NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***
Tou indo de prancha
ResponderEliminarA Primavera está a chegar e a seguir vem o Verão. Poema muito sugestivo com grande imaginação.
ResponderEliminarUm abraço
L
Boa noite, L.
EliminarBem-haja pela parte que me cabe, L. :) Na verdade, creio que andamos todos a suspirar por uma Primavera que seja suave e mansa. Lembro-me de algumas que vieram bem frias e ventosas...
Quanto a estas dez décimas, surgiram na sequência de um desafio lançado no Horizontes da Poesia, em 2016. Como ando completamente desmusada, aproveito para reeditar alguns poemas antigos, tanto em soneto como em décimas, quadras, quintilhas. sextilhas e oitavas.
Forte abraço!