UM SONETO PARA OS MAIS PEQUENINOS - O pardalito capturado


Há um murmúrio quase inexistente


Nas asas sussurrantes de um pardal


Quando passa por nós e mal se sente,


Quando, ao passar por nós, pressente o mal…


 


Um de nós dá-se conta e, de repente,


Levanta a mão no ar, de forma tal


Que, num gesto, captura o imprudente


Que ousara uma intrusão no seu quintal…


 


Pardal quer liberdade e não gaiola!


Não quererá viver quando, por esmola,


Lhe of`recerem migalhas e poleiro…


 


Nascido pr` a reinar sobre os telhados,


Por mais que lhe dispensem mil cuidados,


Depressa morre quando em  cativeiro…


 


 


Maria João Brito de Sousa – 06.07.2011 – 21.43h


 


 


IMAGEM RETIRADA DA NET

Comentários

  1. Lindíssimo Maria :D
    E não podia vir mais a calhar, visto que hoje comprei um canário :P

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  2. “Opções”

    Estava eu aqui aprisionado
    A pensar se me libertaria
    Mas decidi ficar acorrentado
    Pois outra coisa não queria

    É tão fácil o conformismo
    Que até preferes um prisão
    É cansativo o dinamismo
    Aumenta muito a pulsação

    Há duas opções nesta vida
    Ralas-te ou não te ralas não
    Esta primeira é libertadora

    A segunda é a mais querida
    Pr’a que queres uma ralação?
    A vida na prisão é tentadora.

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    Respostas
    1. Valha-nos Deus, Poeta! A vida na prisão... tentadora?
      Não me parece minimamente tentadora...
      Bem, vamos a ver se me nasce alguma coisa :)

      Uma vida aprisionada
      Nada tem de tentador,
      Não me tenta mesmo nada
      E parece bem pior

      Que uma vida em liberdade
      - mesmo com contradições! -
      Garanto que isto é verdade
      Para mim e pr`a milhões!

      Há lá quem queira um castigo,
      Quem queira estar dependente
      De situação tão tremenda?!

      Diga, quem estiver comigo,
      Se não é isto que sente
      Ou se a prisão recomenda...


      Abraço grande, Poeta! :D

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  3. Devemos sempre recusar esmolas e poleiros.
    Gostei.
    A sua saúde como vai?
    Abraço

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    1. Olá, meu amigo Artesão! Obrigada pelo seu cuidado, não estou num dos meus piores dias e espero que a febrezinha e as cólicas se mantenham afastadas durante algum tempo.
      Abraço grande!

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  4. Verdade depressa morre quando em cativeiro.

    Os animais, neste caso um pássaro pequeno e
    atrevido, são de uma perfeição de entendimento que ultrapassa tudo quanto a ciência pretende aprisionar.

    Vou por eles e pela sua liberdade, tal como eu gosto de escrever e de sentir.

    Saudades,

    Maria luísa

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    Respostas
    1. Bom dia, Maria Luísa! Acredita que eu já consegui criar pardalitos que me apareciam em más condições, caídos do ninho, mas libertei-os mal eles recuperaram a saúde. Garanto que não é tarefa fácil e que exigem mil e um cuidados e uma dedicação sem limites.
      Vou já ver como está o teu poema!
      Abraço grande!

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    2. Sabes que acredito em ti e na tua dedicação aos animais.

      Mª. Luísa

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    3. Obrigada... caramba! Agora lembrei-me que o teu exame deve ser hoje! Cheguei atrasadíssima porque estou cada vez mais lenta e levei horas a tratar dos meus amiguinhos, mas eu vou ao teu blog assim que voltar.
      Abraço grande!

      Eliminar
    4. O exame vai ser mais tarde, pois há coisas a fazer.
      Te perdeste, pois eu já expliquei essas razões.

      Mas fizeste uma análise espetacular ao meu poema "Procuro", nos "7degraus".

      Obrigada

      Mª. Luísa

      p.s. saí, antes da tua chegada.

      Eliminar
    5. Obrigada por teres gostado da minha análise ao teu "Procuro"!
      Ontem tive de sair mais cedo porque a sala estava completamente cheia e chegaram mais utentes que tinham hora marcada... ficou tudo ainda mais atrasado mas eu não vou preocupar-me demasiado com isso. Peço desculpa quando estiver em falta e espero que os amigos aceitem essas desculpas. Só se não puder mesmo é que eu deixo de publicar ou de responder a alguém.
      Abraço grande!
      PS - É hoje que vou publicar o tal poema experimental de que te falei. À primeira vista pode parecer um soneto, mas não o é. Pelo menos não o é segundo a definição académica de soneto... depois, se tiveres tempo, espreita-o e vê se notas muito a diferença.

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    6. Eu entendo as dificuldades e é evidente que
      as aceito. Trata de tua saúde - sem ela, não podes cumprir teus sonhos!

      Eu depois vejo esses versos, bem atenta.

      Um abraço.

      Mª. Luísa

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    7. Hoje não consegui despachar-me a tempo de ir ao labora´tório do centro de saúde. Seria apenas para fazer um ionograma e um controle de tempo de protrombina, obrigatório para quem está anticoagulado, como é o meu caso... afinal vim para cá e não havia equipamento disponível... vou visitar-te à tarde, está bem? Estou com umas "belas" cólicas, mas ainda não entrei naquela fase em que nem consigo escrever nada de jeito...
      Até já!

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  5. “Boa constituição”

    Economia, rating, lixo sim
    Paz, pão, habitação, saúde não
    Altere-se então a constituição
    Adeque-se à sociedade por fim

    Acabe a constituição de ficção
    Tenha início a nova realidade
    Adapte-se ao lixo de sociedade
    O texto adquira nova dimensão

    Que não reste nenhum capricho
    Sejam cuidadosos na elaboração
    Tudo a condizer como convém

    Que numa sociedade de lixo
    Seja de lixo a sua constituição
    Seja de lixo o seu rating também.

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    Respostas
    1. :)

      Que vão os ratings embora!
      Só servem o capital
      Que só nos traz a demora
      E só nos vai fazer mal!

      Bom será acreditar
      Que eles só trazem restrições,
      Que em breve irão acabar
      Afogados nos "milhões"!

      Quanto aos tais privatizados...
      Também neles não acredito
      Nem me esforço por fazê-lo...

      Vamos ficar condenados;
      Cada qual estará aflito
      Sem conseguir resolvê-lo...


      :) Saíram muito "manquitos" mas saíram! Abraço gde!

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