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GAONESA PELAS VÍTIMAS DA GUERRA

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  Imagem processada pelo ChatGPT *** PELAS VÍTIMAS DA GUERRA * GAONESA DECASSILÁBICA EM ARTE MAIOR *   Aos que precocemente foram mortos E aos filhos e esposas que hoje os choram Até que a morte irrompa sem aviso Pelos casebres frágeis em que moram, Escondidos, no maior dos desconfortos, Sempre temendo um míssil mais certeiro Que despedace as traves com que escoram As tábuas que os separam do morteiro Que os semeia em pedaços pelos hortos Não mais pessoas mas caldo impreciso De carne, de ossos, sangue e humano cheiro Que tinge de vermelho o chão que eu piso * Mª João Brito de Sousa 06.07.2025 - 19.30 ***    

CANTANDO COM CAMÕES II

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Eu com boneca de loiça Fotografia de António Pedro Brito de Sousa, meu pai. * 36. CANTIGA A ESTE MOTO: Quem se confia em olhos, nas meninas deles vê, que meninas não têm fé. * VOLTAS * Quem põe suas confianças em meninas sem assento, ofereça o sofrimento a duzentas mil mudanças. Mostram no ar esperanças, mas em seus olhos se vê como não têm n'alma fé. Enganam ao parecer, porque, no caso de amar, são mulheres no matar e meninas no querer. Quem em seus olhos se crer, cem mil graças neles vê; vê-las, sim, mas não ter fé. Amostram-vos num momento favores assi a molhos mas na mudança dos olhos se lhe muda o pensamento. Em nada têm assento, e o que mais neles se vê é fermosura sem fé. * Luís de Camões *** Confianças haveis posto Em tão estouvadas donzelas Que não cuidando de havê-las Nem lhes tomaram o gosto E mais cuidaram, aposto, Do brilho da sua tez A que algum vate cortês Pudesse compor uns versos Que as deixassem satisfeitas Por se julgarem p...

LUXOS...

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Imagem processada pelo ChatGPT * LUXOS... * Vestiu-se de veludo e, aos cabelos  Cruzados por riachos prateados   Prendeu dois ganchos lassos, muito usados,   Cobertos de pontinhos amarelos *  Meteu os pés inchados nuns chinelos   Baratos, duros, gastos e cambados:   Deixaram-lhe os dois pés muito apertados,   Mas já não se importou... sorte era tê-los!  * Sobre os ombros lançou uma mantilha De cor incerta, puída na textura   Como o vão sendo as coisas já sem cura  *   Que viajaram anos na partilha,   Mas que a mulher desmente na postura:   No mundo dela os restos são fartura.  *   * Maria João Brito de Sousa  Março, 2016 In A CEIA DO POETA, (inédito) 

SONETO À MUSA QUE MORA EM MIM

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  Imagem gerada pelo Chat-GPT após leitura/processamento do texto poético * SONETO À MUSA QUE MORA EM MIM * Tão só te procurasse e não te encontraria: Fosses breve euforia em astro que orbitasse E logo o desenlace, o fim da sintonia, De mim te esconderia até que eu te olvidasse * Trazes na tua face o sol do meio dia E em perfeita harmonia aceitas que em ti trace Um arco que te enlace em graça e fantasia, Luz que em ti brilharia enquanto eu a mandasse * Se mais alguém te amasse e eu não soubesse quem, Perguntaria a alguém que o visse ou o soubesse, Mas ninguém te conhece e eu sinto desdém * Por quem não queira bem a quem tanto enaltece Não o que só parece e sim o que É... Porém, Tudo em ti resplandece e eu estou-te sempre aquém. * Mª João Brito de Sousa 20.06.2025 *** À Musa que mora em mim * Soneto Alexandrino com rima entrançada AB,BA,AB,BA - AB,BA,AB,BA - AC,CD,DC  - CD, DC, CD ***      

SONETO - 8

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                                                                          SONETO - 8 *   Pra que amanhã do luto nasça a luta, Rego os cravos vermelhos que secaram Renego os deuses que me desprezaram E transformo a fraqueza em força bruta * Inda que irresolvida, resoluta, Cuspo nessoutros que os cravos pisaram E sobrevivo a quantas dor´s me varam Assim que as mãos retornam à labuta *   Revejo-me nos cravos que resistem: Inda que em solo hostil estejam plantados Jamais se vergarão aos que os conquistem * Rompem mordaças, quebram cadeados, Derrubam muros, mesmo os que inexistem, E não se rendem quando espezinhados! *   Mª João Brito de Sousa 20.05.2025 - 00.05h * Sonetos da Contagem Decrescente ***