GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXI

sonhos (1).jpg



SONHO ADIADO


 


Sonhei quando dormia um sonho lindo
Sonhei que havia paz, findara a guerra
Que todas as crianças estavam sorrindo
Sonhei não haver fome aqui na terra





Sonhei que todos estavam construindo
Tudo que de melhor a vida encerra
Que os idosos viviam lá sorrindo
Que havia protecção até pra serra





Que os rios tinham água sem sujeira
Que não havia ao povo roubalheira
Que pra todos havia um ordenado





Que todos tinham casa, tinham pão
Sonhei que não havia exploração
Porém, somente foi sonho adiado








MEA
18/11/2016








(R)EVOLUÇÃO


 


"Sonhei quando dormia um sonho lindo"


Que podia tornar-se bem real


Se acordassem os muitos que, dormindo,


Não têm, nem sonhando, um sonho igual;


 


"Sonhei que todos estavam construindo"


As bases de uma paz universal


E que o novo edifício ia subindo,


Crescendo sem parar, na vertical,


 


"Que os rios tinham água sem sujeira",


Que os céus sorriam, livres da poeira


Das cinzas de uma Terra incendiada,


 


"Que todos tinham casa e tinham pão"


E se cumpria, na (r)evolução,


Em pleno, a humana espécie, humanizada!


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 18.11.2016 - 18.19h


 


(Imagem retirada do Google)


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Respostas
    1. A minha poesia costuma ser bastante complementar à da Maria da Encarnção Alexandre, mas ... aqui, penso que houve muito mais continuidade do que complementaridade, Fashion... :)

      Obrigada, pelo que toca ao meu soneto "glosador"!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas