SONETO - 8
SONETO - 8 * Pra que amanhã do luto nasça a luta, Rego os cravos vermelhos que secaram Renego os deuses que me desprezaram E transformo a fraqueza em força bruta * Inda que irresolvida, resoluta, Cuspo nessoutros que os cravos pisaram E sobrevivo a quantas dor´s me varam Assim que as mãos retornam à labuta * Revejo-me nos cravos que resistem: Inda que em solo hostil estejam plantados Jamais se vergarão aos que os conquistem * Rompem mordaças, quebram cadeados, Derrubam muros, mesmo os que inexistem, E não se rendem quando espezinhados! * Mª João Brito de Sousa 20.05.2025 - 00.05h * Sonetos da Contagem Decrescente ***
Tou indo de prancha
ResponderEliminarA Primavera está a chegar e a seguir vem o Verão. Poema muito sugestivo com grande imaginação.
ResponderEliminarUm abraço
L
Boa noite, L.
EliminarBem-haja pela parte que me cabe, L. :) Na verdade, creio que andamos todos a suspirar por uma Primavera que seja suave e mansa. Lembro-me de algumas que vieram bem frias e ventosas...
Quanto a estas dez décimas, surgiram na sequência de um desafio lançado no Horizontes da Poesia, em 2016. Como ando completamente desmusada, aproveito para reeditar alguns poemas antigos, tanto em soneto como em décimas, quadras, quintilhas. sextilhas e oitavas.
Forte abraço!