creio de uma outra forma, mas sou crente Pois creio no poder de uma oração... . Creio nesse homem que morreu na cruz E creio nestes versos que recebo E que vou traduzindo em mil sonetos... . É este acreditar que me conduz E é sempre nessa luz que me apercebo Que a Vida é o mais perfeito dos projectos...   Maria João Brito de Sousa - 21.03.2008 - 13.52h . 21.03.08 - 10.00h  

O COMBOIO

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Que ser era aquele? Imenso, ruidoso como um interminável trovão, atacou-me com a rapidez do raio e não parou, sequer, para me dar o golpe de misericórdia. Atirou-se a mim com a voracidade do tigre e, incompreensivelmente, não ficou para se alimentar da carne que destroçara. Que estranho ser era aquele? Levava no ventre muitos outros seres. Seres com olhos, ouvidos e mãos. Seres conflituosos, agarrados a coisas que não fazem sentido, indiferentes à dor que então me consumia. Que ser tão estranho... Não ameacei as suas crias. Não tentei conquistar as suas fêmeas. Se, acaso, invadi o seu território, fi-lo por absoluta necessidade. Procurava um desses seres que ele levava no ventre e a quem dediquei toda a minha vida. Sei que estou velho e pouco atraente. Durante esta minha insana busca, raras vezes encontrei alimento. Emagreci. Vivi muitos sóis e muitas luas alimentado, unicamente, pela certeza de voltar a encontrar o meu amigo. Aquele por quem daria – e dei – a vida. Aquele que um dia pa...

ACENDER A PRIMAVERA NAS ASAS DE UMA ANDORINHA

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  Aonde as andorinhas que as não vejo? Atrasos? Nunca os houve neste céu! Talvez seja, afinal, engano meu Ou talvez seja céu quanto eu desejo...     Aonde os negros fatos que eu invejo? Aonde os aventais que Deus teceu? Aonde as asas negras como breu Criando aéreas pontes sobre o Tejo?     Aonde as andorinhas que chegavam, Em louca revoada, ao Portugal Que havia nos meus tempos de menina?       Até onde os meus olhos alcançavam As negras asas davam-me o sinal Para acender, num sonho, a luz divina.       Maria João Brito de Sousa - 18.03.2008    

O PASSO EM FRENTE...

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  Num instante tão breve, um sopro só, Desfaz-se este meu "estar agora aqui"... No exacto segundo em que o vivi É já passado o tempo... e não tem dó! . A vida "aqui e agora" é um caminho Que fecha atrás de nós a porta aberta... Ninguém pode parar (é morte certa!) Um segundo que seja, um instantinho... . E passa, passa o tempo flutuando, Serpenteia o caminho e ninguém sabe Se à frente ainda há portas por abrir... . Nós vamos caminhando e tacteando... Só mais uma passada e a porta abre Na direcção da porta que há-de vir... . Este é especialmente dedicado ao Migalhas porque foi ele que o inspirou e a um jovem que a esta hora (a que começou quando escrevi o H e acabou quando escrevi o A...) está sentado, no seu Banquinho, à espera de um sonho... 17.03.08 - 12.37h  

UMA OUTRA PEDRA DE MEMÓRIAS

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Na "pedra de memória" em que te sentas Na ilha que nasceu de um pôr-de-mar, Dedicaste uma vida a decifrar Mistérios que não cabem nas sebentas... . Na Ilha-do-Corsário que roubaste À estranha lucidez que Deus te deu Foste Cavalo-Branco e Prometeu E um pouco de Quixote. Quanto baste. . Mas, passe a fantasia e surja o homem Que enchia a casa inteira das palavras Que ouvia atentamente, alheia às horas . E até ao que as memórias redescobrem Espelhado nestas, qu`inda agora lavras Nesse tal espaço/tempo onde hoje moras...     Maria João Brito de Sousa -  16.03.08- 21.47h   Ao Professor Vitorino Nemésio. Na fotografia, datada de 1960, Jorge, o filho mais velho de Nemésio com o sobrinho Gonçalo, Gabriela, a esposa, e António de Sousa, na casa da Rua Sociedade Farmacêutica.  

