VELHOS GIGANTES

Imagem retirada daqui
VELHOS GIGANTES
*
Mastigam-se os minutos devagar
Saboreando o travo dos instantes...
Já nada sabe ao que sabia dantes,
Foi-se-nos subvertendo o paladar,
*
Mas muito mais há pra saborear;
Significados e significantes
Tornam-se cada vez mais importantes
E cada vez nos dão mais que pensar.
*
A dúvida, essa mestra milenar,
Transmuta-nos, de velhos, em gigantes
E só a morte poderá frear
*
Esses questionamentos militantes
Que de nós continuam a brotar
Mais sábios, mais fecundos, mais constantes.
*
Maria João Brito de Sousa - 27.08.2020 - 13.59h
Ou seja, "a luta continua", poderei dizer isto a propósito do seu poema?
ResponderEliminarGosto sempre das suas rimas.
Uma noite descansada
L
Sabedoria
ResponderEliminarde Gigantes sempre em dia
Beijinhos e um belo fim de Semana MJ
Finalmente, cá cheguei!
ResponderEliminarGrata pelas palavras sobre as minhas cirurgias e pela informação deste blogue.
Gostei muito deste poema. A força que não se pode perder!
(Cuide dos seus olhos, por favor.)
Beijinho
E, afinal, já nem os gigantes são tão gigantes nem os minutos tão instantes!
ResponderEliminarTudo é símbolo... nada é sólido... não há tempo! Apenas espaço!
E a morte já nos vem mostrar que o viver que era dantes
é voo leve e luminoso que aconchega a alma num abraço!