AS QUATRO TORRES DA ALAMEDA
AS QUATRO TORRES DA ALAMEDA * Adeus, minha alameda sem palmeiras Onde tanto edifício vi nascer... Adeus, adeus, que o tempo é de beber As ondas do meu Tejo sem fronteiras. * Assombrando o meu prédio, sobranceiras, Erguem-se quatro torres. Que fazer Se desde a prima-pedra as vi crescer Até se me tornarem companheiras? * Adeus, pedras pisadas, repisadas, E mais que desgastadas por meus pés. Agora estais-me vós a ser pesadas, * Porque já vos não piso e estou rés-vés Com a terra onde fostes calcetadas Em chão roubado à concha das marés. * Maria João Brito de Sousa -17.07.2018 -20.53h * Na sequência da leitura do soneto “Adeus à Rua Castilho” de Ribeiro Couto (1898-1963)