A INEVITÁVEL ROTA DO COMETA
Se é neste ir e voltar que me desgasto E continuo a ser um astro errante, Meu tempo de viver é neste instante Pois morrerei na luz deste meu rasto. Quanto mais se aproximam, mais me afasto, Sempre em busca de um sol menos distante; Ó minha velha espada, ó Rocinante! (Dulcineia sou eu, que a mim me basto...) E venham mil gigantes disfarçados De inócuas coisas, quase inofensivas, Venham dragões soprando um bafo ardente, Venham mais mil exércitos armados Das armas mais letais, mais punitivas... Já nada existe aqui que me afugente! Maria João Brito de Sousa - 31.03.2010 Uma Páscoa Feliz para toda a blogosfera!