O RESTO DO POEMA...
O VERSO FINAL
*
Não recorda o que fez. O que não fez
Foi escrito noutras horas de outros dias
E perdeu-se nas vãs filosofias
De um tempo em que vivia de porquês...
*
De mais nada se lembra... Só, talvez,
Das desoras remotas e tardias,
Em que o moviam estranhas ousadias
E, em vez de um dia, projectava um mês
Partirá sem saber. Esse é, decerto,
O fruto que plantou no tal deserto
Em que o seu dia a dia se tornou
*
Na perspectiva holística do ser,
Decerto se lembrou de o não esquecer,
Mas do verso final... não se lembrou.
*
Mª João Brito de Sousa
Janeiro 2010
***
Que lindo soneto!
ResponderEliminarNesta "holística do ser"
Voltou em poema
A necessidade de escrever.
Abraço
Vera
Eu já vi que voltou, amiga! :) Fiquei contente por ti! Obrigada pelas tuas palavras.
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