ENQUANTO A MINHA TERRA VAI ARDENDO...
(Soneto em decassílabo heróico)
Enquanto a minha terra se incendeia,
Outro enlutado céu se vai doirando
E, à pressa, se evacua uma outra aldeia
De que se vai o fogo aproximando,
Surge, em mim, de repente, estoutra ideia
E, sem me arrepender, vou escrevinhando
Que, na terra que as chamas vão lavrando
Em mim, é outro o fogo que se ateia
E, sem remorso algum - porque inocente… -,
A pequenina chama dos poemas
Já lavra no meu peito e vou escrevendo…
Não me apodem, contudo, de indiferente!
Apenas vou cantando os meus problemas,
Enquanto a minha terra vai ardendo…
Maria João Brito de Sousa – 12.08.2010 -22.07h
À Zilda Cardoso e ao Artesão Ocioso
que, esta tarde, me fizeram reflectir, mais
longamente, sobre o sentido do conceito de culpabilização.
Ao Verão escaldante da minha pobre terra.
Imagem retirada da internet
ola poetisa , a lusitania arde
ResponderEliminararde na praia, a culpa não tem pai,
a terra sêca estoira , faz-se tarde
e ninguém sabe para onde isto vai !
E dói vê-la arder, Peter... dói mesmo muito!
EliminarO mundo inteiro está a atravessar um momento difícil e é importante que a humanidade se una, esquecendo um pouco os interesses pessoais.
Bacio!
A terra arde em alguns estados brasileiros. O fogo destruiu o patrimônio e sonhos de alguns. Talvez esse fogo destruidor não seja divino, mas tenho plena certeza que a luz de seus poemas é de um fogo eterno.
ResponderEliminarSomos colegas de Academia _ AVSPE .
Grande abraço,
Adílio Belmonte
Eu sei, poeta irmão, que somos colegas. Espero poder vir a encontrá-lo pessoalmente no próximo ano de trabalhos.
EliminarTambém o Brasil está a ser pasto das chamas... pobre Amazónia que tão castigada tem sido pelos interesses dos monopólios! Esperemos que a chuva venha pôr termo a esta tremenda catástrofe porque os meios humanos começam a ser escassos para combater tanta chama...
Abraço grande!
Há poemas que retratam luzes vindas do fogo eterno. Aqui no Brasil a estiagem provocou vários incêndios, destruindo o património e sonhos de muitas pessoas.
ResponderEliminarMas o fogo da inspiração dá luz a seus poemas, Maria.
Somos colegas de Academia AVSPE.
Abraços,
Adílio Belmonte,
Belém-Pará-BRASIL
Sensibilizado, agradeço a dedicatória.
ResponderEliminarAfinal, parece que o meu blogue tem alguma utilidade
Só a minha intenção não chega ,é necessário que os outros encontrem alguma utilidade
Um abraço
P.S.
Não tenho o prazer de conhecer a Zilda.
Não tem que agradecer, meu amigo. Estava a pensar em vós e nas vossas palavras, quando me surgiu este soneto. Como vê, as palavras, tal como as conversas, são como as cerejas... :)
EliminarA Zilda "mora" no http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/
Abraço grande!