UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h

O seu poema de hoje casa bem com a minha publicação.
ResponderEliminarOs perfumes vão lá buscar, à zona mais recôndita, o que temos guardado.
Um abraço.
Reparei nisso, L. :) O olfacto é, efectivamente, o mais intimista dos nossos sentidos.
EliminarHá muitos anos - tantos que já esqueci tanto o nome do programa, quanto o de entrevistada - ouvi esta frase de uma escritora sinesteta inglesa ou irlandesa: Relva é uma palavra forte... cheira a gasolina!
Como também sou sinesteta, embora muito mais ao nível da visão e do ouvido, gostei imenso de a ouvir falar da sua sinestesia, explicando que a sonoridade das palavras a remetia de imediato para cheiros que ela realmente sentia, como se eles se materializassem a cada palavra dita por ela ou pelo entrevistador.
Outro abraço