AOS 1.385.068 DESEMPREGADOS PORTUGUESES EM NOVEMBRO DE 2012 - EXIGIMOS!


Não pedimos faustosos vestidos


Sobre as carnes já tão castigadas


Do chicote das lascas dos vidros


Das janelas de esp`ranças quebradas!


 


Queremos pão, pois não fomos vencidos,


E o direito, que é nosso, às moradas


De alicerces por nós construídos,


Pelas mãos que, ora, vedes paradas!


 


Exigimos saúde e futuro


Sobre um solo a que temos direito


E este sonho indomável, mas puro,


 


De alcançar esse fruto maduro


Que, ao crescer, cá por dentro do peito,


Nos falou de um devir menos duro!


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 22.11.2012 – 19.45h


 


 


 


IMAGEM - Os Comedores de Batatas - Vincent Van Gogh

Comentários


  1. só com uma flor

    a esse teu saber dizer e falar de amor...


    feliz noite

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    1. Uma flor também para ti, Anjo! Bela quadra!

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    2. bela noite pra ti e os teus quadrúpedes velhotes...

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    3. Obrigada, Anjo!
      A verdade é que eles são muito mais velhos do que eu, comparativamente claro... mas eu não sei se não estou ainda mais "estragada" do que eles... cada vez me vejo mais aflita para descer aquele lance de escadas com o desgraçado do Kico "pendurado" pela trela peitoral, eheheh... já raramente consigo levá-lo mesmo ao colo... ele não morre de amores por se sentir pendurado mas é o que se vai podendo arranjar...

      Feliz e sossegada noite!

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  2. “Outra revolução”

    Este mundo proscrito
    É mundo que não avança
    O futuro não está escrito
    Nem prometida esperança

    Dum passado de evolução
    Ao presente envenenado
    Oferecem-te a desilusão
    E este mundo estagnado

    Não te oferecem opção
    Mas ficarás resignado?
    Ou a resposta será não

    Não quero ser violentado,
    Respondes com revolução
    Mas sem o cravo encarnado.

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    1. Respondi, sem o saber,
      Através do sonho de hoje...
      Revolução, há-de haver
      De onde o cravo já não foge!

      Sei que tenho uma só voz,
      Sei que pouco "peso" tenho
      Mas, quando sonho por nós,
      Meu sonhar nem tem tamanho!

      Novas opções surgirão
      Pois, dê lá por onde der,
      Há-de haver revolução

      E, em prol dessa evolução,
      Eu poeta ou eu mulher
      Nunca lhe direi que não!


      Abraço grande, Poeta!



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  3. Respostas
    1. Não cheguei a ir à Ponte, ontem à noite, Poeta... tive de "desligar-me" um pouco mais cedo porque estava mesmo muito dorida. Vou agora!

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  4. “Sem futuro”

    É pobreza envergonhada
    Ou será a porca miséria
    P’la economia leiloada
    Nesta sociedade galdéria

    Nesta sociedade sem lei
    Sobrevive o mais forte
    Onde o futuro bem sei
    Será ditado p´la sorte

    A maioria com seu azar
    Fará das tripas coração
    O diabo esse amassou

    Pão que nos irá calhar
    E esta é a triste canção
    Que em sorte nos calhou.

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    1. Poeta, não resisto a deixar-lhe estas quadras que me nasceram mesmo agora quando eu estava a tentar escrever um poema de verso branco. Aqui vão!


      Eu sou à minha maneira
      E, embora muito partida,
      Vou andando, sempre inteira,
      Sempre a fazer pela vida…

      Decido à minha vontade,
      Nunca falo de terceiros
      E digo sempre a verdade
      Sem rascunho e sem roteiros

      Mas as rimas – sempre as rimas!
      Atropelam-me as palavras,
      Julgam-se umas obras-primas
      Donas das mais puras lavras!

      Por um nada tomam forma
      E eu, deixada ao deus-dará,
      Vejo-as pautadas na norma
      De dizer; - Melhor não há!

      Deixam-me as portas abertas…
      Lá me foge o que eu diria
      Se essas tolas, sendo espertas,
      Vissem bem que, hoje, as não queria!

      Da meditação talvez
      Me nascessem versos brancos
      Se elas, às duas por três,
      Me “largassem os tamancos”…

      Mas não! As tolas, teimosas,
      Senhoras do seu nariz,
      Vão-me destruindo as prosas,
      Pr`a rimar quando eu nem quis!

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    2. Gosto (like). Um poema de verso branco, qu'est que c'est.

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    3. Olá, Poeta!

      Poema de verso branco é todo aquele que não obedece a uma estrutura poética pré-estabelecida, desde à muito, pelos poetas e consagrada pelas normas poéticas. São exemplos de poesia normativa, as quadras, as quintilhas, as décimas, as moaxahas - fiquei a conhecê-las neste Verão e até já fiz uma -, os sonetilhos e, considerados os "reis" da poesia, os célebres sonetos que podem apresentar mais do que uma variável na contagem das sílabas métricas.
      Os poemas de verso branco, abdicam da rima. Nenhuma norma lhes é imposta em termos de rima ou contagem de sílabas métricas (poéticas), mas têm forçosamente de "jogar" com a musicalidade das palavras e a excelência da mensagem, sob pena de não passarem de "imitações de poesia". Ao contrário do que a maioria pensa, não é mesmo nada fácil fazer um bom poema de verso branco.
      Deixo-lhe um exemplo de um poema de verso branco feito por mim; http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/21004.html

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    4. AIIII!!!! Que erro tão atroz!!! Queria dizer "desde há muito"

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    1. Só agora consigo ir à Ponte... hoje estive num evento e só me despachei agora. Levaram-me e trouxeram-me a casa, claro, e estive todo o tempo sentadinha, como não podia deixar de ser...

