O NASCIMENTO DA NORMA
Escreve-me uma cartinha pessoal
- meia dúzia de linhas bastarão -
E eu talvez te escreva uma outra igual,
Ou talvez, afinal, nem escreva, não.
Possivelmente irás levar-me a mal,
Mas, quase nunca tenho um só tostão
E a essa situação, por ser, normal
Não lhe presto, sequer, muita atenção,
Mas quero que, no fim, te identifiques
E, sabendo que eu sou muito esquecida,
Te tornes mais preciso e que me indiques
Referências de espaço, tempo e forma,
Ou nem respoderei, por estar perdida
E porque a recorrência gera a norma...
Maria João Brito de Sousa- 28.09.2010
ResponderEliminarquerida menina:
valido pontos e vírgulas
esbarro nas ocorrencias
trepo aspas de entrelinhas
desdito-me nos pontos das coerencias
entre cada signo escrito
sinto-me aflito de tanto perseverar desdito...
querida menina
tentava recordar as cartas que não escrevi
nem isso consegui
mas o que senti
é poema de alegre ser em si...
hé hé hé
não leves a mal
mas estes teus poemas
despoletam recordações e temas..
xoxos dos calhaus
e uma grande tarde
no grande de saber
um grande poema ser
Hummmm... estou a ver que o conheço pessoalmente e não me recordo nada... ou então foram os anos que se encarregaram de esculpir feições que a memória já não reconhece mas, seja como for, é uma das mais belas qualidades da poesia, essa de nos remeter para espaços longínquos e tempos imemoriais. Ainda bem que o vamos conseguindo, de um lado e de outro :)
EliminarAbraço!
também para ti, Jabei! :)
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