QUEM TRAMOU O SUJEITO POÉTICO?


Quem foi que ousou tramar o tal sujeito


Poético e patético, o tal que actua


E que jamais se rende ou compactua


Com actos que o não tornem mais perfeito?


 


Quem foi que ousou roubar-lhe esse direito


De ser etéreo e branco como a lua,


De ter raiz e caule em cada rua


Onde se desconstrua o que foi feito?


 


Quem foi que o despojou da glória eterna,


Quem foi que o dissecou de corpo e alma


Até chegar ao âmago de si?


 


Procuro - e ergo bem alto esta lanterna -


Com toda a lucidez, com toda a calma


Essoutro usurpador que eu nunca vi…


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Não sei se ele foi esquecido...

    Não tenho certezas de nada. Não tenho!

    mas eu me lembro e se possível, por mim,

    Ele tem a Glória Eterna!

    Bºs. Mª. Luísa

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    1. Nem eu sei dele, amiga! Nem sempre o autor é o sujeito poético do poema... talvez seja por isso que se diz que "o poeta é um fingidor"... mas é perfeitamente normal que o sujeito poético de um soneto meu, não seja eu, muito embora seja imprescindível que, de alguma forma, a situacção, narrada ou ficcionada, me diga qualquer coisa de muito importante. Até pode ser uma antítese daquilo que eu faria ou diria e então será um soneto irónico. Não cínico nem hipócrita! Apenas irónico.
      Abraço gde!

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  2. N sei quem tramou o sujeito poético até pq ele vive bem presente nos teus sonetos em cambiantes diversos e ricos.

    Agora o q te vim perguntar é q andas tu a fazer no Bar da Nuvem com um Cabotino lá presente?!?!?!

    Bj.

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    1. O quê??? Eu fui ao Bar da Nuvem e nem dei por isso? Já estou a ficar esclerosada!!! Ainda por cima não dei pelo Cabotino???
      Eu já lhe digo! :)))
      Bjo!

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  3. Boa tarde Maria João, como vai a sua saúde ? A inspiração vejo que está óptima , mais um soneto cheio de perguntas ás quais eu nem me atrevo a responder porque também não sei quem tramou o tal "sujeito" se é que foi mesmo tramado sinceramente não sei
    Um grande abraço

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    1. Minha querida amiga, isto é quase uma brincadeira por causa das confusões que todos nós fazemos entre o sujeito poético - aquele que "vive" a história, o personagem principal de um texto ou poema - e o escritor - o que escreve, o narrador. Em muitos dos meus sonetos eu sou o sujeito poético, mas nem sempre isso acontece. No caso da Maria sem Camisa até é quase, quase verdade que eu sou ela, mas noutros não sou. É a esses que eu chamo de textos ou poemas ficcionados embora me seja mais fácil fazer representações de mim mesma.
      Um grande abraço!

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  4. Sem estar a par de nada do que se tem dito....tenho saudades tuas!

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    1. Também tenho saudades tuas, minha Ligeirinha do meu... ora vai lá ao Bar da Nuvem ver a escandaleira em que me querem meter! :))
      Bjo GDE!

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