O PEQUENO MUNDO DOS CRIADORES DE AFECTOS II


São pombos de telhado, simplesmente...


São cães, são gatos, é uma mulher


Num velho apartamento de aluguer


Que foi comprado noutro antigamente.


 


Depois veio esse afecto, tão pungente,


Forte, imp`rioso como outro qualquer


Que os fez fundir num só. E nem sequer


É lógico ou vulgar. É só dif`rente.


 


Pequeno-imenso mundo a palpitar


Neste meu espaço vivo, este lugar


Do qual não sei nem posso separar-me!


 


Pequeno-imenso mundo de criar


Afectos e alegrias! De sonhar,


De ser-me, dividir-me e depois dar-me...


 


 


O Pequeno Mundo dos Criadores de Afectos-


Maria João Brito de Sousa, 2006

Comentários

  1. Lindo o teu pequeno mundo, onde ajudas, os que não têm a ajuda de ninguém.
    A figura da mulher é pungente e triste - também!
    Espero que a tua, tenha mais alegria. Desejo
    o melhor para ti e aos teus bichinhos e "Poemas Maiores".

    p.s. lê o meu poema, de novo, ele funciona
    como num palco de teatro, onde os dois personagens se encontram e conversam.
    Um, sou eu, o outro descubro mais tarde que
    é o próprio "Mal" e no tempo certo, o repudio depois de uma conversa em que "Ele"
    afirma, "Não existe o Mal"!

    E ele, segundo personagem, era o próprio
    mal, disfarçado de pessoa comum.
    Talvez seja um poema , mas de certa forma,
    teatral ...

    Digo estas palavras e nada mais posso dizer!

    Tenta entender-me. Agradeço a tua presença
    no meu poema "O Medo".

    Beijos,

    Maria Luísa

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    1. Eu entendi que o teu poema era um diálogo, sim. Existe poesia em diálogo. Olha Shakespere, olha Gil Vicente... é muito perceptível que é um diálogo. Mas tu deves querer que eu entenda qualquer outa coisa... uhmmmm... e insistes em chaar "Medo" ao poema, apesar de o teres intitulado de "Mal"...
      Está bem. Vou já!

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    2. Já recebi a resposta e me satisfez;

      Falei em Medo - pois o "MAL" provoca medo ... Daí as duas palavras ... diferentes, mas iguais, na forma de sentir ...Entendido?
      Mas é o MAL que predomina!
      O Medo está escondido e teme o mal!
      Obrigada,

      maria Luísa

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    3. Sim, Maria Luísa. Penso ter entendido a tua perspectiva e penso que foi isso que te disse no meu comentário. Na minha perspectiva o MAL é como uma ausência de BEM. Também o podemos abordar de uma vertente biológica e encará-lo como uma espécie de desequilíbrio. O medo é um conceito inerente à forma física semelhante à repulsa pela dor.
      Aliás encaro sempre o medo como um desequilíbrio, uma disfunção. Também não vejo o "medo" exactamente da mesma forma que vejo o "mal". Penso que há pessoas que não temem o Mal e sim a ausência do Bem. Nunca me dei muito bem com a postura de "temer a Deus" porque acho perfeitamente repugnante a ideia de temer o Bem. Se for absolutamente necessário temer,então temerei a ausência de Bem. Se temer o mal, estarei a concebê-lo, a dar-lhe forma, a materializá-lo.
      Está-me a nascer um soneto. Vou-to dedicar.
      Abraço.

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    4. Espero o poema para mim; vim a correr.

      Não devemos temer a DEUS, pois Ele é o Bem!

      Temer "O Mal", também é uma forma fraca e negativa de estar no mundo.

      Sentir "O Medo", pode trazer desiquilibrio
      emocional.

      Tudo correcto e certo! Mas no caminhar, ao sentir o" Medo do Mal", temos de nos encher de Forças positivas e "avançar, sempre e sempre"...

      No fundo, bem no fundo, é isso que fazemos!

      E como um poema feito de simbolismos, de verdades e ficções
      leva a tantas e tantas interrogações...

      Beijos,

      Maria Luísa

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    5. Já publiquei o teu poema, Maria Luísa. Publiquei-o ontem à noite, depois de o escrever. É bom que os poemas nos acordem e nos ponham a pensar. Encontro pessoas, no meu dia a dia, que temem mesmo Deus e, por mais que eu lhes tente fazer entender que estão a temer o Bem, não o conseguem entender. Fico com pena.
      Abraço.

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  2. Olá Amiga João. Ele é de facto pequeno no tamanho, mas muito grande na sua divisa, graças a um também pequeno grande coração, que é o teu. Um abraço Eduardo.

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    1. Olá Eduardo. Obrigada pelo teu comentário. O
      IE também embirrou contigo hoje, ou foi só comigo e com a nossa amiga Maria?
      Abraço grande.

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    2. Olá amiga João. Comigo, ele já anda a embirrar, há mais de 15 dias. Para abrir ou fechar uma página chega a demorar 7 e 8 minutos, chego a demorar 15 minutos para comentar ou responder a um comentário. É um autentico suplício Um abraço e tudo de bom para ti. Eduardo.

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    3. Escreve esse "suplício" com maiúsculas, Eduardo! É tortura chinesa e da mais requintada!
      Um grande abraço.

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  3. Amiga João

    O seu mundo é pequeno neste mundo imenso, que ninguém quer saber de nada e ajudar, por isso o seu js

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    1. Maria! Pelos vistos o IE também embirrou contigo hoje!
      O meu quê?
      Beijinhos!

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    2. Ai João..... estou a passar-me já são 3 comentários que publico e nada GGGGGGGGRRRRR

      O seu mundo é pequeno neste mundo imenso, que ninguém quer saber de nada e ajudar, por isso o seu jmundo já é maior que o Mundo.

      Beijinhos

      Será desta?!?!?!?!

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    3. Foi desta Maria, foi! Não é só contigo, descansa. O meu, hoje, faz uma lesma parecer um bólide de Fórmula 1 ! Beijinho e obrigada pelo comentário!

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  4. Mais um auto retrato , escrito e também pintado, qualquer dos dois, é muito bonito, e realmente o nosso mundo é a nossa casa, o meu também é ,só com a diferença de não ter os animais que a Maria João tem.
    E o nosso mundo pode ser muito vasto e rico, basta nós querermos, e conseguirmos viver com o que imaginamos. Um abraço

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    1. Boa noite, minha amiga. Desculpe só chegar agora, mas o sapito está tão lento, tão lento, que mais parece um caracol...
      Não recordo de onde me vem esta frase: "Se não tens tudo aquilo de que gostas, gosta de tudo aquilo que tens." Parece uma coisita banal, mas é uma das máximas mais brilhantes que já ouvi ou li.
      Hoje estou quase tão lenta como o sapo, mas ainda vou fazer-lhe uma visita.
      Até já.

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  5. Lembro-me da amiga dizer que eu a devia conhecer para dizer o que dizia. Pois bem, se com o que escreve e da maneira que o faz, eu não a conhecesse só podia ser uma de duas coisas; iletrado ou cego. Mais um belo presente que nos oferece, obrigado. Um abraço.

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    1. Obrigada também a si, Manu. Pela visita e pelo elogio. Estou um pouco atrapalhada com o tempo, mas vou fazer-lhe uma visitinha.
      Abraço.

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