DESENCONTROS
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DESENCONTROS
*
Dormias nos meus braços fatigados
E, hoje, não me vês, não me conheces,
Não juntas os meus fios aos fios que teces,
Nem há lugar pra mim nos teus cuidados
*
É tarde, eu sei, pra redimir pecados
Ou pra saber se tens quanto mereces
E o que me dirias se pudesses
Relevar preconceitos recalcados
*
Mas se te move o mesmo que me move,
Segue em frente, não esperes que te prove
Que me sinto por fim realizada
*
Pois também para mim o tempo é pouco
E o mundo, minha filha, anda tão louco
Que tudo diz saber sem saber nada.
*
Mª João Brito de Sousa
In A CEIA DO POETA
Inédito
***
Mais um soneto lindo de ler
ResponderEliminarCumprimentos
Bem-haja, Ryk@rdo!
EliminarUm abraço!
A expressão da senhora na ftgrf a preto e branco é muito bonita!
ResponderEliminarObrigada, João A. Machado.
EliminarA jovem grávida da fotografia sou eu com vinte e três anos, mais precisamente no dia 23 de Julho de 1976.
Abraço
E não é que
ResponderEliminartambém nasci a 23 de Julho, mas de 53 ?
Há que alegrar
embora o que li
seja de louvar MJ. Beijinhos que tou indo
prá copofonia do desfile mas filmar
Então, , só és oito meses mais novo do que eu...
EliminarA fotografia é do dia 23, mas a menina que trazia na barriga só nasceu às 02.20h da madrugada do dia 24
Vai lá prá copofonia, mas não abuses, rsrsrsrs
Obrigada e beijinhos!
Fui muito sensível ao seu poema de hoje. Sei que a relação com os nossos descendentes nem sempre é cordial e pacífica, os filhos são juízes das nossas escolhas, fazem-nos pagar por isso o resto da vida, enquanto que nós nunca seremos juízes das escolhas deles. Chegará o momento em que se encontrarão no nosso lugar. É nós... também já fomos filhos.
ResponderEliminarUm abraço.
L
É exactamente isso, L., nós nunca seremos juízes das escolhas deles. Podemos até funcionar - falo por mim, claro - com a isenção e a objectividade dos psicólogos mas consideramos sempre que eles não têm a obrigação de ser isentos em relação ao que nos levou a tomar esta ou aquela decisão. E é assim mesmo que deve ser.
EliminarForte abraço
Bom dia
ResponderEliminarEste soneto deixou-me muito sensível.
Eu queria expressar os meus sentires quando o li, mas não sou capaz.
As relações com os nossos filhos nem sempre são aceites por eles, e embora só queremos o bem deles, nem sempre somos assim entendidos.
Muito bom e cheio de sensibilidade. A foto está muito boa, e agradeço por aqui nos mostrar a Maria João.
Boa semana
Piedade Araújo Sol
Compreendo, Piedade.
EliminarA Maria João dessa fotografia, tem umas boas décadas a menos do que a Maria João de hoje , mas esta é uma daquelas fotos de que gosto muito e me fazem sorrir...
Retribuo os votos de uma boa semana.
Um beijo