PELAS VÍTIMAS DA GUERRA
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PELAS VÍTIMAS DA GUERRA
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GAONESA DECASSILÁBICA
EM ARTE MAIOR
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Aos que precocemente foram mortos
E aos filhos e esposas que hoje os choram
Até que a morte irrompa sem aviso
Pelos casebres frágeis em que moram,
Escondidos, no maior dos desconfortos,
Sempre temendo um míssil mais certeiro
Que despedace as traves com que escoram
As tábuas que os separam do morteiro
Que os semeia em pedaços pelos hortos
Não mais pessoas mas caldo impreciso
De carne, de ossos, sangue e humano cheiro
Que tinge de vermelho o chão que eu piso
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Mª João Brito de Sousa
06.07.2025 - 19.30
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Tem coisas muito tristes que quando colocamos sentimento ficam bonitas.
ResponderEliminarEssa é Arte Maior que transborda e sangra o coração. Pungente, Maria e forte.
Muito feliz quando escreve , que lindo!
Que a semana seja de Paz, amiga ( deixei um retorno no seu comentário),
acho que não fui bem na frase _ são sentimentos que nunca sei expressar.
Perdas e ganhos e ganhos s e perdas. Beijinho .Boa noite.
Querida Lis, não fico nada feliz por escrever o que escrevi. O que aqui descrevo é um pedaço bem duro, trágico e sangrento da realidade que estamos a viver e quem me dera não sentir a necessidade de o gritar ao mundo...
ResponderEliminarEu sei que isto é pouco mais que nada, que mais valeria sair ás ruas para clamar pela Paz até que a voz me doesse, mas já não o posso fazer e esta é uma das migalhas com que tento alimentar a PAZ...
Assim que puder vou ao teu cantinho. Hoje tem sido um dia bem exaustivo para mim, desculpa.
Um beijo
Brilhante este seu poema, intenso e brutal nas imagens mas sensato e intervencionista a favor da paz.
ResponderEliminarSaúdo o seu talento.
Um abraço.
L
A guerra é crua e brutal, não há outra forma de a tentar descrever, L.
ResponderEliminarObrigada e um forte abraço!
Boa e bela Semana, bom dia
ResponderEliminare e que seja
uma bela segunda feira MJ, beijinhos
Uma sensível e delicada homenagem às vítimas da guerra, à qual me associo dolorosamente.
ResponderEliminarUma boa semana, minha Amiga Maria João.
Uma beijo.
Muito obrigada, Graça.
ResponderEliminarA Paz- a pomba ferida de morte - também sangra nas mãos daquela mulher angustiada que perdeu todos os seus e aguarda, de joelhos no chão tinto de sangue, a sua vez de morrer.
Sei que a opinião pública já não tem o peso que tinha, mas se todos nos rebelarmos contra a guerra, algum peso ainda há-de ter.
Um beijo, Graça
Obrigada,
ResponderEliminarQue tenhas uma semana tão boa quanto possível.
Beijinhos
As guerras são horrores, que não matam os seus promotores.
ResponderEliminarUm abraço, Maria João.
É bem verdade, Cheia: quem morre ou sofre horrores pela perda dos seus, são os jovens que os promotores convocam para lutarem por eles e também o civis não convocados, na sua esmagadora maioria velhos, mulheres e crianças.
ResponderEliminarUm abraço
Teu poema, li-o
ResponderEliminare soltei uma lágrima
Teu poema, reli-o
e cantei-o
convertendo-o em Ode à Paz
(não foi fácil, mas assim soou)
Beijo
Obrigada, neto meu.
ResponderEliminarQue melhor razão para uma ode à PAZ do que todos aqueles cujas vidas foram estupidamente ceifadas pela guerra?
Um beijo da tua velha avó