DESVIO(S)
Sem força, quase paro e, se te alcanço, É sem coragem que te piso as margens E é sem garra alguma que em ti lanço Quanto me sobra de estro, ou de miragens... Evoco um rio e é num regueiro manso Que me traduzo agora... que mensagens, Que palavras grafar se assim me canso De espelhar-me sem ver, de volta, imagens? Serena, mas selvagem fui, um dia... Não mais selvagem sou porque, rendida, Torno-me água que estagna em agonia, Em vez desse caudal que soma vida Ao mesmo mar de onde renasceria, Se a rota exacta fosse enfim cumprida... Maria João Brito de Sousa - 28.03.2017 - 15.57h