NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***

Gostei do poema e da sua mensagem, mas não posso deixar de dar um aplauso para o desenho.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Obrigada, L. :)
EliminarO desenho é apenas um rabisco que, entretanto, se perdeu no meio de dezenas e dezenas de relatórios de análises clínicas, radiografias, ressonâncias magnéticas, ecografias, espirometrias, eco-dopplers, velhos manuscritos e recentes facturas de água, gás, telemóvel e energia elétrica...
Ontem à noite, a dor de dentes agigantou-se, formou um enorme abcesso e não me deixou dormir um segundo. Nem a minha bandeira de corsário vou conseguir erguer, até que o antibiótico que o médico me receitou ontem dê conta deste abcesso, bem como da infecção urinária que também tenho.
Forte abraço!
Desejo-lhe as melhoras, isso é um suplício.
EliminarL
Muito obrigada, L.
EliminarEstou muito habituada a lidar com a dor física e a suportá-la, mas esta está mesmo insuportável...
Tou indo
ResponderEliminarmas com o belo quadro no olhar
Só um rabisco, Anjo ...
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