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A mostrar mensagens de novembro, 2011

CICLO - Sonetilho

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Espero dar-te uns rebuçados Duns tantos que cozinhei Na panela dos pecados De que nem sequer provei,   Mas talvez os resultados, Sendo mais do que eu pensei, Possam ser concretizados Apesar do que não dei...   Amanhã nasce o poema Que me desperta, por fim... Temo bem que ninguém tema,   Da mesma forma, por mim... (murcharei, mas tenho pena de não ficar sempre assim...)       Maria João Brito de Sousa - 28.11.2011 - 16.40h

PALAVRAS DE UM DISCURSO SUICIDA (sem fundamento)

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“- Reinvente-se uma morte antecipada Pois só dessa nos surgem resultados! Que, da antecipação - reinventada, Possam, depois, crescer mil novos laços!   Reinvente-se a a vida abreviada Pelo braço letal dos erros crassos Que ao longo desta absurda caminhada Semeámos por cá, em vez de abraços!”   Só quem for louco aceita e lhe obedece Porque a transformação sempre acontece No seio de infinitas variáveis   Que o Tempo de viver modela e tece Ao longo de uma História que o não esquece Mesmo soprando em fúrias insondáveis…       Maria João Brito de Sousa – 26.11.2011 -19.24h

GREVE GERAL - 24.11.2011

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SONETO A UMA MARIA SEM CAMISA

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… e quando, um dia, o mar vier beijar A luz desse luar que te ilumina E se afundar, depois, na areia fina Das praias desenhadas, só de olhar,   Não terá sido em vão esse cantar Que ecoa em ti, que desde pequenina Entoas no dobrar de cada esquina Das ruas que pudeste visitar   Porque soubeste, em ti, salvaguardar O estranho encantamento da menina E, ultrapassando a mágoa que te mina,   Pudeste, em consciência, não vergar, Mantendo-te intocada e feminina No sopro original que assim te anima         Maria João Brito de Sousa – 20.11.2011 – 16.00h

CANSEI-ME...

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Cansei-me de pedir-te ao tempo irado… Cansei-me de chamar-te e, se chamei, Foi soprando palavras que nem sei Se o tempo as entendeu, se as pôs de lado…   Chegaste, enfim, mas longe do cuidado De cuidares deste quanto me cansei, Quiseste impor-me o esforço de outra lei Ao meu corpo poema-emancipado...   Não terei, hoje, a força pr`a mudar-te E escrever-te é melhor que desprezar-te Depois de tanto inútil chamamento,   Mas há-de vir o dia em que chamar-te Não mais será preciso e condenar-te Não fará mais sentido que um lamento...       Maria João Brito de Sousa – 12.11.2011 – 13.41h

UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo

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Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade.   Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade,   Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro   Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro.         Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h