CELEBRANDO O SEGUNDO ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA VIRTUAL DE LETRAS

MADONA DO SILENCIO, DÉBora ARANGO.jpg


 


APOGEU POÉTICO FESTIVO





Patrono: Florbela Espanca


Académica: Maria João Brito de Sousa


Cadeira: 06





NASCE E CRESCE, POESIA!








Perguntas por que escrevo. Eu sei-o lá?!


Mais forte do que eu própria, mais teimosa,


Floresço na Poesia, mais que em prosa,


E torno-me um dos frutos que ela dá...





De mim mesma, ou da vida, me virá,


Impondo-se-me, forte, imperiosa,


Mesmo quando sem esp`rança e desgostosa


Me arrasto pela vida ao Deus-dará;





Afastem-na de mim, que logo morro,


Pois será sempre a ela que recorro


Nas mais doridas horas da amargura





E sempre que sobre ela assim discorro,


Bem mais procuro, além do seu socorro,


Que a própria Vida nasça da procura...





Maria João Brito de Sousa - 07.03.3017 - 10.29h


 


IMAGEM - "Madona do Silêncio", Debora Arango


 

Comentários

  1. Nunca te perguntaria porque escreves
    Percebe-se, ao ler-se

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  2. “Evoluções”

    Estamos presos na evolução
    Não conseguimos evoluir
    Neste tempo de contradição
    Em que nos vemos regredir

    O tempo em compensação
    Corre veloz, sempre a fugir
    Sem mostrar consternação
    Por nos estarmos a esvair

    Sem saber p’ra onde vamos
    Por tudo haver conseguido
    Rumo a nada caminhamos

    E nesta espiral sem sentido
    Pensando que ainda pensamos
    Vemos o pensamento evadido.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não sei, Poeta, não sei
      Se posso chamar prisão
      Aos passos que inda não dei
      Nessa infinda evolução,

      Mas sei que, às tantas, parei
      Para olhar com atenção
      O que fui quando passei
      Pelo estágio de embrião

      Que, entretanto, reparei
      Nunca foi mera invenção
      Porque evolução faz lei

      E sempre foi condição
      Da forma em que me encontrei
      Neste universo em expansão...

      Maria João

      Bom dia, Poeta.
      Peço desculpa por me ter "transformado" no sujeito colectivo, deste sonetilho.
      Respondi-lhe como se representasse o ser humano e dei-lhe uma resposta que a maioria dos seres humanos lhe não daria, certamente. Esta é, no entanto, uma daquelas liberdades que me são permitidas por escrever poesia. Ocorreu-me aproveitá-la e foi isto o que me saiu...

      Abraço grande.

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