LANÇAMENTO DO LIVRO "PEQUENAS UTOPIAS" - CONVITE


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Respostas
    1. :)) Nós temos mesmo de ir, nem que seja de maca :))
      Ainda continuo à espera de que os antibióticos cumpram o seu dever :)) A febre já baixou um nadinha mas agora estou muito, muito mais cansada...
      Beijinho!

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  2. “Aparência”

    Pertenço à obediência
    Que me brota da vontade
    Nunca contra a consciência
    Sempre em prol da verdade

    Não perco a clarividência
    Nesta busca de liberdade
    Só me afecta a inconsistência
    Deste mundo de vaidade

    Em que mais vale a aparência
    De nada vale a solidariedade
    Não lhe auguro sobrevivência

    Neste caminho da futilidade
    Não liguem à maledicência
    Que eu não sou autoridade.

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    Respostas
    1. Este mundo de aparências
      Tem tanto inconveniente
      Que eu prefiro as transparências
      Aos "brilhos" de muita gente

      E, no que toca a consciências,
      É preciso, urgentemente,
      Renegar as imponências,
      Viver mais humildemente...

      Alguns dirão que, ao ser pobre,
      Deveria estar calada,
      Nunca falar do que entendo

      Mas, do pouco que me cobre,
      Tiro sempre um tudo-nada
      Pr`a contar do que apreendo...


      Olá, de novo, Poeta! Lá me saiu este :D
      Sabe o que aconteceu à lixeira do Gmail? Mudou de aparência - olhe a coincidência!!! - e eu não consigo encontrá-la para a esvaziar... já cliquei em tudo quanto era botão e... nada! Parece que se sumiu...

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  3. Um belo e grande fim de semana
    Em alegria

    E boa sorte no lançamento...

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  4. Levaram Portugal no coração
    E medos vagos de não mais voltar
    Guardaram o mar salgado no olhar
    E mil desejos em breve oração…

    Foram-se em frágeis naus, na escuridão
    Das densas madrugadas, sem luar
    E em todo o mundo sempre hás-de escutar
    Um português falar do seu torrão

    De tantos…tantos, nada disse a História
    Nem viram lenços brancos a acenar…
    Guardaram os louros, as mercês e a glória

    Lograram honrarias e louvores,
    Outros que se quedaram, a esperar,
    A hora de ir ao cais, buscar as flores.

    Eduardo

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    1. E agora fico sem palavras! Que belíssimo soneto!
      Agradeço-lhe muito!

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    2. Este é do meu pai, ganhou o primeiro prémio da casa do professor em Setúbal.

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    3. E bem merecido prémio, Poeta! É um magnífico soneto, na forma e no conteúdo!

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  5. TEMPESTADE EM SESIMBRA

    Céu azul, sol refulgente
    Que tingia de ouro o mar,
    Transformou-se, de repente,
    Num céu negro, pardacento,
    Deixando adivinhar
    Borrasca, a todo o momento.
    E as ondas altaneiras
    São, agora, urgente aviso
    Dizendo que é preciso
    Ir socorrer as traineiras
    Que partiram à tardinha
    Para a faina da sardinha.

    E ao silvo estridente
    Da ronca do salva vidas
    Junta-se o grito plangente
    Das mulheres do pescador
    De saias negras, compridas
    Que rezam, alto, ao Senhor:
    -Ó minha Virgem Maria
    Que todos sãozinhos tragas
    Os nossos homens do mar.
    Ó Senhor Jesus das Chagas,
    Dez velas, te hei-de dar
    Se voltarem inteirinhos!

    Já é menor a algazarra
    E a fúria do mar, também…
    Já se ouve menos o pranto,
    Já entram barcos na barra,
    Valha-nos a Virgem Mãe
    E mais o Espírito Santo!
    Caiu um homem ao mar…
    E lá volta a gritaria…
    Mas reza baixo a Maria:
    -Senhora do Cabo Espichel
    Nós fomos onte ao altar
    Na leves o mê Manel!

    Chega mais um barco agora
    E o Manel, a nado, à frente
    -Minha Bendita Senhora-
    Brilham os olhos da Maria
    Com orgulho e alegria
    O seu homem é o mais valente

    Eduardo

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    1. Outra maravilha, meu amigo Eduardo!
      Vim agora, maravilhada, da Ponte Virtual que o seu Pedro construiu e deparo-me com esta maravilha que escreveu. Muito, muito obrigada por o ter trazido até mim!
      Enorme abraço!

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  6. “Vida com desconto”

    Temos vida com desconto
    Para o máximo de prazer
    Nunca pagamos a pronto
    Moderna forma de viver

    Pagas cinco e levas dez
    Sabes que não vais precisar
    Mas voltarás cá outra vez
    Para mais cinco comprar

    Se em casa não há espaço
    Vais guardando na garagem
    Mas não percas a emoção

    Empilha também no terraço
    Estas emoções e a miragem
    Desta vida em promoção.

    Prof Eta

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    1. Penso que essa foi jogada
      Da banca e do capital;
      "Dar" tudo a quem não tem nada
      Pr`a cobrar mais que o total...

      São manhas capitalistas,
      Faz parte deste sistema
      Escolher pessoas nas listas
      Pr`a lhes impor esse esquema

      E um dos seus maiores problemas
      Que este esquema introduziu
      Foi a miséria de tantos

      Que foram cair nas cenas
      Que o capital produziu
      Para equilibrar uns bancos...


      Abraço grande, Poeta! :)




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  7. LEI DA ATRACÇÃO UNIVERSAL

    Matéria, matéria atrai
    Da massa em razão inversa
    Ao tempo que já lá vai
    De Sir Isaac a conversa…

    Segundo sua lei versa
    Neste espaço, em transumância
    Essa atracção é inversa
    Ao quadrado da distância.

    Neste Mundo em translação
    O que atrai mais é a massa
    Por toda e qualquer razão

    E quanto maior o naco
    Mais seu poder ameaça
    E põe à distância o fraco

    Eduardo

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    1. A matéria atrai matéria
      Mas nem sempre massa dessa
      E para entrar na miséria
      Caminhamos bem depressa

      E na proporção directa
      Do quadrado dos mercados
      Que têm traçada a meta
      Dos lucros bem resguardados

      Em relação à distância,
      Essa está, pr`ós emigrantes,
      Na proporção desta crise

      Criada pela ganância
      Daqueles que são tão constantes
      Na riqueza e no "deslize"...


      Boa noite, amigo Eduardo!
      Muito grata por este seu sonetilho que, como já afirmei mais do que uma vez, deixam os meus muito envergonhaditos...
      Em breve nos encontraremos. Começo a crer que ninguém , ou quase ninguém, vai aparecer no lançamento... mas, pelo menos, confraternizaremos nós!
      Enorme abraço para si, sua esposa e D. Laura!

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  8. Que orgulho ter uma amiga tão" inspirada!!!" Parabens!!!

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    1. Obrigada, Ligeirinha! :) Tenho pena de saber que não vais estar no lançamento... mas, depois, talvez haja outro a que possas vir.
      Abraço GRANDE!

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  9. Parabéns, Maria João, é sempre bom a qualidade do nosso trabalho ser reconhecida em vida. Não é que seja essencial mas lá que sabe bem, sabe!
    Tentarei estar presente, claro!
    Quanto à lixeira do GMail tem de ir a definições, marcadores e optar por tornar visível o caixote do lixo.

    Abraço GRD

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    1. Muito obrigada, Eva! Por tudo! :)
      Sabe bem e ficarei muito feliz por estar consigo nesse dia.
      Já encontrei a lixeira do Gmail... custou, mas encontrei!
      Abraço GDE!

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  10. “Gaspar amigo”

    O balanço é positivo
    P’ra crise ultrapassar
    Disse em tom incisivo
    O bom do nosso Gaspar

    De alto nível a reunião
    Decorreu à porta fechada
    Com Portugal no coração
    Gaspar não disse mais nada

    Obrigado Gaspar amigo
    Este povo te agradece
    Este povo está contigo

    E o teu esforço enaltece
    Assim não sentimos perigo
    E esta nação engrandece.

    Prof Eta

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    1. Hoje não lhe consigo responder a este, Poeta. Estou a dormir em pé... mas já vou escrever-lhe um mail.
      Abraço grande!

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    2. Se o balanço é positivo
      Eu vou ali e já volto...
      Portugal está bem cativo
      E o disparate foi solto!

      Também eu trago comigo
      Portugal no coração
      E nunca o poria em perigo,
      Nem sequer por coação!

      Eu não agradeço nada
      E uma imensa maioria
      Já começa a perceber

      Que mais vale não estar calada,
      Defender, por qualquer via,
      O que andamos a perder!


      Abraço grande, Poeta! :)

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  11. Atraí ao contrário e por isso tive, agora, de alterar, uma vez mais, a primeira quadra. Diz à poetisa que os sonetilhos dela são bem melhores que os meus e a memória também porque ainda enuncia com correcção as universais leis. quanto à memória, está a minha desculpada porque está a ficar velha.
    Um abraço
    Eduardo.

