INICIAÇÃO À PINTURA
(Em decassílabo quase heróico)
“Pinte-se o céu da cor que te aprouver,
Faça-se luz no traço em movimento,
Cozinhe-se outro mundo, em fogo lento,
E engendre, o coração, quanto puder!
Reinvente, cada homem e mulher,
A génese adequada ao seu intento,
Roubando a tempestade ao próprio vento
E uma centelha à cor que se acender!
Depois… é uma dança, um medir forças
Dos braços que nos correm como corças
Sobre a nudez da tela ou papelão…
E não se pára enquanto o fim não chega!”
Relembro enquanto a força se me nega
E a cor se me desfaz num turbilhão…
Maria João Brito de Sousa – 03.12.2012 – 14.46h
Soneto oferecido ao Rogério V Pereira
IMAGEM - "By the Sea", tela de Paul Gauguin
ResponderEliminarIsto sim que é Poetar
Saberes e sabores ou cores
das palavras
Tal aguarela presente sempre por pintar...
Mas nem te digo nada, Anjo... ando com umas saudades de pintar... eu, que não sou nada de saudades... mas tenho-as! Nem os poemas - embora sendo tudo imagens - conseguem anular-me essa vontade crescente... mas nem sei como fazer... é que o físico está mesmo fracote e muito lento e a pintura exige uma precisão extrema entre o corpo e o que o cérebro vai "pedindo"... e também é uma actividade - pelo menos no meu caso, sempre foi assim - muito exigente, do ponto de vista do tempo que, agora, vai sendo pouco para a minha lentidão... mas acho que um dia destes... dou descanso ao computador, tento arranjar um pouco a casa - para depois a desarranjar em função da pintura, claro - e tento fazer qualquer coisita num formato mais pequeno e mais adequado à gestualidade de que agora consigo dispor...
EliminarFeliz tarde!
Aos pouquinhos...
Eliminaruma feliz tarde Poeta de mil cores
Feliz tarde, Anjo!
EliminarBom plano sim senhora, de facto tenho pena de não a ver dedicada também a essa sua arte, sabe que estarei disponível para ajudar.
Eliminarsó desejar um bom dia
Eliminare um bom e feliz fim de semana
O problema, Poeta, é que a verdadeira expressão plástica, aquela que vale mesmo a pena gastar dias e dias nela, é uma delicada equação entre os materiais usados, aquilo que vai surgindo em forma de ideia a requerer expressão e uma força e agilidade física que já perdi... o Manuel António Pina dizia, e eu nesse ponto concordo plenamente; "Escreva se não puder deixar de o fazer" .... eu, em relação à pintura, talvez não possa deixar de o fazer, mas falta-me um dos factores da delicada equação... não tenho energia, velocidade e agilidade para a pôr em prática. Sei que muito poucos entenderão e estarão em condições de interiorizar o que aqui digo, mas sei muito bem o que estou a dizer e sei o quanto dói ser confrontada com estas limitações...
EliminarHoje conto poder ir à inauguração da exposição de um amigo que trabalha a fotografia artística. Talvez não consiga responder a mais nada porque a ligação continua muito instável...
Um bom fim de semana para vós e um abraço grande!
Afianal ainda tenho uns minutos para vir até cá, Anjo. O amigo que me dará boleia para a sua exposição de fotografia, vai um pouco mais tarde.
EliminarFeliz tarde!
Cheguei... ma estou cheia de febre e dores de dentes... mas gostei muito!
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Eliminarespero que já esjas melhor
feliz domingo
Doem-me os dentes, Anjo... o Kico voltou a fazer outro edema pulmonar - a respiração dele esteve dificílima durante toda a noite - mas já o pus a antibiótico e diurético. Agora está mesmo tudo inundado mas a respiração melhorou um pouco... os animais - pelo menos os mamíferos, incluindo os humanos - muito cardíacos, como é o caso do Kico, fazem edemas pulmonares com grande facilidade. Normalmente, quando não morrem do primeiro, morrem do segundo... este "rapaz" colecciona-os e sobrevive a todos! Já deve ter feito uns cinco ou seis...
