COM A VOZ QUE TRAZEMOS NAS MÃOS
COM A VOZ QUE TRAZEMOS NAS MÃOS * Nestes punhos magoados que se cerram Por razões bem mais fortes do que a dor, Eu trago estas palavras que se elevam Como as de outro qualquer trabalhador * E, se morrer sem voz porque me enterram Tentando refrear o meu ardor, Jamais terei traído os que delegam A voz na voz de quem lhes dá valor! * Ah, nunca mais o medo a meias-vozes! Não mais a submissão aos tais algozes Que vão escavando abismos financeiros * Entre um punhado de ´bem recheados`, E os infindos milhões de injustiçados Que esse abismo transforma em prisioneiros! * Maria João Brito de Sousa 04.10.2011 – 02.18h ***