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ASSIM É O POEMA

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Em qualquer noite de um qualquer Verão Vislumbrei uma estrela que passava E fixando-lhe o rasto que brilhava Fiz del` sopro de voz, poema em vão   Poema só não passa se lhe dão A cuidada atenção de quem o escava E é, tal qual vulcão rompendo em lava, Um grito, um brilho intenso, uma explosão   Mas, tanto a lava quanto a estrela errante, Podem surgir-nos a qualquer instante, Abalar-nos, tocar-nos de repente   E assim é o poema quando surge; Uma força iindomável que nos urge Como urge o alimento a toda a gente     Maria João Brito de Sousa – 25.08.2011 – 14.20h