HUMANA CONDIÇÃO II (Origens)


Pretérito-de-mim. Menos do que isso!


Quem sou se me não vejo em parte alguma?


Serei uma visão? Serei só espuma?


Desenho do que fui... ou só um esquiço


 


Do que de mim já fui, ente insubmisso,


Do que já fui e está escondido em bruma?


Aonde o meu batel, a minha escuna,


Aonde o corpo, a casa, o reboliço?


 


Aonde o Espaço-Tempo em que habitava


O barco, o meu corcel, a minha aljava?


Aonde o pau, a pedra, a chama acesa?


 


E, se me prolonguei, onde é que eu estava,


Se mesmo antes de mim já recordava


Um antes-de-ser-eu? Tenho a certeza!


 


Maria João Brito de Sousa - Dezembro,2008


 


 


Ao Artesão Ocioso


 


Imagem retirada da internet


 


Acabadinho de nascer! Peço desculpa por não responder já aos vossos comentários. Não tenho tempo...


 


 


 


 

Comentários

  1. Por vezes somos levados a admirar o que está afastado de nós no tempo e no espaço. Um abraço

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  2. Embora goste sempre dos seus sonetos que têm um sentimento e uma musicalidade muito bonita, há uns que me tocam mais que outros e o de hoje... muito bonito!
    Abraço, e as suas melhoras!

    PS - Como me tinha autorizado a usar as suas imagens, já abusei e utilizei hoje uma.

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    1. Olá Eva! Muito obrigada! já tinha estado nos escritos, de fugida, mas ainda lá estava o post de ontem. Vou já, já...

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  3. Boa Noite! Sempre bonitos os seus sonetos, este tem muita força, essa força que a minha amiga tem para enfrentar, as adversidades da vida.
    Até amanhã

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    1. Obrigada, minha amiga. Tenho estado um bocadinho atrapalhada com os ficheiros... parece que não tenho jeito nenhum para o Vista...
      Eu sei que já viu o quadro, mas a Eva, dos "escritos", publicou hoje um dos meus quadros favoritos e parece que até fica melhor no blog dela do que no meu! Se quiser ir espreitar...
      Vou agora fazer-lhe uma visitinha.
      Abraço grande.

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  4. Oi Maria

    Vim dar uma olhada como sempre

    Está muito bonito este soneto.
    Um abraço.

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    1. Olá Velucia. Obrigada pela visita e pelas palavras. A caixa de correio está a funcionar muito bem agora. Estou bastante mais aliviada.
      Abraço.

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  5. Minha Poeta, já não existem mais palavras que possam descrever o quanto gosto da tua poesia...
    Bj da Jo
    P.S. Ja viste que ele esta de volta ao Bloguezi?... Reapareceu na Noite das Burxas!

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    1. Ele quem, minha querida Jo? Será um pássaro, um avião? ... Não! É o célebre Anómio!!!!
      eheheh
      Cá para nós duas, já estava com saudades dele... mas isto que fique entre nós! Se ele desconfia nunca mais me larga o blog! Ah! Mas eu tenho de ver isso! O que terá ele engendrado desta feita?Bjo e até já!

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  6. Muito bom esse deambular e não esquecer, nunca, a razão do nascer!

    Beijos,

    Maria Luísa

    p.s. escrevi "Medo" e fiquei com medo!

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    Respostas
    1. Olá Maria Luísa. Espero que tenhas um bom Domingo. Escreveste "Medo" e ficaste com medo? É natural, dependendo, claro, do contexto em que o escreveste. Não queiras saber as viagens que eu faço nas palavras... alias, eu acredito que as palavras são mesmo meios de transporte. Existem biliões de coisinhas a acontecer muito além da realidade física, palpável.
      Mas eu vou já ver o contexto em que o escreveste. Deixa-me só ir ver um velho "conhecido" que não encontrava há algum tempo...
      Até já...

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