FALA-ME DE TI...
Vem falar-me de ti, faz-me o favor!
Ouviste bem, não estou a “judiar-te”,
Pois olhando-te eu sei, conquistador,
Que seria imprudente não falar-te…
Portanto, conta lá – se és falador… –
Que eu juro nunca ousar contrariar-te!
Fala-me, um pouco só, desse temor
Que posso pressentir, tão só de olhar-te.
Eu sei que este convite inusitado
Te pode parecer disparatado,
Que é provável que tu me não respondas,
Mas, só pr`a não ficar sem dizer nada,
Convido e fico à espera, bem calada,
Que me fales de ti, que te não escondas…
Maria João Brito de Sousa
COSTUMO DIZER, EU :) - Quando era criança pensava que poderia mudar o mundo. Hoje tenho a certeza absoluta que nenhum de nós poderia deixar de o fazer, por muito que tentasse.
não sei poetar, deixo para quem sabe.
ResponderEliminarsão sempre tão bonitos e adequados os seus poemas!
Que fácil que é para si.
Por quê só sonetos?
Olá, de novo, Zilda!
EliminarAqui, no Poetaporkedeusker, são só sonetos, mas tenho mais poesia! Vou deixar-lhe aqui alguns links de acesso
http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/
http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/
E este, todo dedicado ao meu avô
http://antoniodesousa.blogs.sapo.pt/
Também tenho umas prosazitas e umas maluquices que, de vez em quando, me apetece escrever
http://contra-sensual.blogs.sapo.pt/
e um blog que tem sido pouco actualizado, por falta de tempo, e que dedico à defesa dos animais
http://mumbles.blogs.sapo.pt/
AH! Outro no Google
http://pekenasutopias.blogspot.com/
Um abraço grande e muito obrigada pela visita!
Olá Maria João, que bem que sabe ler os seus sonetos.
ResponderEliminarEste dá-me a ideia que a minha amiga quer falar com alguém , ou quer que alguém fale consigo, a foto fez-me lembrar o meu Tiago, o meu sobrinho-neto.
Um grande abraço para si
Bom dia, minha amiga! O bebé da fotografia sou eu, quando tinha seis meses de idade e sim, estou a falar com alguém... não especificamente com uma determinada pessoa... é um pouco como aquele verso do soneto da Florbela que diz "Eu quero amar, amar e não amar ninguém"... mas no dela há uma explosão de dor, de desilusão, que não está presente neste. Este ainda mostra uma intensa curiosidade pelo próximo. É uma curiosidade intensa, mas serena e uma saudável necessidade de conhecer o mundo.
EliminarUm enorme abraço e um excelente fim de semana. Vou ficar estes dois dias a trabalhar em casa e tenho algumas centenas de fotos para dar trabalho à impressora que me deu.
Lindo minha amiga. Não há um soneto que o não seja. Um beijinho grande e desculpa a aus~encia. Bjs
ResponderEliminarEu é que tenho de pedir desculpa, Fátima. Ando numa "explosão" de criatividade e não tenho tempo para fazer nem um décimo das "visitas" que gostaria de poder fazer...
EliminarUm abraço grande!
Olá Maria
ResponderEliminarLendo teu soneto veio-me um pormenor...
Ando escrevendo sobre minha pessoa, mas em segredo.
Abraço.
Todos nós, em determinada altura da nossa vida, sentimos a necessidade de escrever só para nós. São pequenos episódios porque, no geral, ninguém escreve só para si... mas sabemos - ou deveríamos saber - que a sociedade pode tornar-se particularmente cruel. Estamos todos muito expostos, a partir do momento em que decidimos ser bloggers e... a vida é mesmo assim! Belíssima, mas dura como aço. Todos nós necessitamos de criar os nossos pequenos" esquemas" particulares para sobreviver a certos episódios. Alguns optam pela frontalidade, a qualquer preço, mas não é nada, nada fácil... muito embora possa ser fascinante.
EliminarUm abraço grande e o meu sincero desejo de que estejas muito bem contigo própria.