PRESSÕES, (DE)PRESSÕES E (RE)PRESSÕES
PRESSÕES, (RE)PRESSÕES E (DE)PRESSÕES Não quero, nem costumo deprimir-me Por tudo e nada ou por qualquer coisinha; Mais sou de ripostar, ou mesmo rir-me Dos mil desaires desta vida minha, Mas nunca irei fugir nem demitir-me Da grande depressão que se avizinha E sei que devo erguer-me honesta e firme Contra quanta injustiça se adivinha... Já que pra pouco sirvo, é melhor ir-me Redesenhando em vôos de andorinha E tentar avisar quem queira ouvir-me: - Anda uma nuvem escura a consumir-me E não é coisa suave e comezinha Que não possa ao silêncio reduzir-me! Maria João Brito de Sousa – 28.06.2018 – 13.08h