A CADA FARINHA, SUA SACA
“Não tentes comandar-me. Eu vou sozinha!”
Entendo-te a surpresa; não conheces
O exacto teor das minhas preces
Nem aceitas que a escolha seja minha…
Põe sempre em cada saca uma farinha
Senão, mais valeria que as perdesses
Ou que as não cozinhasses nem comesses
Porque a mistura é sempre uma adivinha;
Quase nunca uma espiga dá um grão
Que seja exactamente igual a outro,
Pois mesmo sendo grãos de um mesmo trigo,
Pode um servir pr`a bolo, outro pr`a pão…
Não queiras misturar pois, se és tão douto,
Decerto o teu estará bem dividido…
Maria João Brito de Sousa
"Materialisme et spiritualisme sont les deux pôles de cette même absurdité qui consiste à croire que nos pouvons savoir ce que c`est la matière ou que l`esprit."
Huxley
Boa tarde Maria João, eu também acho que se deve separar a farinha, mas cada vez mais há pessoas que misturam tudo, metem toda a farinha num só saco como se só houvesse uma qualidade, não sabem ou não querem fazer essa separação, e por isso é que há tantas confusões e ninguém se entende.
ResponderEliminarHoje fui fazer-lhe uma visita ao seu novo "cantinho" achei muito interessante aquelas quadras "encadeadas"não tive muito tempo para ver melhor mas prometo que vou voltar mais logo .
Até logo ,um abraço
Minha amiga! Foi ver as nossas brincadeiras no Horizontes da Poesia? Está uma delícia, não está?
EliminarGaranto que me divirto por lá mais do que se fosse ao bailinho não sei de onde... até porque não me apetece nada ir a bailinho nenhum :)) Mas adoro chegar lá e poder "convocar" a minha veia popular e espontaneísta, de um segundo para o outro! Garanto-lhe que me chego a espantar com a rapidez com que as"respostas" me nascem... o pior é para publicar! Aqui, nestes computadores do CJO, não temos um acesso ilimitado e, na maior parte das vezes, custa muito e só se consegue publicar à segunda ou terceira tentativa. Mas tenho passado momentos divertidíssimos com as quadras encadeadas! Mesmo quando estou cheia de dores de cabeça, acho aquilo uma maravilha!
Um enorme abraço!
Oi Maria
ResponderEliminarTd bem?
Eu hoje estou em casa, a noite volto para o hspital com p/ ficar com minha mãe. Ela está melhor, pode receber alta, porém, só pode vir pra casa com auxíliuo do oxigênio, o qual estou tentando conseguir pelo meu plan de saúde. Estou no aguardo.
Seu soneto é bem real.
Aqui temos o costume de dizer "cada macaco no seu galho".
Ps. Coisas novas no meu blog (risos)
Abraço.
Já fui ao teu blog e já te enviei um email.
EliminarEste soneto parece muito mais do que é, sabes? É muito fácil conotá-lo com perspectivas racistas ou xenófobas e, no fundo, não tem mesmo nada a ver com isso. Mas eu ponderei esse "efeito secundário" antes de publicar e depois pensei que os poemas também são aquilo que deles fizermos... seja o que Deus quiser! Em nome da liberdade que a poesia nos dá, em termos de expressão, que cada um o veja como puder. :)
Abraço grande e a continuação das melhoras!