NOVOS ÓPIOS

NOVOS ÓPIOS
*
Fechados sobre nós próprios,
Todos nós somos saudade
Do tempo em que a liberdade
Dispensava microscópios.
*
Inventamos novos ópios
Pra vencermos a ansiedade
Destoutra realidade
De incerteza e estetoscópios.
*
Criamos caleidoscópios
Para enganar a vontade
De usarmos osciloscópios
*
Pra sondar quem nos invade;
Só dos grandes telescópios
Se vislumbra um céu que agrade.
*
Maria João Brito de Sousa - 31.01.2021- 13.00h
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Imagem retirada daqui
O seu poema evidência a sua clara consciência. Isso faz com que aproveitemos o que falta.
ResponderEliminarUm abraço e saúde.
Muito obrigada, L.
EliminarAbraço grande
Não comento teu sonetilho
ResponderEliminarPois ele está como sempre
Não há é céu tranquilo
E se agrada, te mente
Está tão cinzento
como o astro mudo
Tens toda a razão, Rogério; na sua aparente serenidade, todos os astros vivem vidas turbulentas, caóticas... apenas nos oferecem a ilusão da serenidade. Mas fascinam-me, apesar de tudo, tal como me fascinam as bactérias e os vírus que apesar de não serem mais do que proteínas envoltas em biocos lipídicos - estes últimos... - desenvolvem estratégias comportamentais e conseguem, desde tempos imemoriais, estar (quase) sempre um passo à nossa frente...
EliminarNão ligues, isto vem-me do meu bisavô. E do meu pai, também. Já não tenho é tempo para aprender a milésima parte do que gostaria de poder saber...
Abraço grande
Cousas da Vida aflita MJ
ResponderEliminarBeijinhos, boa Semana com alegria
e em boa companhia
Danada da vida que me deixou fisicamente tão dependente quando tudo o que eu queria era um pouco de independência, Anjo...
EliminarObrigada, beijinhos e que tenhas uma excelente semana
Um céu que agrade. Temos saudades dele. Sem esta ansiedade que nos cerca e que nenhum aparelho pode medir.
ResponderEliminarDei pela sua falta. Desejo que esteja bem e a cuidar-se.
Uma boa semana.
Um beijo.
Obrigada pelas palavras e por dar pela minha ausência, Graça.
EliminarUm vírus - um herpes, não o SARS-CoV-2 - achou por bem instalar-se nas minhas córneas e começar a esburacá-las como fazem (faziam?) as crianças na praia; estive quase cega durante um bom tempo. Mas já recuperei alguma da pouca acuidade visual que ainda possuía no olho direito.
Um beijo também para si