POEMA MEU DE CADA DIA - Reedição
POEMA MEU DE CADA DIA * Sei-o só porque o sei e mais não digo Que a estrofe, irredutível, se me impõe Na estranha convicção que me propõe E também na desculpa em que me abrigo * Sei-o, tal como a terra sabe o trigo Nessa complexidade que o compõe, Tal como a razão trai se pressupõe Por cada floração um rasto antigo... * Sei-o de outro saber que é muito meu Que se chama poema e se esqueceu De vir documentado ou ter razões * E por mais que o descreva apenas eu Terei provado o mel que então escorreu Dos versos que me encheram de ilusões * Maria João Brito de Sousa 21.02.2012 – 19.07h ***