EliminarFeliz dia para ti
Eliminarvale que há uma bela enfermeira ao lado
Há décadas que me vão valendo os meses e anos que, desde a minha infância, me faziam largar os bons romances para "devorar", com todo o prazer de quem gosta mesmo de o fazer, as teses de licenciatura e doutoramento dos alunos do meu avô... e, na adolescência, de tudo o que pudesse encontrar sobre medicina... para estes pequenos "rodas baixas", tem-me valido muitíssimo, sobretudo porque me fui dando ao trabalho de ir descobrindo as analogias e diferentes reacções farmacocinéticas nas espécies. Mas dá o seu trabalho, Anjo... a única coisa que parece ter "caído do céu" foi esta apetência congénita para o assunto... pô-la em prática e conhecer-lhe os riscos, complexidades e limites... dá muito trabalho, pede um grande investimento em termos de tempo e, sobretudo, uma visão muito lúcida da Ética. Saber parar e pedir ajuda tem de ser sempre uma das alternativas presentes, para quem socorre outro ser vivo. Não o faço, não o fiz nem nunca o faria inconscientemente...
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Eliminareu sei,e em si a escola da vida...feliz tarde soalheira
Essa, a da vida, foi bem dura para mim, Anjo... essa, em determinada altura da minha vida, obrigou-me a um exame daqueles que nos colocam entre a espada e a parede; ser óptima ou deixar morrer. Consegui ser óptima durante alguns anos, poucos... mas consegui.
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Eliminara boa decisão...
Mas já lá vão muitos anos... as "durezas", agora, são outras... e hoje parecem apostadas em manifestar-se através de uma dor de dentes daquelas que até fazem vir as lágrimas aos olhos
EliminarNoite feliz, Anjo!
Eliminarisso é que é pior...
Tantum e os pezinhos quentes ao deitar...
repousado sono
Nem queiras saber... são logo dois dentes, um siso superior direito e um canino no mesmo eixo maxilar... para além das duas raízes que já andavam a doer - suportavelmente - há uns bons tempos... mas estes doem insuportavelmente!
EliminarE a inspiração, neste contexto de dor física em altos decibeis... foi-se! Tenho é gigas e gigas de dores...
Feliz noite para ti, Anjo!
Eliminarum bom dia e melhoras também
Bom dia, também para ti, Anjo!
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EliminarEste frio a mim
põe-me os ossitos a tilintar
assim
com vontade de correr 100 kms sem parar...brinco
uma bela e sossegada noite pra ti
Eheheh... acredito, Anjo... mas só agora te vejo aqui... esta ligação está de todo e eu, com esta dor de dentes somada às outras, estou a ponto de desistir de publicar...
EliminarFeliz tarde para ti
EliminarUm sorriso bonito
daqui infinito ...pa uma bela noite feliz
Bela noite para ti, Anjo!
Eliminar
Eliminareste frio
mata-nos aos poucos...
... neste momento quase estou "quente" de tanto teclar a tentar uns segundos online, Anjo... é bem possível que tenha de desistir das publicações... às vezes pareço ser de ferro, mas não quando estou com dentes a necessitar de arranjo e extracção - vários - e alguém decide bloquear-me intencionalmente...
Eliminarfeliz noite para ti
Eliminarum bom dia MJ...
Beijos a ti, beijos ao gato no telhado (que delicia de gato...) e desejos de muita saude !
ResponderEliminarLigeirinha! este gato foi "roubado" às imagens do Google... nem eu nem os meus velhotes conseguiríamos uma proeza destas... andar pelas telhas é para os mais jovens, eheheh...
EliminarBeijo grande! Vou tentar ir aí...
PS - Digo "tentar" porque a minha ligação nem sei o que parece...
“Recomeço”
ResponderEliminarTempo já não aquece
De tanto ver injustiças
Apenas e só arrefece
Estão mortas as premissas
De um evoluir constante
Falsamente prometido
Por isso e de ora avante
Tudo será esquecido
Em nome da desilusão
Promessas não se farão
Nem farás prova de vida
E novos tempos virão
Para retomar a evolução
Essa que nos é devida.
