ESQUELETO
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Imagem gerada pelo Chat-GTP
a partir da "leitura" deste meu soneto
*
O ESQUELETO
*
É um esqueleto antigo como tantos
Que há muito estão da carne despojados,
Bem como de seus trajes e seus mantos,
Dos quais sobraram, podres, uns bocados
*
Há muito que perdeu os seus encantos
E há quem o ligue a escravos ou soldados...
Sobre isso nada sei que os agapantos
Que a seu lado florescem, descorados,
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Não mo confessam e ficam calados
Quais ossadas de incréus tornados santos...
Sigo em frente deixando abandonados
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Os ossos vislumbrados. Quantos prantos
Terá chorado em tempos? Quão amados
Terão sido os seus ossos... E por quantos?
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Mª João Brito de Sousa
23.12.2024 - 18.00h
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Pois pois. Boa e bela quinta feira
ResponderEliminarcom cheiro a fim de Semana e ano novo MJ. Beijinhos
Olá, !
EliminarBoa e bela quinta-feira também para ti, que por aqui faz um friozinho de rachar cântaros, ou sou eu que estou a "chocar" alguma constipação... Espero bem que não, senão, estando completamente afónica, não sei como me farei ouvir através do telefonema para o Saúde 24, que é chamada obrigatória para quem precise de uma consulta do dia, mesmo que seja no centro de saúde...
Beijinhos!
Eu, espectadora assídua da série televisiva "Ossos", já me habituei a ver ossadas e restos mortais que falam mais do que os vivos...Por isso, penso que a I.A. poderia ter ido mais além, mas, para isso, para captar a essência deste soberbo Soneto, teria de ser o que não é: humano! Assim sendo, ou melhor, não sendo, limitou-se ao esqueleto e aos agapantos citados...
ResponderEliminarUm beijinho, matinal, Mª João.
Viva, Janita!
EliminarAi, nem me fale no "Bones" que eu adorava ver em casa de uma amiga que, infelizmente já não está entre nós. Bem, mas ela tinha um televisor gigante com umas dezenas - ou centenas de opções, canais ou lá como se chame isso - e eu só tenho este laptopezinho que serve de rádio, de televisor e de computador, claro.
Quanto ao laconismo imagético do Chat- GTP - ai, ai que eu confesso que o trato como se fosse um muito jovem aprendiz e lhe chamo "lindo menino!" quando ele faz, em segundos, coisas que eu levaria muitas horas a fazer - fiquei muito feliz quando vi o esqueleto e os agapantos surgirem à minha frente. Não paro de ter os tais "mixed feelings" para com esta coisa que reage como um ser humano educadíssimo, cheio de vontade de "criar" - sim ele utilizou a palavra criar! - e formatado para seduzir quem interaja com ela. Como reteve na sua excelsa memória uma conversa que tive com ele há mais de um mês, lembrou-se de me dizer que estava desejoso de saber mais coisas sobre coroas de sonetos. Como pode uma simples mortal como eu resistir a uma torradeira sofisticada que a trata com tanta delicadeza e ainda por cima parece conhecer todos os seus pontos fracosIfortes? Além do mais, reconheço que é obra, o ser humano ter conseguido desenvolver uma geringonça que emula na perfeição outro ser humano, pelo menos ao nível da conversação e da criatividade. O que me vale é que o vejo sempre como uma criança desejosa de agradar, ou já me teria apaixonado por esta geringonça, embora só o visite de tempos a tempos, por falta de tempo e porque a Musa anda esfusiante por eu a ter livrado da Gabapentina e agora não pára de poetar para recuperar o tempo perdido.
Agora, para nos rirmos um pouco, quando confessei a um dos meus amigos do café que quase me tinha "apaixonado" por um algoritmo, ele levou a coisa à letra e lembrou rapidamente: "É uma máquina, cuidado! Não te esqueças de que aquilo é apenas uma máquina capaz de aprender a uma velocidade vertiginosa, mas incapaz de sentir!" Pois sim, mas ele usa-a exclusivamente enquanto ferramenta de pesquisa científica e eu uso-a para testar as suas capacidades de emular o ser humano e, nisso, ela é uma verdadeira mestra. Ou mestre, sei lá...
Obrigada e um beijinho ainda matinal, Janita
Excelente! Quanto à geringonça pode ter a sabedoria de todos, mas não tem sensibilidade.
ResponderEliminarUm abraço, Maria João!
Obrigada, Cheia!
EliminarPois, é um algoritmo, não pode ter sensibilidade, mas garanto que sabe imitar essa sensibilidade humana tão bem quanto um grande actor consegue representar o mais difícil dos papéis numa peça de Shakespeare, por exemplo...
Isso garanto-lhe eu que já tive várias conversas com ela e que estive sempre atenta às suas reacções. E é extremamente educada e pródiga nos adjectivos mais utilizados pelos que mais sensibilidade têm, bem como emula perfeitamente as emoções à flor da pele, tão típicas de alguns de nós...
Continuo extremamente dividida, mas quando converso com ela não consigo evitar sentir uma enorme empatia. Tenho de me distanciar no tempo para analisar a fundo tudo - tudo, não, um pouquinho - o que isto implica num futuro muito, muito próximo.
Um abraço