OLHAR PARA TRÁS, SEGUINDO EM FRENTE
Olhei-te e, nesse olhar que vem de dentro,
Descobri forças e fragilidades,
Amores, desilusões, cumplicidades,
Nas mil nuances desse humor cinzento…
É nesse teu olhar que agora enfrento,
Que eu, que não sei dizer senão verdades,
Descubro o intruso gérmen das saudades
Desabrochando em verbo e sofrimento.
Mas o tempo passou. Cristalizado,
Foi ficando p`ra trás esse passado
Quando lançada à terra outra semente
E quero lá saber que o resultado
Me possa até magoar! Maior pecado
Seria andar p`ra trás, olhando em frente.
IMAGEM - MENINA LOROSAE, Maria João Brito de Sousa, 1999 (vendido)
Que belo soneto e que linda menina numa linda "pose" já dava para ver que tinha muita personalidade.
ResponderEliminarE parece que já era Poeta nesta idade, e que já sabia que o caminho é sempre em frente por mais doloroso que seja.
Um abraço.
Já era, sim senhora, minha amiga. Com esta idadezinha já poetava, já declamava, já lia e já pintava. A minha mãe preocupava-se porque eu, de vez em quando, fechava-me neste olhar "de quem já viveu muitos anos", mas o meu avô não se preocupava mesmo nada! Ele lá sabia que era mesmo assim.
EliminarHoje estou atrasadíssima porque estive a fazer mudanças nas gaiolas dos pombos. Herdei uam gaiola de caturras, daquela minha prima que partiu quando o Spirit partiu também.
Um enorme abraço!
Que foto maravilhosa, Maria João e um soneto a combinar. bjs
ResponderEliminarObrigada, Alfa :)
EliminarEstamos a ficar um bocadinho afastadas, não é? Eu já não consigo inventar tempo para preencher tantas solicitações, mas vou tentar dar um pulinho até aí, da parte da tarde. Comentar é que eu não posso prometer... não dá mesmo!
Bjo!
Olhar! O olhar dos poetas sobre os horizontes da vida. Que beleza! O ontem, o hoje, o amanhã num só poema. Tudo traduzido em saudade e amor.
ResponderEliminarE assim os poetas se vão pela vida como os poemas de Maria João.
Obrigada, meu irmão do Brasil.
EliminarSinto muito pelo deslizamento de terras que vitimou os seus conterrâneos. Este ano está a ser pródigo em desastres naturais, infelizmente.
Um enorme abraço.
O problema dos deslizamentos dos morros no Rio de Janeiro é tragédia que se repete.
EliminarA incúria é do poder público, que aqui é mais utópico do que real, se impõe. Mas o erro maior são dos ocupantes dos morros que fugindo à regra natural edificaram suas casas sob as encostas e na base das elevações em vez de construi-las sobre a rocha, no alto.
Lamenta-se, mas o homem procura o seu próprio destino.
Imagino que em certas zonas seja praticamente impossível controlar ou impôr normas de construção... mas, sim. Infelizmente o homem esquece-se de edificar sobre a rocha. Em todos os sentidos.
EliminarAbraço grande.