O PREÇO DA FRAGILIDADE
Não sei o que se passa e já não escrevo
Como `inda ontem escrevia, sem notar,
Como se me bastasse respirar
E nada perturbasse o meu sossego...
Começo a não saber se posso e devo
Escrever como escrevia; a viajar
Por dentro de mim mesma e, se calhar,
Sem as coordenadas desse enlevo...
Não mais me basta cama e mesa farta,
Palavras - das que usamos numa carta... -,
O sustento do corpo e pouco mais,
Pois se morrer mais cedo for o preço
Da minha identidade... eu mais não peço!
Menos terei morrido que os demais...
Maria João Brito de Sousa - 25.01.2010 - 11.16h
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
Boa tarde Maria João, o que se passa consigo?
ResponderEliminarNão, minha amiga, não são metáforas... estou mesmo toda partida, mas a minha casa estava - e ainda está - num estado tão terrível que tive mesmo de "meter mãos à obra" e começar a deitar fora uma série de tralhas velhas... passei o fim de semana em arrumações e "tentativas" de limpeza e fiquei com imensas dores, sobretudo nas articulações do braço com o ombro e na coluna. Mas mal comecei... vou ter de continuar a "operação".
EliminarUm grande abraço e não se preocupe... eu sou daquelas pessoas que sorriem muito, mas também deixo transparecer as dorzinhas todas... hoje não vou conseguir arrumar muito mais. Deveria ter ido à vila e já nem fui capaz... mas ainda vou ter de fazer muitas mais limpezas porque mal se nota que deitei fora toneladas de coisas que estavam só a ganhar pó.
Um grande abraço, Idalina! <-- Eu ;)
Voltei, achei como deixar minha mensagem a uma pessoa tão carismática como você, e lhe dar meus cumprimentos a grandeza deste seu espaço dedicado a arte maior da poesia os Sonetos, onde leio a beleza dos seus aqui,
ResponderEliminarcom admiração e respeito,
Efigênia Coutinho
Muito obrigada Efigenia! O espaço é muito simples, nem sequer está muito bem acabado, mas reconheço que é um espaço de trabalho diário, de esforço e dedicação.
EliminarAssim fico a conhecer o seu espaço pessoal! Muito obrigada também por isso!
Um grande abraço!
`As vezes temos de parar para por as coisas no lugar, para mim sempre é problema de como e por onde começar. LIvros, livros lidos e não lidos senso os últimos a expurgar. Talvez para bibliotecas públicas.
ResponderEliminarGrande abraço.
Ui! Livros e toneladas de papéis e caderninhos! Pincéis e esboços por todo o lado! Depois, devido ao desequilíbrio que houve na divisão de territórios com a chegada do Spirit, há caixinhas de gato por todo a parte... enfim! Se eu estivesse numa daquelas fases de pintar, seria ainda pior... mas eu estou mesmo sem forças para pegar numa tela... também não tenho materiais e o cavalete foi partido pelo Spirit... mas esse é um bom cavalete! Vou ter de o mandar arranjar... não sei como nem quando, mas não o deito fora!
EliminarAbraço grande!
Belo soneto! "Poetar" é uma arte que exige não só concentração, paz de espírito, mas sobretudo amor.
ResponderEliminarSomente quando me enlevo passo a escrever e ainda assim preciso fazer revisões das palavras, pois elas são gotas de amor que pululam do meu coração.
Cara Maria João, se eu me fosse referir a você sem muita solenidade mesmo assim teria de chamá-la de mestra.
Obrigado por mais esse lindo soneto
Agradeço-lhe muito, Poeta e... fico sem palavras... não sou mestra, por muito delicado que seja da sua parte chamar-me assim. Só se for mestra no empenhamento! Mas ainda cometo muitos erros. Não calcula a quantidade deles que eu vou encontrando quando tenho um bocadinho livre para ir fazer a revisão. Muitos sonetos já foram ligeiramente emendados, na reedição de posts, mas ainda há por aí muita "gralha".
EliminarUm grande abraço, Poeta do Brasil!
Continue, Maria João. Com mais ou menos esforço, as palavras de si saem muito naturalmente (ou pelo menos aprece). De qualquer modo, fazem-nos falta. Lê-la é um prazer, alimenta-nos a alma a cada dia.
ResponderEliminarObrigada, Alfa! Parece que sim, que as palavras me fluem muito naturalmente mas, pelo que li escrito por si, parece-me haver uma fluência ainda maior. Vou, mais uma vez, tentar comentar no seu espaço.
EliminarAbraço!
ResponderEliminarA propósito de escrever... a gente escreve sempre, não é? Deixamos é transparecer todos os estados de alma...
ESCREVER
Escrever é pintar telas que do espaço
Nos chegam quando abrimos as janelas
Da alma... e nós tentamos traço a traço
Reproduzir assim algumas delas
Escrever é chamar gente ao nosso passo
Mostrarmos passo a passo ideias belas
Em êxtases alheios ao cansaço
Libertos de grilhões ou de cancelas
Escrever seja ele prosa ou poesia
É algo que se tenta com magia
Fazer que quem nos leia tenha enlevo
A música em palavras enriquece
E dá-se se a metáfora acontece.
Em busca do que digo, então eu escrevo.
Joaquim Sustelo
(em CAMINHOS DA VIDA)
Um beijinho
Poeta Sustelo! Isto passou-me agorinha mesmo pela cabeça e tenho de lho perguntar , antes mesmo de agradecer a honra de publicar um poema seu como comentário... é o seguinte; eu tenho um blog onde publico as "prendas" que me são oferecidas, o http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/... dá-me licença que publique nele este seu "ESCREVER"? Devidamente identificado, claro!
Eliminar
EliminarBom dia amiga.
Pode publicar este e os que quiser. Será uma honra estar ao seu lado com os meus poemas.
Já gora, sempre que eu o indique, coloque também o nome do livro de que o poema faz parte.
Tenha uma óptima semana!
Estou sempre esperançado de a ver nas reuniões da APP... Ontem tivemos. Agora as dos últimos sábados de cada mês passaram para os últimos domingos (15,30h).
Beijinho
Sustelo
Obrigada, Joaquim! Eu, na última quinta feira, estive "pendurada" numa consulta de Estomatologia... não tive qualquer hipótese de comparecer. Ainda tentei mudar a hora mas a médica tinha a agenda completamente preenchida...
EliminarVou publicar o seu poema a seguir e indico também o livro, esteja descansado! Vai sair como um "prémio", no premios e medalhas!
Boa tarde amiga Maria João.
EliminarJá fui lá fazer uma visita ao seu Blog de prémios e medalhas.
Parabéns. E obrigado pela publicação do meu soneto ESCREVER.
Beijinho
Sustelo
Não tem nada que agradecer, meu amigo! Recebi-o como uma prenda e como tal o publiquei!
EliminarAbraço GDE!