O PRESENTE - Em verso alexandrino
PRESENTE (Alexandrino) * Confesso que tentei abrir os cadeados De alguns portões fechados com que me deparei E fiz tudo o que sei para os ver escancarados, Tomando tais cuidados que quase os franqueei, * Mas logo que apurei segredos lá guardados, Soube-os tão bem vedados que de pronto os fechei; Se agora o confessei, não temo os meus pecados Ante os portões cerrados que apenas vislumbrei. * Optei por ser prudente, mantendo o seu segredo; Ali nascia o medo ao lado da semente, Ali era a nascente, mas era ainda cedo... * Talvez num novo enredo alguém o faça ou tente Bem mais conscientemente do que no gesto ledo Com que eu agora acedo aos versos do presente. * Maria João Brito de Sousa – 04.12.2018 – 14.40h Imagem retirada daqui