(IN)DEFINIÇÕES

Eu quase nunca entendo o que em mim cresce; Aceito o que vier, só de o sentir, Mas prefiro aceitar do que pedir. Sou semente do Deus que em mim floresce. . De humana e pequenina que sei ser Ascendo à condição de ser Palavra Por obra dessa força que em mim lavra Do verbo original, dessoutro CRER . Que vai tão mais além do que o que sou! Pequena, tão pequena que nem sei Como alcançar os longes que me apontam . E deixo-me embalar... e venho, e vou Entre o que já vos disse e o que direi Nos versos que encontrei, porque me encontram.   Maria João Brito de Sousa - 16.03.2008 . 16.03.08 - 16.36h

A ÁRVORE III

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      Sou produto final da conta aberta Pelo Santo Graal que habita em mim E o berço onde se embala, até ao fim, Aquilo que há-de vir. Sou rota certa. . Receptáculo, lápis de escrever Obedecendo às ordens da harmonia, Ou simples utensílio de quem cria Tudo o que ainda está por conceber, . Pois coube-me a tarefa de ser mãe Da voz (des)necessária de um poema No espanto das palavras que encontrar . E falo do que sou, por ser, também A árvore discreta que te acena Na oferta dos mil frutos que engendrar...   . Maria João Brito de Sousa - 16.03.2008 - 14.26h  

THE SUICIDE OF THE PINK WHALE

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Ontem eu tive um sonho, um sonho breve... Caminhava no mar e de mãos dadas Com peixes e sereias, nas coutadas De quem preda no mar o que ao mar deve... . Vi um Golfinho-Azul que estava triste E, ao largo, uma Baleia-Cor-de-Rosa Boiava sobre o mar quando esp`rançosa A chamei e lhe disse:- Deus existe! . A pobre da baleia assassinada Acordou, respirou, pôs-se a nadar E o mar ficou mais vivo e mais contente... . Que pena ser só sonho! Eu nem fiz nada E o homem nunca aprende a respeitar A vida que há no  mar que lha consente... . 14.03.08 - 14.00h (A ir para o hospital...)

O CORPO POR UMA JANGADA

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  Eu vivo neste corpo de Jangada; Perdi-me, fui ao Céu, depois voltei E choro ainda quem por lá deixei No seio duma luz imaculada... . Chora, Jangada chora os impossíveis! O menino da luz não volta, não... Desceu à terra dentro de um caixão E mora agora entre os não visíveis... . Chora, Jangada, chora o teu mar-alto! O teu vulcão de lava há-de apagar-se E tu hás-de rumar, de novo, à luz . Onde antes te afundaste em sobressalto E, um dia, um mesmo sol virá deitar-se Num chão onde se ergueu tão dura cruz...   Maria João Brito de Sousa - 14.03.2008 - 20.24h . (Ao chegar do hospital, no supermercado, às 20.00h)

DOIS MESES DE BLOG... E A MINHA IDENTIDADE!

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  IDENTIDADE . Ó mar de antigamente, eu sou feliz! Trago comigo urgências de  semente, A voz com que te canto e que te sente E a  força de ter caule e ter raiz! . Ó mar intemporal, o que eu te quis! A sede, a fome, o respirar urgente, A tal necessidade incoerente De ser em ti, ó mar, teu aprendiz... . Mar que eu agora sou porque alcancei A graça de aprender a ser em ti O que Deus quis que fosse a vida inteira . Mas, mar primevo, agora já lancei A âncora do corpo a que prendi A minha identidade; a derradeira.   Maria João Brito de Sousa -  13.03.08 - 15.00h . À pressa, à pressa, esperando pela vez dos meus poemas, na 5ª Feira Cultural organizada pelo CENCO (Centro Cultural de Oeiras) na Galeria Verney.    

LOBO SOLITÁRIO

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  Caminho enquanto lobo solitário, (é por dentro de mim, neste ir e vir, que encontro a dimensão do meu sentir...) E nada, o que recebo por salário,   Pois não sei ser senão contestatário Que contesta o que o possa reduzir À condição de apenas existir Enquanto figurante de um calvário.   Contesto o que não sou, pois só sei ser Pedaço da razão que me engendrou Na dimensão do sonho vertical   Que, em si, descubra tudo o que quiser; Sou lobo solitário e, se aqui estou, É porque em vós encontro um lobo igual.   Maria João Brito de Sousa - 13.03.2008 - 10.38h       Feito no caderninho enquanto seguia para a entrevista com a Assistente Social da Paróquia. ncontro um lobo igual...     Maria João Brito de Sousa  -  12.03.08 - 15.09h

SER EM DEUS

Sou serva do Senhor nos meus poemas; Aquilo que me diz vos digo a vós E faço minha essa Divina Voz Ultrapassando assim os meus problemas. . Eu vivo pr`ó Sentir e pr`ó cantar! Direis que eu, afinal, sou mesmo louca... Direis que a minha voz é muito pouca Para o tentar, sequer, representar... . Mas cada um de nós  é quanto sente! Eu sinto que é verdade o que vos digo E quero-vos falar dessa verdade, . Pois Deus habita em nós e é urgente Falar do que nos diz a cada amigo   N`Assuncão da Divina Identidade... . Criado a 11.03.08 - 18.41h

UMA QUADRA POPULAR

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Sou mil coisas por criar, Sou mil coisas por nascer, Eu, que um dia ousei sonhar Com quantas coisas quis ser...   11.03.08 -23.38h     Esta quadra é dedicada à Linhaseletras que, de alguma forma, a inspirou.

