APOGEU POÉTICO AVL- 2 º Lugar

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APOGEU POÉTICO AVL - Abril, 2017


TEMA - Inocência


Segmento - Clássico





Patrono: Florbela Espanca


Académica: Maria João Brito de Sousa


Cadeira: 06





INOCÊNCIA(S)





Inocente estará, num tribunal,


O réu que é justo, honesto e razoável,


De quem não venha ao mundo nenhum mal


Porque incapaz de um acto condenável,





Mas inocente pode, por igual,


Ser quem se mostre grato, terno, amável,


Com quem lhe tenha sido desleal,


Por não ter entendido algo execrável...





Seja ausência de culpa, ou qualidade


Comparável à pura ingenuidade,


Segundo seja o caso designado,





Inocente será quem, sem maldade,
Procure, na mentira, uma verdade


E julgue, no final, tê-la encontrado...








Maria João Brito de Sousa - 08.04.2017 - 10.52h





 

Comentários

  1. Cara amiga,

    Seus versos recordam-me sonhos "idos e vividos" no território da inocência da juventude e do amor.
    Que bom tê-la como orientadora de uma linha poética!

    Adílio Belmonte
    Belém - Pará - Brasil


    TUA INOCÊNCIA

    Tua inocência e pura castidade
    Senti ao primeiro toque desse amor
    Que nasceu belo, puro e sem maldade,
    Tudo a desabrochar como uma flor.

    Mas os mares da vida fazem ondas
    Turvas que desembocam num deserto,
    Onde as tempestades são profundas,
    Quebrando desse amor todo o concerto.

    Nada vivi que não fossem vãos sonhos,
    Mas senti inspiração no teu encanto
    E meu pranto a rolar c'ondas do mar.

    Dos pesadelos tive os mais medonhos,
    Prontos a destruir todo o encanto
    E essa nossa inocência de amar.


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  2. “Baleia negra”

    Baleia azul
    Baleia branca
    Baleia rosa
    O mundo definha
    À sombra das baleias
    Ninguém suspeita
    Das atrocidades cometidas
    O mundo é ingénuo
    E quem ganha terreno
    É a baleia negra.

    Zé da Ponte

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    1. BOM DIA, POETA.

      DESEJANDO UM FELIZ DIA DO TRABALHADOR, PEÇO DESCULPA POR NÃO ME ENCONTRAR EM CONDIÇÕES DE RESPONDER ATRAVÉS DE UM POEMA.

      DE MOMENTO, QUALQUER ESFORÇO DE LEITURA,OU ESCRITA, SE ME AFIGURA BASTANTE MAIOR DO QUE AS POUQUÍSSIMAS ENERGIAS QUE CONSIGO DESPENDER.

      ABRAÇO GRANDE.

      MARIA JOÃO

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  3. Reenviamos o Soneto anterior em face da correção em seu 11° verso, ficando assim:


    TUA INOCÊNCIA

    Tua inocência e pura castidade
    Senti ao primeiro toque desse amor
    Que nasceu belo, puro e sem maldade,
    Tudo a desabrochar como uma flor.

    Mas os mares da vida fazem ondas
    Turvas que desembocam num deserto,
    Onde as tempestades são profundas,
    Quebrando desse amor todo o concerto.

    Nada vivi que não fossem vãos sonhos,
    Mas senti inspiração no teu encanto
    E meu pranto a rolar co'ondas do mar.

    Dos pesadelos tive os mais medonhos,
    Prontos a destruir todo o encanto
    E essa nossa inocência de amar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. BOM DIA, POETAAMIGO ADÍLIO BELMONTE.

      DESEJANDO UM FELIZ DIA DO TRABALHADOR, PEÇO DESCULPA POR NÃO ME ENCONTRAR EM CONDIÇÕES DE RESPONDER ATRAVÉS DE UM POEMA.

      DE MOMENTO, QUALQUER ESFORÇO DE LEITURA,OU ESCRITA, SE ME AFIGURA BASTANTE MAIOR DO QUE AS POUQUÍSSIMAS ENERGIAS QUE CONSIGO DESPENDER, UMA VEZ QUE ME ENCONTRO DOENTE.

      ABRAÇO GRANDE.

      MARIA JOÃO

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  4. “Abraço ficcional”

    A vida sente-se entrar
    Nas veias, no coração
    Quando temos p’ra dar
    Sem questionar a razão

    Muito mais que partilhar
    Somos matéria em fusão
    Do mundo a recomeçar
    Numa nova direcção

    Daqui pode não passar
    Ser apenas uma ficção
    Dessa outra realidade

    Que nos vem espreitar
    Antes de tomar a decisão
    De abraçar a humanidade.

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    1. BOM DIA,POETA.

      AINDA ESTOU EM MUITO MAU ESTADO DE SAÚDE E TEREI DE IR DE NOVO AO CENTRO DE SAÚDE, DAQUI A POUCO.
      O ESFORÇO EXIGIDO PELA ESCRITA AINDA É DEMASIADO GRANDE, POR ESTRANHO QUE ISSO POSSA PARECER, ACREDITE.
      VOU TENTAR UMAS RIMAS, MAS NÃO PROMETO NADA;


      VIDA, NÃO; SOBREVIVÊNCIA
      DA MAIS BÁSICA E PRIMÁRIA,
      CHAMO A ESTA DEPENDÊNCIA
      DA ESCRAVIDÃO DUMA OPERÁRIA.

      M. JOÃO

      ...E MAIS NÃO CONSIGO ESCREVER, POETA.

      ABRAÇO GRANDE!

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  5. “Espinhos”

    Momento da caminhada
    Caminhamos caminhando
    E até sem ver a estrada
    Caminhamos confiando

    Mais não posso explicar
    Pois não tenho explicação
    Mas insisto em caminhar
    Tão forte sinto a pulsão

    Pode chover, trovejar
    Os seis dias do caminho
    Ao sétimo vou descansar

    Não me sentirei sozinho
    A obra vou contemplar
    Seja a rosa ou o espinho.

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    1. CADA VERSO SÃO MIL ESPINHOS
      E EU MASOQUISTA NÃO SOU...
      CALO-ME E SÃO MAIS "BRANDINHOS"
      PRA QUEM OS NÃO CONVOCOU...

      QUANDO O PRÓPRIO MOVIMENTO
      DA MINHA MÃO NO TECLADO
      EXACERBA ESTE TORMENTO,
      TRATO DE PÔ-LO DE LADO,

      SOBREVIVO ENQUANTO POSSO,
      ESPERO UM DIA MELHORAR
      E SER MAIS DO QUE UM DESTROÇO,

      SE A MINHA BARCA VOLTAR
      DO FUNDO DO FUNDO POÇO
      DOS SILÊNCIOS POR QUEBRAR...

      M. JOÃO


      PEÇO DESCULPA POR SÓ FALAR DOS MEUS ESPINHOS PESSOAIS, POETA, MAS ESTOU MESMO DEMASIADO LIMITADA PARA PODER FALAR DE OUTROS.

      AOS 23 ANOS, QUANDO TIVE A MINHA PRIMEIRA PIELONEFRITE - A TROMBO-FLEBITE É QUE FOI AOS 20 - TIVE DE AGUENTAR E CONTINUAR A TRATAR DE UMA FILHA PEQUENA , DA CASA, DA ROUPA E DAS REFEIÇÕES DA FAMÍLIA... MAS O QUE É QUE NÃO SE AGUENTA NESSA IDADE?

      ABRAÇO GRANDE.

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  6. “Palhaçada”

    Big Bang, aqui estou eu
    Não sou baleia pintada,
    Mas foi aqui que se deu
    O início da palhaçada

    A humanidade nasceu!
    Ou terá sido inventada?
    Ainda ninguém percebeu,
    Esta estória engraçada

    Perguntem ao Galileu
    Se a terra está centrada
    Ou se o sol será assunto

    Ainda não anoiteceu
    Vou degustar uma salada
    Com fatias de presunto.

    Prof Eta

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    1. É-ME DEVERAS PENOSA,
      A ESCRITA, A MINHA PAIXÃO,
      E, SEJA EM VERSO OU EM PROSA,
      FAZ-ME DOER ALMA E MÃO...

      ESTANDO TÃO FRACA E MOROSA,
      MORRE-ME ESTA INSPIRAÇÃO,
      COMO QUALQUER MARIPOSA
      QUE VÊ CUMPRIDA A FUNÇÃO.

      TALVEZ UM DIA - QUEM SABE
      QUANDO, OU SE MELHORAREI? -
      TANTA DOR JUNTA SE ACABE

      E EU VOLTE A DAR QUANTO DEI...
      POR AGORA, O QUE ME CABE,
      É CALAR-ME. E CALAREI.

      MARIA JOÃO

      FORTE ABRAÇO, POETA!


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  7. À Maria João, mulher brava que nos ensina todas as cores dos melhores versos.

    MULHER BRAVA

    Mulher forte e romântica nos poemas,
    Tens a força dos versos sempre nobres!
    Mas sabemos potentes os problemas
    Da vida simples, mas sem rimas pobres.

    Buscas nos sonetos a rara essência
    Da poética romântica e verdadeira,
    Como o faz o escultor com a ciência
    De edificar a mulher escudeira.

    E ao contemplar a tua arte encarnada
    O poeta do bronze faz nobreza
    Naquela estátua símbolo do amor.

    És poetisa, a escultora consternada,
    Buscando nos sonetos a beleza
    De quem canta o amor e sente a dor.

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    1. MUITO GRATA POETA AMIGO ADÍLIO BELMONTE, PELO BELO SONETO QUE ME DEDICA.

      A ESCRITA É-ME, DE MOMENTO, PROFUNDAMENTE DOLOROSA - FISICAMENTE DOLOROSA, PROVOCANDO-ME DORES INTENSAS NOS PULSOS, NOS BRAÇOS E NOS ANTE-BRAÇOS. DUAS OU TRÊS PALAVRAS QUE INSISTA EM ESCREVER, BASTAM PARA EXACERBAR ESTA CRISE DE LÚPUS, DESENCADEADA PELA PIELONEFRITE, OU, EVENTUALMENTE, PELA CIPROFLOXACINA ... AINDA NÃO HÁ CERTEZAS QUANTO À GÉNESE DESTA EXACERBAÇÃO DE SINTOMAS.
      ESCREVO, PORTANTO, COM MUITA, MAS MESMO MUITA DIFICULDADE E SOU TÃO BREVE QUANTO POSSÍVEL, PELO QUE PEÇO A SUA COMPREENSÃO.

      GRATO E FRATERNO ABRAÇO,

      M. JOÃO

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