OS OCULTOS E OS MENOS VISÍVEIS

 


 



 


Amo as rosas, que planto, e o seu espinho


Que, insurrecto, as consola e as defende;


Da rosa, creio sempre no carinho,


Do espinho, quanto dele se subentende.





Amo, também, a flor do rosmaninho


E a chã erva-moirinha que se estende,


Insubmissa, rompendo o seu caminho,


Pois quanto menos vista, mais me prende…




Creio em mil coisas em que ninguém crê


E desdenho outras mil que todos querem!


Mas porque é que será que eu amo assim




Mil coisas que, afinal, mais ninguém vê?


[e não abdico, mesmo quando ferem,


das mais humildes ervas de um jardim…]


 


 





Maria João Brito de Sousa – 01.09.2010 – 21.28h


 


 


 


Imagem retirada da internet

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