SÃO PENAS SENHOR...

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  São penas, meu senhor... há tantas penas! As minhas são cinzentas, negras, brancas... Penas nesta partilha de horas francas E outras a nascer dos meus poemas... . São penas, meu senhor! Penas com vida, Que voam, que procriam, se alimentam E, podendo voar, se não lamentam, Que aceitam a chegada e a partida... . São penas que eu partilho a toda a hora Com as aves do céu do meu país Que em louca revoada se levantam . E são minhas irmãs, pois sei agora Que as penas só me tornam mais feliz Por partilhar a Vida que elas cantam...   Maria João Brito de Sousa . 11.03.08 - 14.05h

ESTA OUTRA EUCARISTIA...

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  Bendigo este meu estranho imaginário Com honras de poeta ao Sol nascente E afirmo um desapego tão premente Quanto hóstia emergindo do Sacrário... . Comungo no papel (o meu Sudário...) Palavras como o pão por entre a gente E ouço essoutra voz omnipresente Que eleva humanas mãos a santuário... . Domingo a cada dia da semana Na partilha das ordens que recebo E nestas mil palavras que vos deixo... . Domingo sou eu mesma e quem me chama É esta extrema urgência a que não nego A outra eucaristia... e não me queixo! . 09.03.08 - 21.40h

PASSAR O TESTEMUNHO

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  Em ti delego a luz do meu cansaço, Poeta-irmão dos dias por chegar, Pois todos nós nascemos p`ra cantar, Dar voz a outra voz, ser o seu braço. . Em ti, que procuraste um novo espaço Onde verás bem mais do que ao olhar, Onde sentir é mais do que tocar E onde o tempo da escrita é sempre escasso. . A ti, que a mim me ouviste e me entendeste Na química-ideal do teu sentir, A ti que abriste a porta aos versos meus, . Porque de alguma forma me prendeste, Em ti  delego os sonhos do porvir E aponto-te o portal que leva aos teus.     Maria joão Brito de Sousa - 09.03.2016 - 13.58h   . (Este soneto não tem qualquer conotação com ideias vigentes de carácter oficial...)   .  

REDESCOBERTAS III

    Aqui, no Blogomar em que navego, Redescobrindo o Gama que vou sendo, É nas "redescobertas" que me entendo E que me encontro no que eu própria nego. *   Só porque  alguém me deu Carta de Prego E é nessa condição que aqui me prendo, Descubro em todos vós quanto pretendo Pois sois o Novo Mundo a que me entrego. *   Eu, capitã de mim, no Blogomar, À conquista da Terra sem Fronteiras Por espaços "nunca dantes navegados", *   Vou conquistando tudo o que sonhar, Desdobro-me em manobras e canseiras E emulo os feitos dos antepassados. *       Maria João brito de Sousa   08.03.08 - 12.00h       Este, meus queridos companheiros de viagem, é para todos vós, mas vai especialmente dedicado à Jonasnuts que, sem fazer a menor ideia disso, pôs as "rodinhas da criatividade" a funcionar ao pôr, no Blog dela, uma pergunta; "Como seria se as blogosferas se misturassem?" e uma afirmação; "Detesto a palavra Blogosfera!"              

ALENTEJO

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ALENTEJO *   Revejo esse Alentejo no meu sonho; Na toada de Régio em sua casa Queima-me um sol ardente como brasa E alguém bebe aguardente de medronho *   Depois dos seus ciprestes, os sobreiros No leito espreguiçado da planura E perdem-se-me os olhos na lonjura De uns sobreiros leais, mas altaneiros *   Alentejo, ou sonhei-te, ou estive lá, Onde as ceifeiras mondam o teu trigo E as ovelhitas pastam pelos montes *     Não sei se fique aqui ou se lá vá, Envolta neste sonho em que me abrigo, Espreitando os teus longínquos horizontes. *       Maria João Brito de Sousa         NOTA - Este é para a minha amiga Maria, pela sua gentileza e disponibilidade e para o meu amigo Manuel Ribeiro de Pavia por ter sido o meu pri- meiro Mestre no desenho a carvão e Tinta da China.