SONETO - 8

                                                                         




SONETO - 8

*

 

Pra que amanhã do luto nasça a luta,

Rego os cravos vermelhos que secaram

Renego os deuses que me desprezaram

E transformo a fraqueza em força bruta
*


Inda que irresolvida, resoluta,

Cuspo nessoutros que os cravos pisaram

E sobrevivo a quantas dor´s me varam

Assim que as mãos retornam à labuta
*

 

Revejo-me nos cravos que resistem:

Inda que em solo hostil estejam plantados

Jamais se vergarão aos que os conquistem
*


Rompem mordaças, quebram cadeados,

Derrubam muros, mesmo os que inexistem,

E não se rendem quando espezinhados!
*

 

Mª João Brito de Sousa

20.05.2025 - 00.05h

*


Sonetos da Contagem Decrescente

***

Comentários

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER