O LEITO DE UM RIO POR DENTRO DAS HORAS
É por dentro das horas que desfio
O rosário das queixas que não faço
Que esta fome de sol, que por cá passo,
Me mina de incerteza. E faz-me frio.
O abismo que se cava em cada rio
Que rompe a terra mãe no seu abraço,
Traz no seu leito fundo o puro traço
De quem, deixando-se ir, não desistiu.
Cada vez mais se entranha pelas horas
Que voam renegando as mil demoras
Que um ciclo natural sempre despreza
E se esse rio souber que o sonho existe,
Conquista o seu direito a morrer triste,
Desvenda outra insuspeita natureza.
Maria João Brito de Sousa – 26.10.2011 - 15.20h
Reformulado a 2.11.2015
Sem palavras...
ResponderEliminarAdorei o quadro Maria! :D
E o soneto então, nem se fala :)
Obrigada, Paper! :) Também já passei pelo teu entre acidentes e mais acidentes de percurso... a net, às vezes, fica maluquinha de todo!
EliminarBjo!
Tu dizes tudo e eu nada posso dizer, me
ResponderEliminarultrapassas...
Um beijo,
Mª. Luisa
Maria Luísa! :D Que bom ver-te por aqui! Mas não abuses! Ainda não tive tempo para ir levar os sonetilhos-resposta de ontem... nem a ti, nem ao nosso amigo Poeta. O Beethoven está a piorar muito, eu não estou nada bem e a net tem estado a falhar a toda a hora...
EliminarUm enorme abraço, amiga!
“Destino fatal”
ResponderEliminarNosso destino é errante
Não está ainda decidido
Ouvi a um governante
De sorriso amarelecido
Só austeridade promete
Para com a crise acabar
Vamos viver da caridade
Haja quem queira ajudar
Ajudem-nos lá por favor
Somos um pequeno país
E que está muito doente
Cumpriremos com rigor
Medidas que alguém quis
Nem que morra toda a gente.
Prof Eta
Só uma coisa separa
EliminarPortugal de um desgraça;
A força que se prepara
Pr`a deter esta ameaça!
Mas a luta vai ser dura,
Tão dura como era dantes,
No tempo em que a ditadura
Nos levava os militantes!
Estamos todos preparados
Para, seguindo adiante,
Sermos a "muralha de aço",
E, não sendo cuidados,
Todos diremos; "Avante!
Junta o teu ao meu abraço!"
Abraço grande, Poeta! :)
Só uma coisa separa
EliminarPortugal de uma desgraça;
A força que se prepara
Pr`a deter esta ameaça!
Mas a luta vai ser dura,
Tão dura como era dantes,
No tempo em que a ditadura
Nos levava os militantes!
Estamos todos preparados
Para, seguindo adiante,
Sermos a "muralha de aço",
E, não sendo descuidados,
Todos diremos; "Avante!
Junta o teu ao meu abraço!"
Abraço grande, Poeta! :)
Vou ver se agora é que vai... emendei as duas gralhas...
“Encerrado”
ResponderEliminarEngenheiro ou doutor
Capitão ou marinheiro
Mondina ou salineiro
Timoneiro ou remador
Estudante ou professor
Soldador ou ferreiro
Vendedor ou sapateiro
Fazendeiro ou agricultor
Na horta ou no lameiro
No teatro ou no barreiro
No cinema ou no areeiro
Mostra a tua indignação
Assina derradeira petição
Para encerrar esta nação.
Encerrar esta Nação?
EliminarAntes mudar-lhe o poleiro
Ou virar-lhe a direcção
Que o problema é do dinheiro!
Não sei fazer futurismo
Daquele que dá pormenores
Mas um bom generalismo
Fá-lo-ei, como os melhores!
Não sei até onde iremos
Nesta imensa confusão
Em que o capital nos deixa
Mas a Nação guardaremos!
Não assino a petição,
Nem faço mais uma queixa!
Poeta, deixo este aqui porque tenho de ir dar de comer ao Kico e ver se o Beethoven consegue engolir alguma coisa. Também tenho os litters todos para limpar, sou capaz de demorar... mas volto. Se me deixarem e eu conseguir, claro...
Meu Caro Pedro
ResponderEliminarNão te preocupes com o Portas, nem com a crise que vai acabar. Alegra-te, há ouro no Alentejo.
HÁ OURO NO ALENTEJO
Há ouro no Alentejo
Vamos todos garimpar
Garimpemos num lampejo
Para a crise espantar.
Já achei duas Pepitas
E há por cá muitas mais
São espanholas bonitas
Donas de uns olivais.
De pepita luzidia
Eu nem lhe vi o sinal,
Ministro da Economia
O teu ouro é virtual.
Vamos todos ao garimpo
Que garimpar é urgente,
Fica o terreno limpo,
Depois lança-se a semente.
Vamos achar o tesouro
Que este Alentejo encerra,
Decerto não será ouro…
Deitem sementes à terra.
Eduardo
Amigo, eu não sei gostar
EliminarDesse metal amarelo
Que simboliza o "poder"!
Podem-no elogiar
Garantindo-me que é belo,
Mas não me hão-de convencer!
E mesmo que eu acredite
- já ouvi na reportagem -
Que há ouro no Alentejo,
Talvez seja só pirite,
Não traga qualquer vantagem...
Vai ser mau... assim prevejo!
Só nos faltava mais essa!
A Nova Febre do Ouro
A atacar os portugueses...
Essa que quando começa
Só acaba quando o estouro
Matou os mais dos "fregueses"!
Boa noite, amigo Eduardo!
Estou a responder-lhe exactamente com aquilo que me veio à ideia ontem, quando soube da notícia. Hoje foi só fazer as rimas... decerto não encontrarei muita gente que entenda mas eu arrisco-me a manter a minha opinião inicial.
O ouro que o Alentejo tem mais é o da sua gente e da sua terra, como deixou transparecer no seu poema...
Muito obrigada pela oferta de mais este poema e um enorme abraço para si e esposa!
Maria João
“Velho fado”
ResponderEliminarJá gastei toda a poesia
Mas não vou ficar calado
Quem sabe talvez um dia
Comece a cantar o fado
Ó povo, meu lindo povo
Teu destino eu vou cantar
Não esperes um fado novo
Não cantarei pr’a t’enganar
Cantarei teu destino triste
Todo o sangue, toda a labuta
Eu cantarei sem ter vaidade
Um povo que não desiste
De novo partirá nesta luta
Por cá deixará a saudade.
Poeta, tenho estado no Face, com muitas publicações... ainda consegui vir atá cá mas estou num daqueles dias em que já durmo em pé... amanhã respondo-lhe. Hoje já nem vejo nada!
EliminarAbraço grande! :)
Por muita luta passámos,
EliminarPor muitas mais passaremos
E entre o muito que deixámos
Está o tanto que escrevemos,
Está o tanto que plantámos
Pelo quanto já colhemos,
Pelo muito que cantámos
E o mais qu`ainda cantaremos!
Tanto nos falta a tristeza,
Quanto nos falta a alegria;
Cada uma em seu momento
Que ao pão que pomos na mesa
Não falte a mão que o fazia
Antes de faltar-lhe o tempo...
Boa tarde, Poeta :) Só agora chego ao CJ...
Abraço grande!
"O cavalo"
ResponderEliminarAs aparências iludem
Neste nosso Portugal
Se facilidades vendem
É porque vai muito mal
Estamos mal habituados
Ao nosso modo de viver
Na crise sempre atordoados
Um dia havemos de renascer
Ouvimos belas promessas
E até gostamos bastante
Pois eles falam às massas
Com um cantar afinado
Já sabes daqui em diante
Desconfia do cavalo dado.
Prof Eta
Talvez tenha havido um excesso
EliminarMas, em verdade sabemos
Que um dos frutos do progresso
É chegar ao que não temos...
Quanto a mim; sempre a descer
Em qualidade de vida
Nunca ambicionei poder
Mas exijo ser ouvida!
Cavalos nunca são dados,
Todos nasceram selvagens
Tanto ou mais do que eu sei ser
E não cometem pecados;
Correm livres pelas margens
Do que te esforças por ter...
Até já! :)
“Plastificados”
ResponderEliminarNa sociedade plastificada
Em que só a moeda conta
Tu já não contas pr’a nada
Se te indignas é um’afronta
Cresceste num meio hostil
Aprendeste com a solidão
Sentes-te só entre uns mil
Se te indignas lá vem bastão
Já não contas com os demais
Plastificado que foste também
Euforia provém da finança
Souberam engolir-te os natais
Aprenderam a tratar-te com desdém
Para que possam continuar a dança.
Sei disso sobejamente
EliminarMas, onde a moeda conta,
Conta também quem consente
Tanta e tão cruel afronta!
Conta aquele que se levanta
Contra a ordem estabelecida
Onde a moeda, se encanta,
Não vale mais que uma vida!
Alguns hão-de ser ouvidos
Antes de serem calados
Pelas mãos do deus dinheiro
E os demais, já prevenidos,
Nunca mais serão dobrados
Sem a dobrarem primeiro!
Boa noite, Poeta! Abraço grande!
"O ladrão"
ResponderEliminarÓ senhores do parlamento
A quem cumpre legislar
Legislem lá um regulamento
Que não permita mais roubar
Pois se roubam à descarada
Cá neste sítio, eu lamento
Assistimos sem fazer nada
Tapamos buracos c’orçamento
Passamos tempo neste cavar
E mais nos vamos enterrando
Aumentando o buraco a tapar
Ó senhores da governação
Escrevam lá um memorando
Que permita prender o ladrão.
Prof Eta
Não sei, Poeta, não sei
EliminarSe o conseguem legislar...
Mas há que mudar a lei
Pr`o capital se afastar!
A partir deste momento
Pouco mais sei que dizer
Que o que disse não lamento
Nem foi deitado a perder...
Mas não disse que era fácil
Nem afirmei estar sozinha
Naquilo que disse aqui
Haja uma voz menos grácil
Pr`a me dar uma "mãozinha"!
Grata por te ouvir a ti!
Obrigada, Poeta! :)
“Convergir”
ResponderEliminarA vida tem muitas maneiras
Se és pássaro eu também sou
Quer tu queiras ou não queiras
Segue-me e vê por onde vou
Agradeço de forma sentida
Cada reparo feito e tão sincero
Pássaro livre segue a sua vida
Não seja este céu lugar severo
Olhos nos olhos, frente a frente
Sempre foi o melhor caminho
Para enfrentar a divergência
Em tudo aquilo que é diferente
Mente aberta e um certo jeitinho
Assim se constrói a convergência.
Falas das asas de dentro
EliminarQue ao planar sobre as lonjuras
Sobrevoam sempre o centro
Das batalhas que são duras
A essas conheço-as bem
E, embora estando doente,
Não me furto ao que lá vem,
Nem me mostro descontente
Pois se as asas me nasceram
Foi decerto pr`a voar
Até ao fim dos meus dias
Se os horizontes cresceram,
Nunca os hei-de eu encurtar,
Nem queixar-me de "avarias"...
Olá, Poeta! Estou bastante "perra" hoje mas terei de ir ao hospital amanhã, mesmo sem os exames que deveria ter feito na semana passada. Em resumo, estou mesmo mais "avariada" do que gostaria de admitir :)) Estou a escrever-lhe do cafézinho onde costumo vir sentar-me um bocadinho todas as tardes. É o meu cinema, as minhas férias... o meu espaço de "não fazer nenhum" :)) Também lhe chamaria o meu recreio, porque não? Há anos que isto se tornou o meu recreio...
Deixo-lhe um abraço grande pois a bateria não está grande coisa e pode acabar-se a qualquer momento.
"Churrasco"
ResponderEliminarÓ gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Que o mecanismo emperra
E é por certo graças a ti
Lindo fato Armani vestes
Exiges-nos mundos e fundos
Prometer também prometestes
Mas não vimos dividendos
Das reformas prometidas
Só uma falta concretizar
E é sem sombra de dúvidas
A que ainda nos pode salvar
Dar no monstro umas facadas
E pô-lo no espeto a assar.
Prof Eta
O sistema não é bicho!
EliminarÉ humano e muito humano
Este rio cheio de lixo
Que nos causa tanto dano!
Se quiser fazer churrasco
Asse a Banca, essa rameira,
Essa que provoca o asco
De atolar a terra inteira!
Chame-lhe Monstro, se quer,
Mas não deve compará-la
Aos animais que, inocentes,
Também virão a sofrer
Da crise. Se quer assá-la,
Junte-se a nós, resistentes!
Mauzito mas aqui vai... estou completamente deinspirada, com febre e, de novo, com dores de dentes... não dá para fazer coisas bonitas com tantos contras, Poeta...
Abraço grande!
Mauzito não, venenoso qb. Também tenho andado febril, deixei-me constipar.
EliminarEstá mauzito mas... venenoso? Posso não ter gostado de ver o porco no espeto mas não fiquei com veneno nenhum... até porque quem está com dor de dentes não consegue brilhantes desempenhos ao nível da ironia. Mas olhe que eu tenho mesmo problemas com as metáforas que utilizam animais. Sempre tive... não consigo vê-los conotados com defeitos tão intrinsecamente humanos. Tive de me habituar a eles mas nunca tão completamente como a maioria das outras pessoas. Já o meu pai era assim...
EliminarAbraço amigo, Poeta. Tenho de me levantar antes das seis e estou mesmo cheia de dores de dentes, para além das outras que já entraram definitivamente no meu dia-a-dia e que me limitam a velocidade em tudo e mais alguma coisa. Bjo!
Está venenoso para a porca da banca que até merece, ao porco peço desculpa que ele não merece.
EliminarOlá, Poeta! Olhe que eu achava que até nem estava nada venenoso... mas, pronto! Acho que a Banca até merece muito mais inspiração do que aquela com que eu estava e estou. No mau sentido, claro!
EliminarVim tarde do hospital - por volta das 17h - e o meu SAAFS está aportar-se pessimamente e a deixar de obedecer aos dois anti-hipertensores que estou a tomar... além do mais estou mesmo com uma infecção respiratória e tive muita, muita, muita dificuldade em chegar a casa depois da consulta. Nem interessam os pormenores porque estou farta de os sentir na pele, não me apetece falar disso. Mas já estou a tomar antibiótico e mais uma série de... olhe, de porcarias. Eu sei que são medicamentos e respeito isso mas só me apetece insultá-los! Só paguei por um deles mas vi uma idosa, na farmácia, ficar sem comprar um medicamento que eu sei que é vital, por não ter dinheiro para o comprar. Eu tinha a mesma bomba de fluticasona mas numa dosagem superior à dela... se fosse a mesma dosagem, dar-lhe-ia a minha.
Como vê, amigo, para além de febril e com dores de dentes, também não estou com muito bom humor hoje. Vou ver o que consigo fazer em termos de poesia mas temo bem não conseguir mesmo nada...
Um abraço grande!
Meu Caro Pedro
ResponderEliminarNão tenho vindo ao computador. Vim agora e encontrei cá o teu «Velho fado».
Beijos para os nossos meninos e para ti e Joãozinha.
FADO VELHO
Cantar o fado um dia
só p´ra não ficar calado
não paga à poesia
o preço que custa o fado.
P´ra enganar a fantasia
inventar um fado novo
é enganar a melodia
mas nunca, a letra do Povo.
Ele canta sempre a verdade,
sem embuste vai à luta
porque canta com a vontade
da gente que não desiste
e que pela liberdade
até à fome resiste.
Eduardo
Seja velho ou seja novo
EliminarEsse Fado não se come
Nem mata a fome de um povo
Mas não há força que o dome!
Tal como o espontaneidade
Não nasce todos os dias
Também na velha cidade
Surgem novas arrelias
E nem sempre um Fado traz
Foice e martelo na mão...
Por vezes, é bem capaz
De cometer a traição
De levar o povo atrás
De qualquer contradição...
Muito obrigada por este sonetilho, meu amigo Eduardo. Respondi um pouco a correr porque acabo de perder dois sonetilhos de resposta ao poema do seu filho. A net está teimosa -teimosíssima! - e eu vou ter de me levantar antes das seis da manhã para poder deixar os animais tratados antes de seguir para o hospital. Espero não perder mais este, ou desisto de vez!
Um abraço grande para si e sua esposa.
“Thanks China”
ResponderEliminarA Europa atrapalhada
Já escreveu a sua carta
E a China abastada
A ajuda não descarta
Pode participar no fundo
Com uns quantos milhões
Como ao resto do mundo
Impõe as suas condições
Trabalhar mais meia hora
Por cada hora de trabalho
Sem pontes, feriados e férias
Social é para deitar fora
Na doença não me atrapalho
Enquanto fluir nas artérias.
Prof Eta
Nas artérias ou nas veias!
EliminarTambém o sangue venoso
Torna as coisas muito feias
Quando cria algum "caroço"
Mas não vou desconversar,
Isto saiu-me sem querer
E eu prefiro confessar
Que estive um dia sem ler,
Que me dói cada osso velho
Do meu estafado esqueleto,
Para não falar dos dentes...
Não deixo qualquer conselho
Mas quero ver se prometo
Umas rimas mais decentes...
De mal a pior, Poeta... estou mesmo incapaz de poetar com alguma qualidade ou mesmo um pouco de melodia...
“Império da má sorte”
ResponderEliminarTemos nossa alma à venda
Grandeza do ser português
Esta é mais uma contenda
Pode bem ser a última vez
Tinhamos por cá muito ouro
Com o diabo nos pormenores
Manchado de sangue o tesouro
Vil acordo entre os mentores
Esvaiu-se em guerras o sangue
Em extermínios e em lutas vãs
Sobra riqueza com cheiro a morte
Que não tornou o império grande
Não há paz nem consciências sãs
Nem justificação pr’á nossa sorte.
Com tanta negociação
EliminarNão sei onde isto vai dar...
Tudo ralha, com razão,
Mas pouco iremos ganhar
Nada, afinal, justifica
Uma situação tão estranha
Senão a "senhora rica"
A que chamamos de Banca,
A que é filha do Sistema
E "mana" do Capital
Não posso senão ser franca;
Se se não pára este esquema
Tudo nos vai correr mal!
Até já, Poeta!
"O rosário das queixas que não faço"... Pois.
ResponderEliminarApesar de ser triste é um belo poema.
Abraço
Boa noite, meu amigo Artesão. Não gosto "do lamento pelo lamento", embora confesse que há um ou outro poema muito bem conseguido ao nível desse registo... mas não gosto, pessoalmente. Às vezes lamento-me um pouco mas nunca sou totalmente desistente e, até aqui, eu consegui conquistar um direito. O direito à tristeza num universo poético que, em determinado momento, me pareceu forçado no sentido de uma cortesia muito politicamente correcta.
EliminarPorque um momento de tristeza faz-nos falta a todos e não pode nem deve ser imediatamente conotado com a depressão ou com a desistência. E eu sei que me entende porque também tem o seu "Livro das Horas Tristes".
Abraço!
Cara amiga,
EliminarTemos o direito à tristeza sem que nos chamem depressivos.
Menino com poucos brinquedos e brincadeiras, a tristeza é minha companheira de há muitos anos: o título do Livro de Horas é explicito, a dificuldade está em escrever nele.
Um abraço
Desculpe, amigo Artesão! A minha caixa do correio está numa confusão e este comentário passou-me despercebido... mas, sim, temos o direito a estar tristes de quando em quando. É normal e até saudável que nos aconteça estarmos um pouco tristes.
EliminarCurioso... lembrei-me agora de que o pequenino livro que registei na SPA em 2007, se chamava "Livro das Horas Convergentes". É muito temático, este livrinho, e muito místico também.
Eu deveria ter tido um pouco mais de cuidado porque aquilo que eu chamava de sonetos era apenas uma aproximação... lembro-me de que há nele incorrecções métricas de toda a espécie... mas foram os primeiros que me nasceram. Não me vou culpar muito por isso. Bem pior teria sido eu não ter evoluído nada, em termos formais, ao longo destes quase cinco anos...
Abraço grande!