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A mostrar mensagens de janeiro, 2023

POEMA MEU DE CADA DIA - Reedição

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POEMA MEU DE CADA DIA * Sei-o só porque o sei e mais não digo Que a estrofe, irredutível, se me impõe Na estranha convicção que me propõe E também na desculpa em que me abrigo * Sei-o, tal como a terra sabe o trigo Nessa complexidade que o compõe, Tal como a razão trai se pressupõe Por cada floração um rasto antigo... *   Sei-o de outro saber que é muito meu Que se chama poema e se esqueceu De vir documentado ou ter razões * E por mais que o descreva apenas eu Terei provado o mel que então escorreu Dos versos que me encheram de ilusões *   Maria João Brito de Sousa 21.02.2012 – 19.07h ***

BEWITCHED

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  BEWITCHED * Vou fazer uma mandinga, uma mezinha qualquer que exorcize uma zandinga qu`inda há pouco estive a ler * Porque onde a lágrima pinga morre a esperança de vencer: O proletário não vinga E o burguês nem quer saber! * Vidente não sou, nem maga, futurismos nunca fiz, nem sei rogar uma praga * Mas quando torço o nariz esqueço a flor, torno-me fraga, Ninguém me dobra a cerviz! *   Mª João Brito de Sousa 08.01.2023 - 22.00h *** Bewitched (Enfeitiçado) é o título original da série norte americana Casei Com Uma Feiticeira de que os leitores menos jovens ainda devem estar lembrados.      

DINHEIRO

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UM DIA NA VIDA DE DUAS PALAVRAS

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Tela de Murillo   UM DIA NA VIDA DE DUAS PALAVRAS * (A Egoísta e a Atrasada) *   Ergueu-se Egoísta e abriu a janela Do quartinho dela. Lá fora gelava Que o dia raiava e ela, só ela, Espreitava, à cautela, a luz por que ansiava * E se debruçava pra colher da estrela Brilhante e amarela, o calor que emanava... Logo outra, a Atrasada, que vinha atrás dela Mal vendo o que a ela tanto a encantava * Gritou: - Só faltava!, tu julgar-te-ás Melhor que as de trás? Arreda, travessa, Que ainda a luz cessa antes que te vás *   E eu sou bem capaz de a não ver toda acesa... Depressa, depressa, sai já de onde estás! Que frio que aqui faz... Quero estar onde aqueça! *   Mª João Brito de Sousa 07.01. 2023 - 12.15h ***    

VIAGEM ESPACIO-TEMPORAL - Reedição

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VIAGEM ESPACIO-TEMPORAL * A Marte não posso subir nem descer Conforme o sentido se entenda no espaço, Mas posso ir sonhando, se bem me aprouver, Passear nos astros sem dar um só passo * Por lá irei estando enquanto puder E irei descansando deste meu cansaço Ao qual sem ter escolha me deixei prender Até que alguém venha soltar-me do laço * A que fiquei presa. E perco-me em Marte, Na Terra, na Lua e por toda a parte Vestida de abraços, sorrindo encantada, * Por amor à Vida, transmutada em arte Que não sei exprimir-te nem posso explicar-te Conquanto me saiba por ela explicada. *   Mª João Brito de Sousa 01.09.2017 – 17.21h *** (Soneto reformulado)

ESPÓLIO

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ESPÓLIO * (Soneto monostrófico) * Quando eu partir, amigos - já me tarda no tempo cada passo nesta estrada -, Guardai da leda Musa que me (a)guarda Não mais que uma pequena gargalhada Nunca maior que um grão dos de mostarda Que espero que lanceis em terra arada... Cuidai de não queimar-vos, ainda que arda, Que o que vos deixo é tudo... e não é nada Porque não é memória que perdure, Ou som que repercuta e que se funda Com qualquer outro som que configure Mensagem que vos toque ou vos contunda... O mais certo é que o mundo ma descure Ou que com seus opostos ma confunda. *   Mª João Brito de Sousa 04.01.2023 - 14.20h ***        

CRESCIMENTO

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"HAJA PAZ, HAJA MUDANÇA"

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NEM SE ME RESTAM FORÇAS...

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NEM SE ME RESTAM FORÇAS... * "O sol se iluminasse. E fosse breve" Este cansaço imenso que me prende A mão que quer escrever e nada escreve, A Musa que fraqueja e que se rende * Esquecida já do tanto que me deve Ou, de longe, dizendo que me entende Tão só quando o que peço seja leve Qual pequenina chama que se acende... * Sendo porém complexo o que lhe exijo E pesada a tarefa de o escrever, Recolhe, exausta, a Musa ao esconderijo * A que não chego por desconhecer O peso das palavras que redijo Nem se me restam forças prás colher. * Mª João Brito de Sousa 01.01.2023 - 16.20h *** Soneto criado a partir do último verso do soneto ESCREVEMOS DOCEMENTE de Fernando Echevarría, no blog A MATÉRIA DO TEMPO