Cresce a revolta, por dentro
EliminarDestes punhos muito erguidos
No clamor do epicentro
Desse e doutros desmentidos
E sopra a fúria do vento
Que percorre outros sentidos
Sem legar ao esquecimento
Desejos jamais traídos!
Tanta promessa foi feita
Quanto os direitos, roubados,
Se perderam da colheita
E essa mesma evolução
Nunca nos trará cuidados
Se o esforço não for em vão...
Abraço grande, Poeta!
Ney volta à ponte.
ResponderEliminarAinda vou à Ponte!
EliminarAmiga poetisa o tempo não para(já dizia um poeta nacional). A língua também evolui e, em breve, pelo nosso Acordo Otográfico não mais vamos acentuar o verbo parar. Mais isso é apenas um subterfúgio meu para lhe desejar um venturoso ano novo, repleto de inspiração e amor.
ResponderEliminarAdílio Belmonte
Belém-Pará-Brasil
Meu caro amigo, o novo acordo - perfeitamente atroz do ponto de vista estético e escusado nos parâmetros em que se tenta impor - nunca será obedecido por mim. Nunca por nunca ser me tornarei "espetadora" seja do que for e acredite que muitos, mas mesmo muitos, têm a mesmíssima postura em relação a ele. Não tem "pés nem cabeça" e separa abruptamente a língua das suas raízes. Mais depressa deixaria de escrever poesia do que lhe obedeceria, acredite!
EliminarQue o seu 2013 seja repleto de saúde, amor e inspiração poética!
Chá no circo.
ResponderEliminarAhhhh ... deixe ver se ainda consigo ir ao circo...
EliminarChá vazio.
ResponderEliminar... e eu, Poeta, estou "cheia"... de dores de dentes
Eliminar“Sem punição”
ResponderEliminarMelhores dias virão
E piores com certeza
Muitos enriquecerão
Uns cairão na pobreza
Mas não é deve e haver
O busílis da questão
Estou mesmo em crer
Ser de outra dimensão
Como falta d’inteligência
Para assumir a governação
O que nos está a afundar
E laivos de negligência
Sem qualquer punição
Também estão a ajudar.
Prof Eta
Mil cairão na pobreza
EliminarPr`a um só se enriquecer...
Disso, tenho eu a certeza
E espero nunca o esquecer!
Parto deste postulado
E com ele convivo bem
Enquanto um povo enganado
Canta ao PR, em Belém...
Depois... há um comodismo,
Uma inércia, um servilismo,
Que parece não ter fim
Ignorância à descrição
Servida em primeira mão;
E é mais ou menos assim...
Abraço grande, Poeta!
Mil cairão na pobreza
EliminarPr`a um só se enriquecer...
Disso, tenho eu a certeza
E espero nunca o esquecer!
Parto deste postulado
E com ele convivo bem
Enquanto um povo enganado
Canta ao PR, em Belém...
Depois... há um comodismo,
Uma inércia, um servilismo,
Que parece não ter fim
Ignorância à descrição
Servida em primeira mão;
E é mais ou menos assim...
Abraço grande, Poeta!
Que raio de ligação tão estúpida, Poeta... não pára 10 segundos...
Janeiras na ponte.
ResponderEliminarVou ouvir as Janeiras, Poeta!
EliminarChá presente.
ResponderEliminarE hoje, convinha-me um Chá com anestesia geral, eheheh... as dores de dentes não são nada fáceis de suportar... mas ainda me rio das minhas "invenções"... é um Chá reconfortante, mesmo sem anestesia geral...
Eliminar“Alma a tostão”
ResponderEliminarNosso futuro prometeu
Mas nada foi alcançado
O que o presente nos deu
Foi o regresso ao passado
E assim vamos andando
Como o tal caranguejo
Em ao passado chegando
Bom futuro não antevejo
Ouviremos discursos mil
De vãs promessas plenos
Aos vendedores de ilusões
Quem assim te fala é vil
Rege-se por bens terrenos
Troca almas por tostões.