    LEI DA ATRACÇÃO UNIVERSAL

    Matéria, matéria atrai
    Da massa em razão directa
    Ao tempo que já lá vai
    De Sir Isaac essa treta…

    Segundo sua lei versa
    Neste espaço, em transumância
    Essa atracção é inversa
    Ao quadrado da distância.

    Neste Mundo em translação
    O que atrai mais é a massa
    Por toda e qualquer razão

    E quanto maior o naco
    Mais seu poder ameaça
    E põe à distância o fraco

    Eduardo

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    1. Meu amigo Eduardo, não o digo por delicadeza mas apenas porque é a mais pura das verdades; os seus sonetilhos são bons. Muitíssimo bons. Os meus, a maioria das vezes, vão um tanto ou quanto "mancos"...
      Muito obrigada por ter feito a emenda.
      Quanto à memória, garanto-lhe que ainda não entrei na "terceira idade oficial", mas estou muito envelhecida e acho que a minha funciona de uma forma estranhíssima e muito pouco prática para quem quer tentar fazer uma vida mais ou menos normal.
      Um enorme abraço!

      Eliminar
  12. “Foram cravos”

    Vamos Abril comemorar
    Com Março à nossa porta
    Está em força a regressar
    E a noite escura exorta

    Não haverá Abril de novo
    Como muitos querem crer
    Nem é pela força do povo
    O povo fez-se p’ra sofrer

    A sua força é uma ilusão
    Pois dela não há memória
    Só com as armas na mão

    É possível fazer história
    E não é qualquer capitão
    Que nos conduz à vitória.

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    Respostas
    1. Cada noite acaba em dia
      E o dia que agora vem
      Vai fazer a noite fria
      Voltar ao ventre da mãe

      Porque o povo há-de acordar
      Dessa escuridão profunda
      E, em revolta, há-de esmagar
      Toda a força que o confunda!

      Se houver forças ilusórias
      - existem que eu bem o sei!-
      Serão as forças fascistas

      Que há anos nos contam "estórias",
      Que nos deturpam a lei,
      Que nos tornam derrotistas!


      Abraço vermelho, Poeta! 25 de Abril sempre! :)




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  13. “Trinta e oito anos”

    As portas que Abril abriu
    Estão de novo encerradas
    Liberdade foi o que se viu
    Os cravos nas espingardas

    Para o assalto ao tesoiro
    Regressaram todos ao país
    Agora esbanjaram o oiro
    Gozaremos o final infeliz

    De um país que foi libertado
    Para o banquete esquartejado
    Durante muitos anos roubado

    Agora chegou a intervenção
    Venda a retalho até ao Verão
    E no Inverno a revolução.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Nesses anos - trinta e oito!-
      Muita coisa foi mudada,
      Muito oportunista afoito
      Quis tudo sem fazer nada!

      Voltem os cravos às ruas
      Que as portas que se cerraram
      Abri-las-ão as mãos nuas
      Que um dia nos libertaram!

      Alguns de nós já claudicam
      Sobre as pernas tão cansadas...
      Mas continuam de pé,

      Não se rendem, nem abdicam
      Das verdades conquistadas
      Com tanta e tão justa fé!


      Abraço GRANDE! Vivam os cravos de Abril!

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  14. Respostas
    1. Poeta, hoje era dia do rádio Horizontes e eu só agora me lembrei... vou beber o seu chá! O que não é de ninguém é de todos ;)

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  15. Respostas
    1. Mesmo com a coluna "feita num chapéu" e com a febre, atrevo-me a atravessá-la!
      Beijinho, Poeta!

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  16. MENINA QUE ABRIL GEROU

    Menina que Abril gerou
    Chamava-se Liberdade
    Novembro a apunhalou
    Apesar da tenra idade

    E aquele que a assassinou
    Diz ter reposto a verdade
    Com a mentira que inventou
    Em prol da vil saciedade

    Rejubilaram os vilões
    Vibrou a turba inculta
    Entregando aos vendilhões

    As rédeas deste País
    Se vivesse, ela era adulta
    E a turba, vive feliz?

    Eduardo

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    Respostas
    1. Fabuloso, amigo Eduardo!

      Outra menina viria,
      Gerada nesse Novembro,
      Que, bem escondida, crescia
      E de quem tão bem me lembro...

      Dela nos fica a certeza
      De não delegar direitos
      N`austeridade e rudeza
      De um poder com tais defeitos

      Cresceu quase clandestina,
      Sonhando dentro de nós
      Até chegar esse instante

      Em que a revolta-menina
      Solte ao vento a sua voz
      De justiça militante!


      Foi o que me saiu, meu amigo... e acredito que essa menina continua mesmo a crescer dentro de nós!

      Enorme abraço da

      Maria João

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