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A mostrar mensagens de junho, 2015

MÃE - Soneto bordado a palavras de linho sobre cetim

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  (Em decassílabo heróico)   Nestes versos que engomo a ferro quente, sem uma ruga que ensombre, no fim, este lembrar-te quando, estando ausente, te não recordas nem sequer de mim,   Neste auscultar-te como se presente te mantivesse, eternizando assim, doce, a memória, quando é tão dif`rente de ver-te viva, bordar-te em cetim,   Neste dizer "talvez", nada sabendo - suave inocência dos momentos tristes -, nesta ilusão que sei, mas nunca entendo,   Te afirmo que, apesar de tudo, existes nestas palavras em que aqui te prendo e na certeza de que, em mim, persistes...     Maria João Brito de Sousa – 03.05.2015- 02.48h

ESTE MEU MAR II

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  (Soneto em decassílabo heróico)   Ó vagas do meu mar, loucas marés que ao longo de uma vida me perderam, ó jangadas de espuma, ó vãs galés de uns sonhos que em poema aconteceram,   Não sei se ainda estou sobre os meus pés se vos evoco e lembro que estiveram ao leme desta barca, ou no convés de um sonho que bem poucos conheceram   Mas, livre ou brutalmente aprisionada, o amanhã que o diga. Eu calo agora por hoje, ou para sempre, a voz magoada   Que me comanda a vida a toda a hora e a cada instante insiste em ser cantada, mesmo quando empurrada borda fora...     Maria João Brito de Sousa – 05.06.1015 -16.16h   Imagem retirada do Google