Em verdade reconheço
EliminarQue há muitas almas vendáveis
Que até fazem o seu preço...
São cidadãos "intragáveis"!
Poucos ousam "dar a cara",
Poucos sabem o que querem...
È a ferida, que não sara,
De aceitar tudo o que derem...
Mas haverá, dentre nós,
Quem esteja atento, informado,
Capaz de erguer-se, de pronto,
Mal sinta vibrar a voz
Do seu direito roubado
Por um sistema que é... tonto!
Cá vai, atrasadíssimo, desinspirado por uma dor de dentes e sempre a saltitar entre a ligação "on" e "off"... o meu abraço!
Já se dança na ponte.
ResponderEliminarVou ver, se conseguir, Poeta...
EliminarChá com vida.
ResponderEliminarPeço desculpa, Poeta. A dor de dentes tornou-se insuportável e a ligação também. mas vou agora ao Chá!
Eliminar“Espiral”
ResponderEliminarA espiral é recessiva
Mas já vejo uma luz
Fraquinha e inexpressiva
Que tão pouco me seduz
Está lá muito ao fundo
Num túnel imaginário
Escavado no mundo
Deste nosso anedotário
Contadores de anedotas
Sem grande imaginação
Não contam nada de novo
Vão salvando bancarrotas
À banca dão injecção
Com o sangue deste povo.
Poeta, tenho demasiadas dores de dentes e confesso que duas ou três horas de "luta" com esta ligação me deixaram irritada como raramente me lembro de ter estado... ou nem por isso... afinal o computador ainda está inteirinho A inspiração é que não quer nada com tantas falhas e tanta má disposição...
EliminarFica para amanhã , se houver ligação, claro...
Abraço grande!
Deve estar alucinado
EliminarSe vê luz na escuridão
Em que deixou mergulhado
O povo desta nação...
Cada vez mais negro e escuro
Se apresenta este caminho
Que se dirige ao futuro
Em desnorte... mas "asinho"!*
Sobre isto vamos falando
E tecendo as nossas rimas
Enquanto o formos podendo,
Mas nunca sabendo quando
Calarão tais "obras primas"
Nem porque as vamos fazendo...
Cá vai, ainda do mais fundo da dor de dentes temperada da irritação - muitíssimo justificada! - em que esta ensandecida ligação me está a deixar...
* ASINHO - Lesto, rápido, despachado...
É Verão na ponte.
ResponderEliminarVou ver se lá consigo chegar, Poeta... a luta desigual com uma ligação bloqueada não me promete nada de bom...
EliminarChá de verdade.
ResponderEliminarNão sei se lá chego, poeta, mas ainda vou tentar... estive horas a tentar enviar um mail sem o conseguir...
Eliminar“Esta gente”
ResponderEliminarA orgia do poder
Foi de tal dimensão
Acabaram por esquecer
Ser filhos de quem são
Mas que gente é esta
Que está à frente da gente
Será gente que não presta
Ou será gente doente
Que encaixa na perfeição
Neste tempo miserável
Em que tentamos viver
Só abraça esta missão
Gente assim tão execrável
Que prefere ver-nos morrer.
Prof Eta
Não só prefere... necessita
EliminarDe excluir muitos de nós
Pr`a se poder manter rica...
É, infelizmente, atroz!
Não duvido um só segundo
Que o perverso capital
Seja a expressão, lá no fundo,
Do tal fascismo... integral.
Alguns loucos nem entendem
O que aqui se vai passando
Mas também eles passarão
Pelo que outros compreendem
E já vão denunciando
Sem qualquer hesitação...
Acho que estou sem ligação, de novo... estou tão cansada deste "tem-te/não-caias", Poeta...
Fé presente na ponte.
ResponderEliminarChá da sorte e azar.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta... não devo conversar muito porque a dor de dentes está a dar conta da minha vontade de conversar... bem, pelos menos já consegui estar online durante uns minutos...
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