UM RELÓGIO QUE GRITA EM PORT AU PRINCE
Ontem sorri, mas hoje não consigo…
Tanta gente sem tecto ou alimento,
Tão grande, tão enorme o sofrimento
De quem vive em terror, sem ter abrigo…
Ontem sorri, ainda descuidada
Dos que sofriam num terror sem fim…
Hoje, só de o tentar, descubro em mim
O medo dessa gente soterrada.
Hoje nem sei chorar. Que inútil sou!
Num corpo de que a vida se apartou,
Um relógio, marcando ainda as horas,
Mostra as vidas perdidas num relance…
Um relógio que grita, em Port au Prince:
- É preciso actuar sem mais demoras!
IMAGEM DE TELA DE SALVADOR DALI
RETIRADA DA INTERNET
Boa tarde, este seu soneto é um grito, será que há Alguém " que oiça e possa ajudar aquela gente que perdeu tudo, e continuará a perder se não houver alguém que ajude , mas mesmo com todas as ajudas humanas possíveis nada consegue fazer esquecer aquele horror.
ResponderEliminarNão há palavras para descrever tamanha tragédia.
Um grande abraço
Tem razão, minha querida amiga. Não há palavras, não há sonetos que possam descrever aquele horror! E o relógio continua a alertar-nos para dois tipos de acção que tendemos a esquecer. Ajudar aqueles sobreviventes com tudo o que estiver ao nosso alcance e mudar os nossos hábitos consumistas que nos levam a colocar a economia à frente de tudo. Sempre houve e haverá catástrofes naturais neste nosso belo planeta azul... mas nós, de forma verdadeiramente suicida, caminhamos no sentido de nos transformarmos, nós próprios, numa catástrofe. Para quando uma cimeira onde o FUTURO seja, realmente, uma prioridade? Esse relógio vai mesmo gritando... e tem toda a razão para o fazer!
EliminarUm grande abraço!
Cara Maria João,
ResponderEliminarÉ difícil entender a manifestação da natureza por meio da tragédia em Port au Prince .
Não se sabe o que pensa o "gestor do universo" nessas horas de infortúnio colectivo. Também não se pode isentar o homem por seus tantos pecados, inclusive contra a própria natureza.
Deus não castiga, perdoa. Mas a destruição do universo ocorre a partir da mão humana.
Não foi assim em Sodoma e Gomorra, segundo a narrativa de Moisés?
Nessas horas tristes devemos orar a Deus para que venha a apiedar-se da desgraça de tantas vidas ao relento.
Meus pêsames pelo falecimento de seu parente, como me falou através da mensagem on line .
Tenho certeza que sua poesia aplaca e elide qualquer tristeza.
Obrigada, meu amigo. Ainda bem que sente que os meus sonetos possam ser um "antídoto" contra a tristeza. Essa é uma das vertentes em que eu também penso que a poesia possa funcionar.
EliminarUm grande abraço!
Oi Maria
ResponderEliminarSó Deus sabe porque tudo isto aconteceu. Lamentamos a tragédia, onde 15 militares brasileiros morreram juntamente com a chefe da Pastoral da Criança, a Sra. Zilda Arns.
Oremos por eles.
Abraço.
Vera.
Assim é Vera. Esta calamidade não tem precedentes. Desculpa-me por só agora responder, mas hoje foi dia de hospital e acabo de chegar. Que os teus compatriotas estejam em paz.
EliminarAbraço grande!
Minha amiga, estou consigo nesta dor, nesta desgraça que se abateu sobre aquele pobre povo.Também já escrevi sobre isso mas ainda não postei, talvêz ainda o faça hoje.
ResponderEliminarUm abraço.
Casimiro Costa
Tentarei ir, ainda hoje, ao seu blog, meu amigo. Nos dias de consulta hospitalar fico sempre mais limitada ainda, em termos de tempo.
EliminarUm grande abraço.