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A mostrar mensagens de novembro, 2020

"FOI EM PLENA LUZ DO DIA"

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COISAS DE TRAVESSEIROS

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COISAS DE TRAVESSEIROS * Meu travesseiro não tem sumaúma, Por isso não me dá conselho algum Que a sintética fibra feita em espuma É menos tagarela que um atum... * Se bem que de auscultá-lo não presuma, Tem o meu travesseiro algo em comum Com esse seu que inspira, mas não fuma; Ambos emitem um ténue zunzum. * O seu é sábio e dá-lhe mil conselhos, O meu, co`a singeleza dos mais velhos, Não fala nem por força da tortura! * Dos dois, não sei dizer qual o melhor, Nem qual dos dois terá maior valor; Vou rechear o meu de serradura! * Maria João Brito de Sousa - 14.10.2020 - 20.43h *   Soneto inspirado no poema "Conselhos de Travesseiro" de Luís Santos.  

VIAGEM - COROA DE SONETOS

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VIAGEM * COROA DE SONETOS *   Laurinda Rodrigues e Maria João Brito de Sousa * 1 * Desço ao fundo de mim, ao inconsciente onde dormem vivências esquecidas. Sei que naquilo que sou já fui diferente e que hei-de ser diferente noutras vidas. * Sou toda um Uni-verso entrelaçado de peças materiais que vão expandindo. Fico parada a olhar o céu alado, sentindo uma pulsão que está abrindo. * Meu outro Ser perdurará na luz que me envolveu na terra feita em cruz que não pode fugir ao seu destino... * Mas é aqui e agora que me afirmo: mesmo que o corpo caia no abismo   a alma cantará, convosco, um Hino. * Laurinda Rodrigues * 2 * "A alma cantará, convosco, um hino" Até depois da vida anoitecer Enquanto se souber que fui menino, Enquanto alguém lembrar que fui mulher * Na memória persiste o tal destino Que bem longo será se alguém me ler; Assim o vejo há muito, assim defino Viagem, vida e espanto de viver. * De mim, da minha própria identidade, Terá sobrado o verso que se evade À decompo...

"CADA DIA É UMA SURPRESA"

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AFÁVEL-MENTE

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AFÁVEL-MENTE * Ó minha amada mente, afavelmente Empenhada em sondar e desvendar; Sente e deduz, que existes pra criar Toda a beleza que a voz te consente. * Se é certo que outra mente te desmente, Menos certo não é não te importar Que exista quem te queira desviar Da musicalidade em ti presente. * Amavelmente, ó mente, irás cantar Enquanto fores fiel e coerente Com essa forma de ser e de estar; *   Imprevisível és, provavelmente, Mas tão certeira quanto o despontar Do fruto que antes foi mera semente. *   Maria João Brito de Sousa - 20.11.2020 - 13.41h   *   Imagem retirada  daqui

A MUSA E EU

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A MUSA E EU * Brincando aos Desentendimentos *   Da distraída musa em que me invento Fiz alter-ego; a culpa é toda dela Se o vento amaina e não me enfuna a vela, Se o bote encalha e o verso nasce lento. * Dela é o ponto fraco. O que é talento Também, a bem dizer, lhe cabe a ela... Se assino no final, quase à cautela, É sempre com algum constrangimento. * Tropeça um verso coxo e sonolento Na esquina em que uma rima se afivela Por falhar-lhe uma nota, um mero acento? * Está perdida a toada tagarela De compasso cantante e turbulento... E onde é que a culpa mora se não nela!? *   Maria João Brito de Sousa - 19.11.2020 - 15.24h    

CONVERSAS À JANELA - (entre sonetistas)

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CONVERSAS À JANELA * (entre sonetistas) * Grafando letra a letra e lentamente, Compões o teu soneto extraordinário, Ditado por tu'alma, o santuário Onde germina a imortal semente. * E nesse curto espaço inconsistente, Tu dás a dimensão de um grã-sacrário Com a pedra angular num campanário Tangente em vibrações que a alma sente * Com a grandiosidade do que dizes, Tendo a semente com suas raizes Na alma e os sobranceiros, grandes ramos * Nossas almas sombreiam, com matizes Tão multi-coloridos quão felizes Nós nos tornamos quando o escutamos! * Laerte Tavares ********* Falham-me os olhos, vão falhando os braços E até o coração me vai falhando Inda que sobre as teclas vá teimando Em ser mais forte do que os meus cansaços. * Se galopa o soneto em seus compassos, Este, coitado, nem sequer trotando Se soube construir. Foi-se apoucando Na lentidão dos débeis ou madraços... * Mas lá se construiu, pese este peso Que o prende a tudo aquilo que eu desprezo, Rastejando, talvez, mas não vergado ...

SONETO CONTRA-NATURA

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SONETO CONTRA-NATURA * Burile-se o soneto qual escultura Mas só depois de impresso. Quando brota Deve ser jorro em natural ruptura Com a extrema prudência que denota. * Curto tamanho, pequena estatura Tem o soneto e escolhe a própria rota Ainda que ela o leve à sepultura Rindo de si pra não fazer batota. * Mas se em tão curto espaço cabe inteiro Nem sempre o que contém é tão ligeiro Quanto o do que hoje trago e que desmente * Quanto quero dizer e só desdigo Na pequenez do pouco que consigo Grafar letra por letra, lentamente. *   Maria João Brito de Sousa - 16.11.2020 - 13.59h

"A VIDA NÃO DÁ PRESENTE"

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ARTIMANHA - Coroa de Sonetos

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ARTIMANHA * Coroa de Sonetos * Laurinda Rodrigues e Maria João Brito de Sousa * 1 * O mal faz-se sempre anunciar. Às vezes, disfarçado, nem se nota. Poeira venenosa envolve o ar e um cheiro nauseabundo fica à solta. * Não há palavras, gestos ou imagens que emudeçam, na alma, o medo insano São sendas de pavor como paisagens que atravessam a terra e o oceano. * Impõe-se a solidão. Ficarmos presos. É essa a solução para estar ilesos de um ataque fortuito que nos espreita... * Não vale a pena dizer "sim" ou "não": tudo aquilo que se diz é sempre em vão, se a confusão lançada é tão perfeita. * Laurinda Rodrigues * 2 * "Se a confusão lançada é tão perfeita" Que aos mais sábios confunde e desatina, Cremos, então, que o Mal está sempre à espreita Atrás de cada porta, em cada esquina * São coisas de que a Manha se aproveita; Bem sabemos que a Manha, essa ladina, Se quer fazer passar por insuspeita E aquilo que prescreve, nunca assina. * Mas passe a Arte a bem ou pa...