AFONIA
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Imagem gerada pelo Chat-GTP
na sequência da leitura/processamento
Do soneto abaixo
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AFONIA
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Caem-me os olhos neutros e despidos
Sobre a dureza crua da calçada:
Falam-me as pedras mas não dizem nada
Aos olhos vagamente constrangidos...
*
Procura o meu olhar novos sentidos
Mas a palavra mantém-se calada,
Muda de todo, fraca, amordaçada,
Sempre impotente face aos meus pedidos...
*
Não sei o que fazer com esta voz
Que teima em ficar muda e, se esforçada,
Emite um som que me parece atroz
*
Como a aflição dum`ave mergulhada
Num rio que não mais corre para a foz,
Embora nasça em fonte alvoroçada.
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Mª João Brito de Sousa
30.12.2024 - 13.20h
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Gostei muito!
ResponderEliminarBoa tarde, Maria João!
Um abraço.
Obrigada, Cheia!
EliminarAmanhã será a despedida de 2024 e uma saudação muito formal a 2025... em soneto, também, que já a tenho pronta.
Outro abraço
Vai ser uma despedida em grande!
EliminarUm abraço.
Nem por isso, Cheia... não é um daqueles sonetos que brilham muito, mas que é formal, é, pelo menos no último verso. Foi o que me saiu e é assim que vai ficar, a menos que a Musa penda para qualquer outro. Mas eu duvido porque ainda tenho de ir comprar ração para a Mistral. Amanhã e depois vai estar tudo fechado e não quero correr o risco de a deixar à fome no primeiro dia do ano.
EliminarUm abraço
A Maria João fala... e muito. Fala com acerto na sua forma poética.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Boa noite, L.
EliminarPois falo, mas é com a ponta dos dedos sobre as teclas, porque da garganta só me saem uns pfisss e uns pfusss que ninguém consegue entender. E estou nisto há mais de três semanas.
Nem sei como é que vou saltar a barreira do telefonema obrigatório para o Saúde 24, quando for absolutamente necessário ter uma consulta do dia no centro de saúde. Depois da chegada do novo ano, claro, que quem esperou um mês, espera mais uns dias e assim talvez escape a umas longas horas de espera na urgência hospitalar.
Um abraço