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  6. A SESTA DO DEPUTADO

    Na sesta, o deputado,
    Em plena Assembleia,
    Dorme sono repousado.
    Acorda de volta e meia

    Mas prossegue consolado
    Com a barriga bem cheia
    Mente sem qualquer ideia,
    Canto da boca babado.

    Não acorda assustado,
    É sono sem pesadelo,
    É soninho descansado.

    Boceja, discretamente,
    Passa a mão pelo cabelo
    E vai-se embora, contente.

    Eduardo

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    1. Tenho grande admiração
      Por alguns dos deputados,
      Embora lhe dê razão
      Porque alguns são desleixados...

      Alguns vão pela ambição,
      Não têm nada de honrados...
      Uns, condenando a aflição
      E outros, rindo desbragados...

      Alguns até dormirão
      Sobre os louros alcançados,
      Outros, do povo virão

      Pois têm opinião
      E estão sempre entusiasmados
      No combate à exploração...


      Não consigo dizer senão o que sinto, amigo Eduardo... não pense que não gostei ou que fiquei minimamente aborrecida... é que nem pensar! Mas foi isto o que me saiu...

      Muito grata por mais esta sua colaboração, envio um abraço dos grandes para si e Maria dos Anjos!

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  7. Poeta querida venho saber de ti....tim-tim por tim-tim, ok?
    Quantos vezes me invades , sem licença
    Mas sempre presente na incognita do meu mundo....
    Seria nada , pequenina, sem a tua amizade!
    Crê!!!!

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    1. Minha Ligeirinha!!!

      Que bom saber que lembras de mim!!! Olha que fico toda vaidosa, eheheh

      É curiosíssimo... só há pouquinho pude pegar no computador, mas lembrei-me, hoje, várias vezes de que te não tinha identificado nos últimos sonetos que publiquei no Face... trazia esse reparo na memória, mas vim primeiro responder ao Poeta Zarolho e não te garanto que me não esquecesse nestes "entretantos"... a minha memória sempre foi meia "furada"... quando eu teimo em confiar nela, prega-me as maiores partidas... mas agora não me vou esquecer!

      Tim-tim por tim-tim... nem sei que te diga... estou mais perra do que uma porta velha, continuo muito "presa" do lado esquerdo - sobretudo... - e levo uns bons 10 minutos para percorrer 20 metros... valeram-me uns dois ou três dias de grande inspiração! Embora continuando a quase não conseguir andar, entusiasmei-me a valer com o trabalho poético... acho que sou mesmo uma poeta incurável, eheheh...
      O Kico parece uma peça de um antiquário, mas ainda por cá anda... os meus amigos Sigmund e Garfield não têm andado mal de todo e até a pombaria se mantém vivinha!

      Um grande, grande beijinho para ti, Ligeirinha!

      Eliminar

    2. gostei tanto de saber de ti...meu braço perdido....!

      Dos teus gatinhos tambem gostei muito de os saber "por aí"...

      Essas dores do lado esquerdo, é estranho....terá sido um hictus ligeirinho?
      Não fumes!!!!
      Esta crise é tremenda mesmo, anda tudo irritado ou deprimido, não achas?
      Eu pelo menos tenho que viver com 2 deprimidos há já muitos muitos anos....
      Penso sempre em te fazer uma visita, agora que os meus joelhos finalmente não me doem!!! Caspite!
      Beijinhos muito grandes....


      Eliminar
    3. Ah, Ligeirinha, não foi hictus nenhum! Isto dura há imensos meses e, se eu estou deprimida, então a Europa está... florescente!!! Claro que ando um tanto ou quanto furiosa... mas é fúriazinha genuína e pertinente, não tem nada a ver com depressão... mas já te adicionei ao poema que acabo de escrever, Ligeirinha... não sei se ainda te consigo adicionar aos outros, de ontem e anteontem... ehehehe! Gostei desse Caspite!!! Ora ainda bem que, ao menos tu, te viste livre das mazelas físicas!
      Diz lá à doida da minha coluna que não esteja toda dobrada para o lado esquerdo e que não me doa... pode ser que ela te oiça, eheheheh...

      Beijo grande, grande!

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  8. “Mundo errado”

    Anda louco o mundo
    Só eu é que estou são
    Anda também imundo
    Apenas eu é que não

    Então não serei daqui
    Ou não serei de agora
    Mas antes eu não vivi
    Será esta a minha hora

    Que fazer para mudar
    Será que mudarei eu
    Ou o mundo mudará

    Não estarei p’ra elucidar
    Este mundo não é o meu
    Afinal não era de cá.

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    1. Sempre foi um pouco louca,
      Esta louca humanidade
      Que corre de boca em boca
      Sem saber toda a verdade...

      O mal dela, meu amigo,
      É não saber entender
      Que às vezes se expõe ao p`rigo
      Querendo a verdade saber...

      Nem sabe que é relativa,
      Portanto nunca alcançável
      Por muitos anos que viva...

      Mas deve-se ir sempre além
      Numa procura incansável
      De uns pedacitos, também!


      Abraço grande, Poeta!

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