BALANÇO DE FIM-DE-ANO
Mais um ano que chega, outro que vai Neste vaivém de ser-se e estar-se vivo Num tempo que julgámos ter cativo, Mas que, medido em anos, sobressai Na neve do cabelo, que essa cai Sobre a sorte de tê-lo em nada esquivo... Vou passando o passado pelo crivo, Pr`a ver, do que me sobra, o que me sai; Não fujo à Luta, mas já mal lhe chego, Que o meu presente é lúcido, mas cego, Ou vê tão pouco que me torna inútil A mesma lucidez que não me nego Enquanto lhe for tendo humano apego, Pois de aço feita; firme, honesta e dúctil. Maria João Brito de Sousa - 30.12.2016 - 15.32h